FALTA DE EMPATIA POR PARTE DA MÉDICA QUE ME ATENDEU

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Joinville - SC

02/05/2019 às 17:29

ID: 91162523

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Devido a uma crise com fortes dores abdominais e vários outros sintomas, no último dia 4 de abril de ******* marquei uma consulta no IGED com uma doutora, cuja identidade vou manter em sigilo. Assim que entrei no consultório, após tentar explicar o que eu sentia, a doutora imediatamente falou que não era nada demais. Disse que eu estava gorda, que não me alimentava direito e que precisava emagrecer urgente.
Me mandou caminhar e disse que assim que eu emagrecesse a dor ia desaparecer e que isso se chamava dor de costela.
Tenho 1,70m e pesava no dia 79kg, não estava tão gorda assim, pois o meu peso ideal é 75kg.
Apesar de eu ter dado vários indícios de que poderia estar enfrentando uma crise de vesícula, a médica fez um exame, me apertou bastante, o que foi muito desagradável e insistiu que era apenas uma dor de costela.
Pedi alguns exames, pois já havia pago R$*******,00 pela consulta, e ela me solicitou um ultrassom de abdômen total e exames de sangue, apenas para constar que, eu realmente não tinha nada demais.
No dia 8 de abril fui fazer o exame de ultrassom e o médico na hora em que colocou o aparelho já percebeu que tinha uma coisa muito errada com a vesícula. Me mandou procurar um cirurgião o quanto antes.
No mesmo dia consegui uma consulta no Instituto de Cirurgia de Joinville e levei o exame junto comigo. O médico que me atendeu nem olhou o exame, e disse que a minha vesícula estava tão grande que dava pra ver através da pele. No mesmo dia fiz um raio-x de tórax e um eletrocardiograma e o médico queria me operar ainda nesta semana, porém os exames de sangue só ficariam prontos no sábado, dia13.
No dia 17 abriu uma vaga na ala cirúrgica do hospital Bethesda, fiz a cirurgia às 11h e 15min da manhã, onde foram retiradas duas pedras enormes da minha vesícula, dando bastante trabalho para o médico e seu assistente.
Deu tudo certo, fui pra casa no mesmo dia, estou em franca recuperação.
Apenas gostaria de deixar registrado o meu apelo aos médicos em geral e à essa Doutora que me atendeu em particular, que quando uma pessoa busca auxílio, com dores, fraqueza e vários outros sintomas, que mantenham as mentes abertas para várias possibilidades, e tomem cuidado com as palavras, pois uma crise de depressão era a última coisa de que precisava naquele momento.
Na página principal do site do IGED fala-se sobre a importância da empatia como auxílio para um diagnóstico assertivo. Certamente faltou empatia por parte da médica.

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