Moradora relata graves problemas de habitabilidade, segurança e gestão no Condomínio Romã / Nillo Apartamento

Respondida
São Paulo - SP
02/05/2026 às 22:05
ID: 247549231
À administração do Condomínio Romã / Nillo Apartamento,
Venho por meio desta formalizar minha insatisfação e profunda preocupação com as condições de habitabilidade, segurança e gestão do empreendimento localizado no Largo do Arouche, ***** São Paulo/SP, onde resido desde 01 de dezembro de 2025.
Ao longo desse período, tenho enfrentado uma série de problemas graves e recorrentes que comprometem diretamente minha segurança, saúde e dignidade como moradora. Inicialmente, destaco as condições sanitárias inadequadas do local destinado ao descarte de resíduos, que frequentemente apresenta acúmulo excessivo de lixo, ultrapassando a capacidade das lixeiras, com episódios recorrentes ao menos semanais de descarte irregular, mau cheiro intenso e, inclusive, presença de larvas, evidenciando falhas graves na gestão sanitária do condomínio. Essa situação já impacta diretamente as unidades residenciais, sendo perceptível a presença de insetos e odores no interior dos apartamentos.
Além disso, a insegurança física e patrimonial é extremamente preocupante. O prédio não conta com porteiro ou qualquer tipo de vigilância noturna, e as portas de acesso, que são eletrônicas, frequentemente apresentam falhas, permanecendo abertas ou inoperantes. Há relatos recorrentes de tentativas de arrombamento, inclusive na minha unidade, o que me obriga, diariamente, a improvisar medidas de proteção, como posicionar a geladeira atrás da porta para conseguir dormir. Outros moradores também relatam situações semelhantes, o que reforça o caráter generalizado do problema. Ressalto que essa vulnerabilidade se agrava considerando a localização do imóvel, em uma região com elevados índices de criminalidade, prostituição e tráfico de drogas.
No que diz respeito à infraestrutura, a situação da energia elétrica é igualmente alarmante. Até a presente data, 02 de maio de 2026, não houve a individualização das instalações elétricas, e não há clareza sobre a origem ou regularidade do fornecimento. No mês de janeiro, o prédio ficou mais de 20 horas sem energia elétrica, o que ocasionou a falha total dos sistemas de acesso, deixando o edifício completamente vulnerável e exposto.
Outro ponto crítico refere-se às condições estruturais, especialmente em períodos de chuva intensa, quando a cobertura do prédio alaga e a água escorre por diversos andares, colocando em risco tanto a integridade dos moradores quanto seus bens materiais.
A qualidade construtiva e de acabamento das unidades também é extremamente insatisfatória. A iluminação é precária, baseada exclusivamente em fitas de LED de baixa qualidade, e a marcenaria é frágil, com armários que cedem e empenam com facilidade, não cumprindo sua função básica. Trata-se de um padrão incompatível com o valor cobrado.
Adicionalmente, as condições de habitabilidade da unidade são inadequadas, especialmente em relação ao conforto térmico. Devido à incidência intensa de sol no período da tarde, a temperatura interna do imóvel ultrapassa facilmente os 42C em dias quentes, tornando o ambiente insalubre e impróprio para moradia.
Também cabe mencionar práticas comerciais que impactam diretamente a segurança e a estabilidade do ambiente residencial, como a oferta de condições promocionais incluindo a concessão de um mês de moradia gratuita que resultaram em alta rotatividade de ocupantes. Há registros de pessoas que permaneceram no imóvel por apenas 30 dias e deixaram o local, o que gera um fluxo constante de entrada e saída de moradores, dificultando qualquer controle, previsibilidade ou senso de segurança entre os residentes, que acabam expostos sem saber quem efetivamente está ocupando o prédio.
Além disso, foram observadas inconsistências comerciais, como a oferta de valores mais baixos para novos moradores em comparação àqueles que firmaram contrato anteriormente, bem como divergência entre a unidade apresentada no momento da visita em andares mais altos e aquela efetivamente disponibilizada para locação, sob a justificativa de diferença de preço, posteriormente não sustentada.
Por fim, é evidente a ausência de uma gestão condominial estruturada, não havendo regimento interno claro, administração ativa ou controle adequado, o que contribui para um ambiente desorganizado e inseguro.
Diante de todos esses pontos, fica evidente que o imóvel não atende às condições mínimas de habitabilidade, segurança e salubridade, sendo incompatível com o valor mensal de R$ 2.341,00, o qual venho pagando rigorosamente em dia, sem qualquer inadimplência.
Dessa forma, solicito, de maneira amigável, a rescisão do contrato de locação sem aplicação de multa ou quaisquer ônus financeiros, considerando o descumprimento das condições básicas esperadas para uso residencial. Entendo que a resolução desta situação de forma consensual é o melhor caminho para ambas as partes. Ressalto, contudo, que a manutenção do cenário atual poderá ensejar desdobramentos junto a órgãos competentes, como Vigilância Sanitária e Defesa Civil, bem como a adoção das medidas judiciais cabíveis, incluindo questionamentos quanto à regularidade da operação imobiliária do empreendimento, podendo inclusive impactar sua atuação no estado de São Paulo e o acesso a eventuais benefícios ou incentivos públicos.
Reitero minha preferência por uma solução rápida, transparente e amigável, e fico no aguardo de um posicionamento.
Atenciosamente,
*****
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Resposta da empresa
04/05/2026 às 16:43
Prezada Raquel,
Agradecemos a manifestação e informamos que o conteúdo foi encaminhado às áreas competentes para a devida apuração.
Esclarecemos que a administração do contrato de locação e a administração do condomínio são conduzidas por empresas terceiras, com canais de comunicação amplamente divulgados no edifício. As alegações apresentadas serão analisadas no âmbito das respectivas atribuições.
Reforçamos que o empreendimento observa as normas técnicas, sanitárias e regulatórias aplicáveis à sua operação, contando com as autorizações e licenças expedidas pelos órgãos competentes.
Atenciosamente,