Demora extrema e descaso no atendimento de paciente idoso com câncer

Não resolvido
Ananindeua - PA
18/08/2026 às 11:33
ID: 256752215
Péssimo atendimento e grave descaso com paciente particular idoso com câncer metastático Hospital HSM (Unidade Chaco)
Gostaria de registrar um relato de extrema gravidade referente ao descaso no atendimento prestado pela Unidade Chaco do Hospital HSM ao paciente J. M. Corrêa (72 anos, paciente oncológico com câncer metastático). Apesar de ter o exame de PET-CT agendado para as 15h e de ter chegado rigorosamente no horário, o paciente foi deixado por último e submetido a um jejum extenuante de mais de 12 horas, sendo liberado do hospital somente após as 19h, completamente debilitado e enfraquecido.
A conduta da unidade revelou uma ausência absoluta de empatia e de priorização humanizada. Deixar um idoso de 72 anos enfrentando uma metástase como o último da fila de espera, sem qualquer suporte alimentar ou acompanhamento prioritário, é uma falha inaceitável para uma instituição de saúde. A saída do paciente ocorreu em estado de extrema fraqueza física, com o prédio praticamente deserto, restando apenas a radiologista para finalizar os exames acumulados e o segurança que estava trocando o plantão com outro segurança.
Para além do atraso no procedimento, a estrutura de recepção e o suporte aos acompanhantes foram de extrema falta de empatia, já que os funcionários teriam cumprido o seu horário de trabalho.
Por volta das 16h55, os funcionários da recepção e os demais colaboradores simplesmente desligaram o ar-condicionado e as luzes, indo embora devido ao encerramento do expediente do setor. Ao perguntar se eu ficaria no calor, uma das recepcionistas orientou-me a abrir a janela, afirmando que deixaria uma luz acesa.
Fui orientada a continuar aguardando na recepção sob a promessa de que o paciente sairia em breve. Informaram-me, também, de que eu não poderia entrar na sala para vê-lo em função dos equipamentos de radiação. Contudo, a previsão de saída não se cumpriu: tive de abrir as janelas para suportar o calor, enquanto outros pacientes eram liberados da área interna pelo mesmo exame (PET-CT) antes dele.
Quando um jovem senhor saiu da sala de exames, abordei-o e perguntei se ele acabara de realizar o PET-scan. Ele respondeu que sim. Perguntei, então, se ainda havia muitas pessoas lá dentro, e ele esclareceu: "Só tínhamos eu e um outro senhor de idade. Você é acompanhante dele?". Respondi que sim, ao que ele complementou: "Ele é o último. Como entrou agora, vai demorar um pouco, viu?".
Falta de informação e isolamento: A partir das 17h, não havia nenhum funcionário para prestar esclarecimentos na recepção. Todos os serviços do prédio, incluindo a lanchonete, foram encerrados, deixando a mim e ao paciente desamparados.
Vale ressaltar que o contraste entre a cobrança do hospital e a entrega do serviço foi revoltante. Na véspera e no dia do exame, o hospital fez forte pressão e chamadas insistentes para confirmar a presença, alegando que o procedimento não poderia ser cancelado sob hipótese alguma devido à encomenda do radiofármaco. No entanto, a eficiência demonstrada para exigir o pagamento e garantir o agendamento desapareceu por completo no momento de prestar o atendimento ao paciente e à sua acompanhante.
Trata-se de um atendimento particular em que a instituição demonstra plena capacidade para pressionar o cliente, contudo revela nula empatia para acolher um paciente idoso e gravemente doente. Deixar um idoso com câncer metastático por último, em jejum extenuante e sem o devido suporte, é uma conduta inadmissível. Não recomendo a unidade.
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Consideração final do consumidor
24/08/2026 às 11:03
Diante da gravidade dos fatos, solicito ao Hospital HSM (Unidade Chaco) retratação e esclarecimento formal sobre o descaso com o paciente idoso (72 anos, câncer metastático), violando a prioridade legal e imediata na saúde garantida pelo Estatuto da Pessoa Idosa (Lei 10.741/2003, art. 15) e pela Lei 10.048/2000. O PET-CT particular foi marcado às 15h, mas o idoso teve sua prioridade sumariamente ignorada, sendo mantido por último, submetido a mais de 12h de jejum e liberado após as 19h em extrema fraqueza. Exijo explicações sobre a falha no fluxo e o abandono na recepção (com desligamento de ar-condicionado e luzes às 16h55) enquanto aguardávamos sem qualquer informação. Solicito a revisão dos protocolos para assegurar atendimento prioritário imediato a idosos oncológicos.
O problema foi resolvido?

Não resolvido
Voltaria a fazer negócio
Não
Nota do atendimento
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