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São Paulo - SP

29/04/2024 às 20:36

ID: 187772191

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Minha reclamação é contra o Instituto Educacional Portinari - IEP.

Durante o primeiro semestre de ******* minha esposa e eu pesquisamos diversas escolas que atendessem crianças menores de 3 anos, até então nosso filho tinha dois anos e meio.

Visitamos várias escolas na região da Vila Andrade, Capão Redondo e Campo Limpo. Buscávamos uma escola que utilizasse educação respeitosa no trato com as crianças, essa era a nossa prioridade.

Analisando fatores como prédio da escola, riscos de queda, rotas de fuga, dimensionamento de professores, câmeras, uso de TB, áreas verdes, metodologia de ensino, disciplinas, grade extra curricular, matrícula, mensalidade, se havia punição (castigo) para as crianças ou cantinho do pensamento.

Até que em julho matriculamos nosso filho no IEP, e ele iniciou no Maternal (vespertino) em agosto. Quinze dias depois completou três anos de idade.

A adaptação não foi fácil, ele nasceu no auge da pandemia e até então não teve contato com outras crianças de sua idade.

Em meados de setembro já aceitava bem a entrada na escola, e não pedia para ir embora. Aos poucos foi apresentando evolução em várias formas de comunicação e linguagem. Estávamos felizes até ali.

Esse ano iniciou no Jardim, daí em diante começamos a perceber algumas coisas que nos chamaram a atenção.

Janeiro: não teve aula durante todo o mês, na última semana fez 2 dias de adaptação.

Fevereiro: como de praxe, sentiu falta de sua professora do Maternal e de não gostar de sua nova professora. Conversamos com a Coordenação que nos informou ser normal estranharem a mudança nesta idade.

Conversando com outros pais, alguns referiram que os filhos tinham a mesma queixa, outros não perceberam nada demais.

Março: neste mês ficou boa parte do período afastado por questões de saúde, em nenhum dia pediu para voltar ou disse que estava com saudade da escola.

Abril: voltou a frequentar normalmente as aulas. Começamos a perceber quando íamos busca-lo na saída que estava triste e passou a dizer que não gostava da professora. Achamos que por ter ficado quase o mês inteiro de março fora, que precisaria de um novo tempo de adaptação.

Sua professora teve um problema de saúde e teve que ser operada. Quando a substituta chegou as queixas dele pioraram.

Uma observação antes de prosseguir: No Jardim, período da tarde são 21 crianças para apenas uma professora e uma auxiliar, várias vezes questionamos isso junto a Coordenação sem sucesso.

Em 22 de abril referiu ter chorado na escola junto com a prô. Como sua linguagem ainda está se desenvolvendo, mesmo falando muita coisa, a princípio foi difícil entender o que tinha acontecido.

Minha esposa desde o primeiro dia de aula no ano passado, todas as noites antes de dormir verifica no aplicativo da escola as imagens das câmeras de áreas comuns.

Descobriu que no dia em questão nosso filho teve um impasse com outros coleguinhas, a professora o retirou do parquinho. Deduzimos que chorou por ter saído do parque com a professora.

No dia seguinte, terça feira ela verificou nas câmeras que todas as crianças foram para o parquinho exceto nosso filho. Ficamos sem entender o motivo e ficamos de ir na Escola apurar os fatos no dia seguinte, e assim fizemos.

Já na entrada da turminha conversamos com a coordenadora da educação infantil sobre o que estava acontecendo em sala, tendo em vista que até ali não havíamos recebido nenhum comunicado no app da escola sobre o comportamento do nosso filho.

Ela ficou de apurar com a professora (substituta) o que estava acontecendo e nos retornaria na saída.

As 17h30 retornamos para finalmente ter um retorno sobre a retirada e ausência do parquinhos nos dois dias anteriores.

Para nossa imensa surpresa a coordenadora respondeu que ele havia PERDIDO A OPORTUNIDADE DE IR AO PARQUINHO pelo impasse com os coleguinhas na segunda feira.

Difícil dizer o choque que foi para nós receber esse retorno. Desde a matrícula sempre estivemos presentes na escola, ativos no app em contato com as professoras, disponíveis para conversar e entendendo que situações de impasse e sentimento de posse pelos brinquedos poderia acontecer.

