Me fizeram viajar 10h de avião com minha bebê em um assento quebrado

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Guarujá - SP

21/11/2024 às 21:36

ID: 202580479

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Em abril compramos nossa viagem para Porto, onde faríamos um tour por alguns países, visitando nossos familiares e amigos.

Nosso voo IB6824 partia de Guarulhos no dia 19/10/******* as 14:15 com destino a Madrid (chegando as 05:40 no dia seguinte horário local).
Em Madrid, faríamos uma conexão de 01:40 e partiríamos para Porto, onde um carro que já havíamos alugado e pago estava nos esperando.
Em resumo, a rota era a seguinte:

Voo IB6824
19/10 14:15 Saída Guarulhos
20/10 05:40 Chegada Madrid (fuso 5h)
Voo IB3090
20/10 07:20 Saída Madrid
20/10 07:35 Chegada Porto (aqui há um fuso de 1h).

Chegamos ao aeroporto com antecedência, e para nossa surpresa nosso voo havia sido cancelado.
O voo em que haviam nos transferido foi o seguinte:

Voo IB6824
19/10 18:55 saída Guarulhos
20/10 09:53 chegada Madrid
Voo IB8664
20/10 15:40 saída Madrid (quando foi agendado) , porém só saímos as 16:05.
20/10 16:00 chegada Porto (Fuso horário)

Ou seja, a saída que era as 14:15 foi feita apenas as 18:55, com 04:40 de atraso na saída.
Com relação a chegada ao nosso destino final, o atraso foi de 08:25, ou seja, perdemos um dia inteiro no domingo com nossos familiares.
Em Braga (cidade há 1h de Porto) a nossa família estava nos aguardando para o café da manhã, e chegamos apenas para o jantar.

Com relação ao atraso, a cia nos deu apenas um voucher para almoço no aeroporto.

Além desse atraso no voo, houveram prejuízos financeiros, já que tivemos um noshow de aluguel de carro, e tivemos que alugar um novo carro direto no aeroporto por um valor muito superior.
O carro que havíamos alugado na nossa programação da viagem era no valor de R$*******,78 pela Record Go, porém como não conseguimos pegar esse carro devido ao atraso do voo, pagamos R$*******,00 no aluguel do novo carro.

Esse foi o primeiro transtorno que tivemos com a cia aérea, mas o problema maior foi no voo de retorno para o Brasil.

Na volta para o Brasil, no dia 05/11, compramos um voo com duração total de 25horas.
A programação era:

05/11 Saída Porto 12:45
05/11 Chegada Madrid 14:45 (fuso)
05/11 Saída Madri 23:55
06/11 Chegada São Paulo 07:05

Pegamos um voo longo pois durante as 09h de conexão, sairíamos para Madrid para conhecer a cidade.
O motivo de pegar um voo longo era turístico. Porém novamente tivemos atrasos.
Com os novos horários, nosso voo ficou o seguinte:

05/11 Saída Porto 14:58
05/11 Chegada Madrid 17:08 (fuso)
06/11 Saída Madrid 01:02
06/11 Chegada São Paulo 07:19

Chegamos em Madrid as 17:08, e até onde nos fora informado no aeroporto, o voo para São Paulo permaneceria as 23:55.
Ou seja, das nossas 9h de conexão, teríamos cerca de 5h para sair, impossibilitando nosso planejamento de curtir a cidade com mais tranquilidade.
Quando realizamos o embarque, estava uma completa desorganização dentro do voo.
Nós já havíamos solicitado um espaço maior na poltrona, por conta da bebê. A Isabela não tem porte físico para ficar sozinha em uma cadeira, mas também não cabe no bercinho fornecido pela cia aérea, então é necessário que ela viaje no colo.

Quando entramos na aeronave haviam varias reclamações de passageiros que haviam comprado o lugar mais espaçoso e que haviam sido realocados para lugares menores.
No nosso caso, nos colocaram em uma poltrona atrás da poltrona que solicitamos (nos deram os assentos 22H Wendy e 22E Leticia/Isabela).
Esperei todos embarcarem e tentei me acomodar no pequeno banco, até os ânimos dos passageiros se acalmarem e eu conseguir chamar a comissária.
Logo ouvimos os outras reclamações de passageiros informando que na manhã anterior uma aeronave havia quebrado, que eles não haviam embarcado e que a cia aérea não havia dado assistência. Outros passageiros que eram da Latam foram realocados para a Ibéria. E por fim o problema de terem trocado de aeronave (aos que compraram o assento, informaram que no APP constava uma aeronave de 3/4/3 assentos, e a aeronave era de 3/3/3 assentos).

