DENÚNCIA DE ABUSO DE PODER, COBRANÇA INDEVIDA, DESCUMPRIMENTO DO CONTRATO

Não respondida
Cabo Frio - RJ
21/08/2014 às 05:20
ID: 9820124
Essa reclamação possui mais de 3 anos e não está mais sendo contabilizada no índice da empresa
Ver todas ReclamaçõesVou tentar descrever aos senhores os momentos de horror que vivi no HOTEL FAZENDA JECAVA em companhia de 10 (dez) familiares, dentre os quais: minha própria filha, minha esposa, minha irmã, meu cunhado, meus sobrinhos, meus sogros, minha mãe e minha tia (essas últimas, pessoas idosas). Pois, como são sabedores, efetuei a compra de 05 (cinco) pacotes para utilização de 15 a 17 de agosto de *******.
Uma das propagandas dos proprietários do Hotel Fazenda Jecava é a de se orgulhar de sua sede ter sido locada para realização de novelas de época da Rede Globo.
Ocorre que, ao chegar nesse estabelecimento, tive a sensação de estar em uma senzala do século XVIII e, o pior, vivenciando as cenas sórdidas e desrespeitosas daquela época.
O roteiro trágico aconteceu da seguinte forma:
A “RECEPÇÃO”
Ao chegar, tive o desprazer de ser “recebido”, ou melhor, praticamente ameaçado pelo SENHOR DO FEUDO, que responde pela alcunha de Sr. Mário. Com dedo em riste, esse cidadão distribuía broncas e determinações a seus escravos (garçons, camareiras e demais funcionários), afirmando aos quatro ventos ser o proprietário da fazenda e ao mesmo tempo, como um animal irracional, a marcar território e mostrar a todos os visitantes que ali chegavam quem mandava no pedaço.
Seu capataz responde pelo nome Marcelo e permanece prostrado ao telefone da recepção do Hotel renovando as ordens e o menosprezo aos funcionários, com aval do patrão. Com a desfaçatez própria de pessoas desse caráter, maltrata e humilha seres humanos simples de uma cidade de interior (que não possuem ofertas de emprego e, por conseguinte, precisam daquele trabalho para sobreviver), para - em momento seguinte - desligar o aparelho telefônico, dirigindo-se ao hóspede com um sorriso falso e ares de superioridade, como se nada tivesse ocorrido.
O próximo passo do capataz é compelir o hóspede a pagar “no susto” e ainda na chegada ao Hotel Fazenda (além do que já havia despendido, que não é barato), o valor a mais de 10% (10 por cento) relativo a taxas de serviços e o aporte de 2% (dois por cento) referente ao ISS (Imposto sobre Serviços).
Logo, o primeiro contato e a recepção são traumáticos e a impressão é a pior possível.
Em momento algum esclarecem que aludida taxa é OPCIONAL, conforme consta do regulamento exarado pelo Hotel Urbano, site de compras coletivas no qual efetuei a aquisição de 05 (cinco) pacotes. Esses senhores não têm a mínima noção de um dos princípios basilares que regem as relações de consumo: O PRINCÍPIO DA INFORMAÇÃO.
Pelo que pude perceber in loco durante o fim de semana que tive o dissabor de ali me hospedar, eles só conhecem a lei do constrangimento pela imposição e pela força.
AS REFEIÇÕES
As refeições são realizadas em um salão, semelhante a um refeitório.
Café da Manhã
Não tem oferta de frutas. Nos dois dias que permaneci no local foi ofertado banana e laranja com casca.
Qualquer Hotel de beira de estrada oferece iogurte no café da manhã. No Hotel Fazenda Jecava NÃO TINHA.
Jantar Romântico
Contratei um pacote que ofertava um jantar romântico. Entretanto, tal jantar JAMAIS ACONTECEU.
Refeições Durante o Fim de Semana
Quando o horário da primeira refeição se aproximou (jantar da sexta-feira), tive a sensação de que os constrangimentos teriam uma trégua (ao menos momentânea); todavia, pouco tempo depois, percebi que - em verdade - tais dissabores apenas começavam.
Tentarei descrever as cenas que presenciei.
Os espaços para as refeições não eram de livre escolha dos hóspedes. Os espaços eram previamente demarcados e fomos confinados em um canto do refeitório (distante da comida) em que os meus familiares não conseguiam sequer se mover para comer. Quando uma pessoa precisava se levantar, todos tinham que fazer o mesmo, em razão do reduzido espaço.
A comida era fria e com aparência passada, semelhante a restaurantes de beira de estrada.
O cardápio era repetitivo e o que sobrava do almoço figurava, sem maquiagens e sem parcimônia, no jantar.
