Agressão e Falta de Segurança no Chilli Peppers Single Hotel

Não respondida
São Paulo - SP
23/06/2026 às 13:21
ID: 252142681
Venho, por meio deste, registrar formalmente uma ocorrência muito séria ocorrida nas dependências do Chilli Peppers Single Hotel, na madrugada do dia 21 de junho de *******, por volta das 00h00, bem como solicitar a preservação imediata e a análise integral das imagens e dos áudios das câmeras de segurança referentes a todos os fatos narrados, para futura juntada em processo.
É importante ressaltar que sou autista, o que poderá ser provado por meio de laudo médico.
Informo que, em razão da agressão sofrida, compareci à delegacia de polícia para registro da ocorrência e também fui submetido a atendimento médico para realização de exame de corpo de delito.
A situação teve início quando eu me encontrava no primeiro andar, próximo à escada. Em determinado momento, houve troca de olhares com outro frequentador, situação comum no ambiente do estabelecimento, sem qualquer contato físico ou abordagem.
Em seguida, esse frequentador dirigiu-se a mim com a frase: "Perdeu alguma coisa aqui?". Inicialmente, não compreendi que a fala era direcionada a mim e questionei se ele estava falando comigo, ao que respondeu que sim.
Diante da abordagem hostil, respondi: "Fique na sua, não quero briga, rapaz".
Na sequência, o frequentador me empurrou fisicamente, fazendo com que eu desse três passos para trás, e afirmou que iria me bater. Com medo de sofrer uma agressão, informei que iria denunciá-lo. De forma debochada, ele respondeu que "isso não ia dar em nada", que estava com uma faca e que iria usá-la para me esfaquear dentro do estabelecimento. Também afirmou que "já havia feito isso com outras pessoas" e que eu era "só mais um".
Com muito medo e visando preservar minha integridade física, desci imediatamente até a recepção para solicitar a intervenção dos funcionários.
Ao chegar à recepção, a equipe de segurança foi acionada. Um cliente que estava presente relatou espontaneamente que havia presenciado uma agressão praticada pelo mesmo indivíduo contra outro frequentador, que não era eu, e que o agressor aparentava estar muito drogado. Tal fato poderá ser verificado pelas câmeras de segurança e confirmado pelos recepcionistas do estabelecimento.
Esse cliente também relatou que o indivíduo apresentava comportamento agressivo recorrente com outros frequentadores.
Foi então chamado um segurança, que demonstrou visível contrariedade por ter sido acionado, demonstrando não gostar de ter sido acionado para resolver a situação. Solicitei que verificasse as câmeras de segurança para analisar o ocorrido, mas ele respondeu de forma ríspida que não o faria. Em seguida, afirmou: "Ah, é cada uma. Agora vou ter que subir para resolver esse tipo de coisa", transmitindo a impressão de que estaria fazendo um favor, e não desempenhando a função para a qual foi contratado.
Ao subir com o segurança para localizar o indivíduo, uma segunda pessoa também relatou ter sido vítima de agressão por parte dele, igualmente sem qualquer relação comigo, ou seja, o agressor estava totalmente drogado brigando com vários clientes diferentes.
Dessa forma, havia ao menos três relatos distintos envolvendo comportamentos agressivos atribuídos ao mesmo frequentador. Ainda assim, na minha percepção, tais relatos não foram devidamente considerados durante a condução da ocorrência, e o segurança seguiu procurando o agressor com aparente má vontade.
Prosseguindo, encontramos o agressor no terceiro andar, próximo à área aberta do fumódromo. Ele aparentava estar visivelmente sob efeito de drogas. O segurança então solicitou que ele apresentasse sua versão dos fatos.
Nesse momento, o agressor passou a inventar versões dos acontecimentos que não correspondiam à realidade inventando realidades que não exitem para invalidar a minha denuncia utilizando sua condição de ser negro para tentar inverter a situação, me silenciar, invalidar meu relato e se colocar como vítima, alegando ter sofrido racismo. Fez acusações contra mim que nego integralmente e que poderão ser esclarecidas por meio da análise dos áudios e vídeos das câmeras de segurança.