Após alguns minutos, pelo pouco que me mexi na poltrona, vi que o banco estava solto.
Chamei a comissária e relatei que meu banco estava sambando e que precisava trocar de lugar pois estava com uma bebê, e que aquele lugar que haviam me colocado não havia possibilidade nem de abrir a mesinha para comer.

A comissária disse (em espanhol) que iria verificar, mas não tive nenhum retorno.
Novamente chamamos (eu e o Wendy) a mesma comissária, e ela disse que chamaria a gerente, uma outra comissária chamada Ema.

Quando a Ema chegou, eu informei que não havia condições de ficar naquele minúsculo lugar com uma bebê, e, como todos há haviam embarcado e a aeronave estava fechada, haviam sobrado QUATRO LUGARES VAGOS na classe business (uma categoria abaixo da primeira classe e acima da classe econômica). Perguntei a Ema se eu poderia ficar ali, já que os lugares estavam vagos.
A partir daí a comissária Ema começou a gritar em espanhol informando que não poderíamos trocar de lugar, que eu teria que viajar ali e que caso eu tivesse pago um lugar era pra ligar na cia e pedir reembolso.
Aos gritos, falou que eu não poderia cambiar, ou seja, trocar de lugar pois aquela categoria era business.
Eu falei pra ela que eu estava com uma bebê, que a cia me colocou em uma poltrona que estava QUEBRADA, e mesmo que não estivesse, não havia sequer a possibilidade de abrir a mesa para comer, visto que o espaço era minúsculo.
Para nossa surpresa ela gritou: Se você quiser um espaço maior, pegue o próximo avião amanhã.

Transtornada, levantei com a minha filha nos braços, quase implorando um assento maior, independente da categoria.
Falei que não queria que ela me servisse champanhe ou qualquer outro beneficio de uma categoria maior, mas sim que eu precisava de um espaço maior para mim e para minha filha, afinal eram 10 horas de voo.
Se ela não pudesse colocar a mim e ao Wendy, não haveria problemas, mas pelo menos eu e a Isabela precisaríamos de um espaço maior.

Novamente ela esbravejou que não poderia cambiar.

Com os ânimos exaltados, os próprios passageiros que estavam nas poltronas a nossa frente, ainda na classe econômica, fizeram a gentileza de trocar de lugar conosco.
Inclusive um passageiro que trocou era um senhor de idade, com grande estrutura corporal que também precisava de um espaço maior.
No final esse senhor acabou viajando em um espaço minúsculo e desconfortável.

Com toda essa situação nos sentimos humilhados perante todos ali, pois aos gritos da comissária Ema não poderíamos trocar de lugar, pois segundo ela, nossa classe era econômica e o lugar vago era da classe business.
E que segundo ela, ninguém poderia viajar nesses 4 lugares vagos.
Também nos sentimos acuados, pois, a qualquer momento ela poderia ter chamado a segurança e nos tirado do voo, então as opções que tínhamos disponíveis eram ou viajar daquela forma, ou sair do voo.

Em uma empresa como a Ibéria que tem como valores Foco no cliente, fomos humilhados.
Não havia segurança em nossa poltrona (estava solta), e não poderíamos trocar de lugar.

As 4 poltronas da categoria business que estavam vazias, e segundo a comissária NINGUÉM poderia sentar, após a decolagem foram logo ocupadas por outros passageiros da categoria business que transitavam livremente.
Inclusive uma passageira TROCOU as fraldas do filho nessas poltronas e deixou a fralda suja lá.

Após a chegada em Guarulhos, depois de mais de 10horas de voo, esperamos todos desembarcarem e conseguimos tirar as fotos da poltrona 22E que estava quebrada.

Entrei em contato com a empresa, mas a resposta automática foi ofertar "******* euros" pelo transtorno.

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