Mesmo com toda essa miséria e mesquinhez o Senhor Feudal adentrava o salão triunfante. O Sr. Mário é (ou acredita ser) o perfeito representante das castas superiores da sociedade brasileira, todavia, sem a mínima noção de educação e urbanidade. Acreditem! Ele é um chato sem noção!
Invade – sem pedir licença – a mesa das pessoas e essas são obrigadas a ouvir as histórias dessa “celebridade do século retrasado” que, invariavelmente, defluem para DINHEIRO.
Dentre outras coisas:
a) Afirma ter sido Prefeito de Teresópolis;
b) Afirma ter influência política no cenário nacional;
c) Vangloria-se de ter 7.******* hectares de terra no trecho Friburgo – Teresópolis;
d) Aponta seu dedo ao longe, alisando a barriga a dizer: “Tá vendo aquele morro lá embaixo? É tudo meu!”.
Em que pese esse modesto assalariado ter comprado, a duras penas, um pacote com jantar romântico e este NÃO TER OCORRIDO, fui interpelado pelo Sr. Mário no almoço do dia 16/08/******* às 14:35h, ou seja, 25 minutos antes do término do período previsto para a aludida refeição (que era de 13h às 15h) da seguinte forma:
“Já estamos na sobremesa?” – flagrantemente nos apressando e induzindo a sair logo do refeitório.
Não satisfeito, no jantar do mesmo dia, colocou-se em frente aos aparadores em que estavam as carnes e, após eu retirar a quantidade que desejava comer, fui questionado por esse senhor:
“03 (três) bifes?”
Em outra mesa presenciei esse mesmo senhor questionando a esposa de um hóspede:
“Por que você deixou macarrão? Não está bom?”
Pasmem! É surreal.
As reclamações, pelo que pude perceber nas conversas informais com outros hóspedes, eram INCONTÁVEIS.
É UM VERDADEIRO [Editado pelo Reclame Aqui]! Vendem jantar romântico, mas colocam no cardápio principal do jantar de sábado à noite: LÍNGUA BOVINA.
Esse cidadão simplesmente transformou o nosso final de semana, bem como da maioria dos clientes em um verdadeiro INFERNO!
RECLAMAÇÕES
Qualquer reclamação era rechaçada EM ALTOS BRADOS pelo dono do estabelecimento com a seguinte frase-feita:
“A diária do meu Hotel é R$ 1.*******,00 (um mil e quinhentos reais) e vocês estão aqui por menos da metade” – como se tivesse fazendo um favor a todos os pobres (segundo sua ótica doente) que estavam ali desfrutando de seu Hotel.
Os Quartos
Os quartos da modalidade Standard (os quais me hospedei com a família) são antigos e sem qualquer conforto. As portas dos apartamentos ******* e ******* estavam empenadas e maçanetas do *******, ******* e ******* em péssimo estado de conservação. O chuveiro quente do apt ******* (o qual me hospedei) não estava funcionando e tive que tomar banho no quarto de minha genitora (*******). Os quartos também não possuem cobertores, apenas uma espécie de manta de crochê. Imaginem-se dormindo em um lugar extremamente frio e não ter uma coberta adequada: como se sentiriam?
Em que pese o estado real de conservação dos apartamentos da categoria standard, o Sr. Mário cobra um absurdo pelas habitações, segundo ele, da categoria luxo, cuja única diferença do standard é a instalação de condicionadores de ar e 01 (um) apartamento que possui uma banheira. Entretanto, tudo é um motivo para cobranças adicionais. Ouvi relatos da moça que ocupou a tal suíte com banheira, reclamando acintosamente do pagamento de valores adicionais altíssimos por uma banheira que, segundo o hotel era ótima e de hidromassagem, mas que – na verdade – era minúscula, velha e sem o dispositivo de hidromassagem.
E, como ela, tantos outros clientes foram [Editado pelo Reclame Aqui] e reclamavam da academia, da falta de luz de 1 (uma) hora na sexta-feira à noite, condicionadores de ar com defeito, dentre outros.
Os problemas relativos ao quarto em que me hospedei e de meus familiares foram relatados logo após o check-in (tão logo chegamos aos quartos), porém não foram consertados ou disponibilizados outros apartamentos pelo estabelecimento.
O Papel Higiênico
Era restrito a um rolo de papel para o casal durante todo o final de semana. Se houvesse algum problema de ordem gastro-intestinal o hóspede estaria em maus lençóis. Foi preciso montar uma operação de guerra entre os funcionários para o for necimento de mais um papel higiênico à minha filha. Enquanto uma funcionária ficou olhando para ver se a dona vinha, enquanto a outra foi correndo à dispensa para – em ato contínuo – me entregar trêmula um simples rolo de papel.