Gostaria desde já de dizer que eu sou filho de pai negro e de família nordestina, quando morremos, todos nós vamos para o mesmo lugar e eu jamais discriminei ou discriminaria ninguém, o agressor usou isso como estrtégia psicologica para confundir e deturpar a situação.
Diante dessas acusações, senti extrema revolta, pois conheço a gravidade do preconceito e entendo que uma questão histórica tão séria não deve ser utilizada como estratégia para inverter, confundir ou deturpar os fatos.
Em razão da situação e por ser autista, comecei a apresentar fortes crises emocionais e passei mal.
Na sequência, houve troca de ofensas verbais por parte do agressor. Em determinado momento, ele me chamou de feio. Em resposta, coloquei a mão sobre a cabeça e disse que, pelo menos, eu tinha cabelo e ele não.
Logo após esse gesto, o frequentador afirmou que eu estaria imitando um chimpanzé. Nesse momento, ele desferiu um soco no rosto e começou a me agredir, causando lesão corporal. Ressalto que o segurança não impediu a agressão (ESPERAVA QUE DIANTE DISSO UMA MEDIDA ROBUSTA FOSSE TOMADA E A EXPULSÃO IMEDIATA FOSSE REALIZADA)
Não concordo com a interpretação dada ao meu gesto e solicito que a análise das imagens e, principalmente, dos áudios das câmeras de segurança seja realizada para verificar o contexto exato do ocorrido.
Registro ainda que, durante toda a situação, o agressor manteve postura debochada, chegando a rir em determinados momentos, sempre repetindo que "NÃO DARIA EM NADA E QUE É SÓ MAIS UM CASO DE AGRESSÃO NA SAUNA E QUE ELE JÁ TINHA FEITO ISSO OUTRAS VEZES E NÃO TINHA DADO EM NADA).
Após o ocorrido, o próprio frequentador afirmou espontaneamente que iria embora. Sua saída ocorreu por iniciativa própria, e não por determinação direta da equipe de segurança.]
Após a agressão, enquanto eu passava por uma crise relacionada ao meu autismo, questionei o segurança sobre o motivo de ele não ter impedido que eu fosse agredido ou retirado de imediato o agressor do local. Como resposta, ele afirmou que havia expulsado o agressor e seguido os procedimentos adequados. No entanto, essa não foi a realidade que presenciei. Em nenhum momento o segurança impediu a agressão ou expulsou o agressor. Mas, sim, o próprio agressor deixou o local por vontade própria com medo, somente após eu informar que acionaria a polícia.
Em nenhum momento presenciei o segurança determinar formalmente sua expulsão ou retirada do local. Considerando o histórico de agressões contra diferentes clientes, tive a sensação de que não estava seguro no estabelecimento e de que aquele homem poderia atentar contra minha vida a qualquer momento, inclusive concretizando as ameaças de esfaqueamento que havia feito anteriormente.
Também registro que, por também ser negro, tive a percepção de que o segurança deu maior credibilidade à versão apresentada pelo agressor. Ao final da ocorrência, observei uma interação cordial como se fosse BROTHERS entre ambos, o que, na minha percepção, transmitiu uma imagem excessivamente informal diante da gravidade dos fatos.
Sou cliente do estabelecimento e sempre me senti seguro no local. Entretanto, após esse episódio, minha integridade física foi colocada em risco, razão pela qual infelizmente eu não me sinto mais seguro para frequentar o local por conta da postura do SEGURANÇA QUE NÃO SOUBE CONDUZIR DE FORMA ADEQUADA A SITUAÇÃO.
Por fim, entendo que nenhuma discussão ou conflito verbal justifica agressão física, sendo fundamental a apuração completa e imparcial dos fatos.
Diante disso, solicito esclarecimentos sobre os seguintes pontos:
A postura de não intervir diante de três relatos distintos de agressões físicas praticadas contra clientes diferentes, sendo um deles pessoa com deficiência, corresponde a uma postura do estabelecimento ou trata-se de conduta individual do segurança envolvido?
É permitida a entrada e permanência de pessoas portando armas brancas?