Logo informamos que perder a oportunidade era só um nome bonito para castigo.

Nunca punimos nosso filho nesses quase quatro anos de vida, acreditamos na educação respeitosa, no diálogo e repetição de frases como não pode bater no coleguinha, seu corpo é sagrado, você pode chorar se sentir vontade, pode contar com seus pais e tantas outras. Não é fácil educar uma criança desses maneira, mas acreditamos que é o certo.

Outra frustração foi ter que descobrir isso pelas câmeras, em nenhum momento a professora mandou recado informando sobre o tal impasse, puniram nosso filho sem nosso conhecimento e podem ter causado um imenso trauma em sua infância. Se coloque no lugar dele: uma criança de três anos vendo as outras 20 crianças indo brincar no parquinho e ter que ficar sozinho com a professora na sala. Por isso ele disse que chorou.

No dia seguinte cancelamos sua matrícula na escola, e informamos para outros pais sobre a retirada do nosso filho e contando o motivo para que todos ficassem atentos com seus filhos.

Na mesma noite algumas outras mães entraram em contato conosco relatando fatos parecidos que também estavam ocorrendo com suas crianças.

Uma das mães, que tem uma filha com a linguagem super desenvolvida disse que o nosso filho ficou de castigo porque estava pulando e correndo.

Estamos muito decepcionados com a quebra de vínculo e confiança com a escola na qual confiamos nosso bem mais precioso.

Ainda ligando os fatos, percebemos que ele passou a dizer que não pode chorar para qualquer pessoa que visse chorando, e nós nunca ensinamos isso a ele, provavelmente ouviu isso na escola.

Percebemos que enrolava a camisa com o dedo demonstrando insegurança e ansiedade a partir deste ano quando iniciou no jardim.

Expondo tudo isso acima, resolvemos publicar aqui este alerta para que isso não ocorra com outros pais desavisados.

Hoje sentimos o gosto de frustração pelo ocorrido e uma espécie de luto dele ter que sair por má conduta das profissionais, o único prejudicado em toda essa história foi ele.

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Resposta da empresa

03/05/2024 às 10:27

O IEP Instituto Educacional Portinari conta com cerca de 26 anos na prestação de serviços educacionais tendo já formados milhares de alunos, sendo inclusive referência dentro da sua atividade em São Paulo, orgulhando-se do trabalho desenvolvido junto a nosso corpo discente e seus responsáveis.

O colégio desenvolve e aplica os mais modernos métodos de ensino sendo inclusive parte integrante da Rede Pea Unesco, reconhecido mundialmente o que certifica nossa qualidade de ensino bem como afirma nossa visão e compromisso educativo.

Temos um zelo especial com nossos colaboradores, famílias parceiras e estudantes e não aplicamos quaisquer tipos de castigos, punições, intervenções, entre outros que não façam parte do Projeto Político Pedagógico do IEP.

Lamentamos não ter atendido a expectativa dos responsáveis pelo pequeno estudante principalmente por impressões e análises que ao nosso ver não correspondem com a verdade dos fatos. Fácil é perceber pela própria manifestação do responsável que sempre houve uma perfeita harmonia entre escola e família ao ponto do próprio pai em seu apontamento declarar tristeza ao encerrar o ciclo de seu filho em nossa instituição.

A escola procurou e levantou todos os fatos apresentados e trabalhou com reforço das orientações às profissionais, mas esclarece que não identificou qualquer atitude danosa ou de constrangimento para com o infante e sim apenas uma atitude rotineira de combinados entre professora e sua turma na sala de aula. Desejamos ao estudante sorte em sua caminhada escolar.
À Disposição
INSTITUTO PORTINARI

Réplica do consumidor

04/05/2024 às 16:07

A tristeza a qual me referi não foi por tirá-lo do Portinari em si, foi saber que nosso filho foi castigado sem nosso conhecimento.

Ninguém pode garantir que não gerou trauma ver os amigos saírem para brincar e ficar com a professora chorando na sala.

Consideração final do consumidor

11/05/2024 às 18:30

quebra de vinculo, perda de confiança e punem as crianças

O problema foi resolvido?

Reclamação não resolvida

Não resolvido

Voltaria a fazer negócio

Não

Nota do atendimento

3