OS FUNCIONÁRIOS
Com os ombros curvados para frente e faces voltadas para o chão, morrem de medo do Sr. Mário e evitam contato ou interação com o hóspede. Em postura quase humilhante, eles mal sussurram um “bom dia” ou “boa tarde” e parecem não ter reação. São fantoches do proprietário e, por medo, criaram uma espécie de autodefesa, evitando – assim – que qualquer mal entendido chegue aos ouvidos do capataz Marcelo ou do senhor feudal Mário; o que – invariavelmente – significaria o fim da carreira daquela pobre pessoa na região, pois – ao ser demitida do Hotel – não conseguirá emprego nas redondezas, em razão da influência do nobre senhor do feudo Jecava.
O QUE VOCÊ NÃO SABE AO CONTRATAR O HOTEL FAZENDA JECAVA
A Tirolesa
Se você quiser desfrutar da tirolesa, que é grátis e incorporada a recreação de qualquer Hotel Fazenda normal, terá que desembolsar – no JECAVA – R$ 35,00 (trinta e cinco reais) por 18 (dezoito) segundos de descida. E, se quiser repetir, terá que pagar novos R$ 35,00 (trinta e cinco reais).
A Quadra de Tênis
O Hotel possui quadra de tênis, porém não disponibiliza raquetes. Tem apenas 06 (seis) bolinhas velhas. Repito: 06 (seis) bolinhas velhas!
O Hotel fica às escuras na parte da noite e se você for insistente o suficiente para vencer as dificuldades impostas pelo Sr. Mário, sua esposa (igualmente prepotente e arrogante) e seu capataz Marcelo, e – ainda sim – solicitar o uso da quadra, terá que pagar R$ 30,00 (trinta reais) para que as luzes sejam ligadas.
Dá pra creditar?
O Preço dos Produtos
Os preços são abusivos e não há cardápio com o preço dos refrigerantes e cervejas. Só há preço na Carta de Vinhos. Logo, cobram quanto querem pelos refrigerantes e cervejas consumidos no local.
A “Pesca Esportiva”
A propaganda é enganosa também quanto à pesca. O marketing realizado e a utilização do próprio termo PESCA ESPORTIVA, transmite a sensação ao leitor de um encontro com belos exemplares de peixes, bem como a garantia de belas brigas para fisgá-los. Contudo, não é isso que ocorre. Na realidade existe um lago com meia dúzia de pequeninos “roncadores”, que ficam em um canto específico do lago (onde a maioria dos hóspedes deitam as pequenas varinhas com iscas disponibilizadas pelo Hotel). Chega a ser ridículo.
O PIOR VEM AGORA
Levamos uma garrafa de vinho para comemorar a estada. Porém, não pudemos saboreá-lo porque os proprietários cobraram R$ 19,90 (dezenove reais e noventa centavos) para sacar a rolha da garrafa. Isso mesmo: os proprietários cobram R$ 19,90 (dezenove reais e noventa centavos) para sacar a rolha de uma garrafa de vinho.
A alegação dos donos para descabida cobrança é o fato do vinho não ter sido comprado no Hotel.
Esclareço que o vinho que compramos para a comemoração custou R$ 14,00 (catorze reais) no supermercado.
Avisei que era surreal!
O CHECK-OUT
A saída de um Hotel que desenvolve uma relação minimamente saudável entre clientes e proprietários é um momento de despedida e até de relativo saudosismo. Não obstante, para os donos do Hotel Fazenda Jecava é um alívio e a última oportunidade de achacarem até seu último centavo. Logo, não medem esforços para realização de tal desiderato.
A conta de R$ *******,00 (trezentos e vinte e oito reais), paga em dinheiro por alguns refrigerantes que consumimos durante as refeições, apresentou uma diferença gritante em relação ao que, efetivamente, consumimos. Entretanto, surgiram seguranças que se juntaram ao capataz Marcelo para me coagir a pagar até mesmo o que não bebi.
Víamos claramente o desespero das pessoas em deixar rapidamente o local e a apreensão das mesmas em liberar o quarto antes mesmo do término do horário limite de 15h, com receio da cobrança pelo excedente.
O local ermo e distante do centro de Teresópolis e o surgimento de seguranças aparentemente armados, deixaram os hóspedes em pânico. Nesse diapasão, consignamos a conversa de casal de idosos hospedados no Hotel:
“Vamos sair rapidamente daqui, porque – se passarmos do horário – esse homem vai cobrar até o ar que a gente respira aqui!”.
CONCLUSÃO:
UM ABSURDO! UM ASSINTE! UMA AFRONTA A PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS BASILARES! UM DESRESPEITO ÀS PESSOAS E AO DIREITO DO CONSUMIDOR! UM [Editado pelo Reclame Aqui]!
Peço, pois, a devolução de parte do valor pago, em razão do não cumprimento do contrato E DA PROPAGANDA ENGANOSA, na forma do Código de Defesa do Consumidor.