Negligência médica, violência verbal e desorganização no Pronto-Socorro do Hospital HSANP

Não respondida
São Paulo - SP
29/05/2026 às 01:00
ID: 250001953
Quero deixar registrado o meu profundo descontentamento e indignação com o atendimento recebido no Pronto-Socorro do Hospital HSANP no dia 27/05/2026. Compareci ao PS relatando fortes dores latejantes decorrentes de um pós-operatório de cirurgia odontológica invasiva (extração de siso incluso). Apresentava, concomitantemente, sintomas sistêmicos: edema (corpo inchado) e secreção.
Fui atendida inicialmente por um médico plantonista (*****), que se recusou a prestar o atendimento clínico adequado para os sintomas sistêmicos, alegando de forma negligente que o caso "era puramente de dentista". Ele ignorou por completo as queixas que demandavam investigação de uma possível infecção. Foi necessária muita insistência e oposição da minha parte para que o médico solicitasse, ao menos, um exame de sangue, para que descartassemos quaisquer complicações pós cirúrgicas. (Inclusive, ele disse que eu deveria pedir o exame de sangue ao o MEU dentista).
Após a coleta de sangue, a equipe do hospital me informou formalmente que o resultado dos exames demoraria 2 horas para ficar pronto. Devido ao jejum prolongado forçado pela dor e pela longa espera, e respaldada pelo prazo oficial dado pela própria instituição, saí brevemente para tentar me alimentar nas proximidades.
Ao retornar apenas 1 hora depois (metade do tempo estipulado), fui informada de que o resultado já havia saído e que haviam me retirado do sistema. Me entregaram o resultado e pediram para eu procurar pelo Dr., que por sua vez não estava em consultório e ninguém sabia onde ele estava.
Fiquei por um longo tempo esperando até que me informaram que ele havia ido embora do plantão, e me encaminharam para uma segunda médica plantonista (*****). Ao entrar no consultório, fui recebida com extrema hostilidade, grosseria e desrespeito profissional. A médica, de forma alterada, começou a gritar comigo dizendo que havia me chamado "500 vezes", que não tinha culpa do outro ter ido embora e que eu não poderia ter saído para comer.
Ao tentar explicar, de forma totalmente pacífica, que saí porque estava passando mal de fome e que estava dentro do prazo de 2 horas fornecido pelo próprio hospital, a profissional me interrompeu de forma autoritária e humilhante, dizendo que Se eu ainda quisesse ser atendida, era para me sentar e para de debater. Uma conduta que soou como ameaça de recusa de atendimento e que viola frontalmente o Código de Ética Médica.
Saí do hospital extremamente insatisfeita, constrangida e me sentindo humilhada em um momento de extrema fragilidade e dor. Exijo que a direção do HSANP reveja o tipo de profissional que está representando a instituição.
Observação: Tenho em mãos os comprovantes de horário, fotos dos exames e os nomes completos com CRM de ambos os médicos envolvidos, os quais disponibilizarei de forma privada à equipe de auditoria do hospital assim que entrarem em contato.