Descaso e má gestão no pós-operatório de septoplastia no Hospital Ana Schmitt

Não respondida
São José - SC
11/03/2026 às 19:22
ID: 243015491
Venho por meio desta registrar uma denúncia formal e manifestação de profunda indignação em relação ao atendimento que venho recebendo no Hospital Ana Schmitt de Florianópolis após a realização de uma cirurgia de septoplastia no dia 26/02/2027.
Desde o dia da internação 26/02/2026 até o momento atual 11/03/2026, venho enfrentando uma sequência de situações extremamente graves, demonstrando desorganização, falta de responsabilidade e ausência total de suporte ao paciente no pós-operatório.
No dia da cirurgia, fui orientada a comparecer ao hospital às 11h para internação, porém fiquei aguardando na recepção, que estava cheia, até aproximadamente 13h para ser chamada. Após isso, permaneci aguardando até cerca de 17h para finalmente realizar a cirurgia, em completo jejum por muitas horas, demonstrando total falta de organização no fluxo de atendimento.
Durante esse período, uma própria enfermeira comentou que era a primeira vez que aquele setor estava recebendo esse tipo de cirurgia e que a equipe não estava preparada, o que já gerou grande insegurança naquele momento.
Após o procedimento, a situação continuou extremamente precária. A alimentação oferecida foi sopa externamente gelada, pois não havia outra opção disponível. Após horas sem comer eu não consegui comer aquela sopa, pois ate então q médica havia me falado que seria dieta normal e quando chegou no hospital mudou a situação era dieta gelada,mas a sopa parecia está descongelando horrível, no dia seguinte Perguntaram se gostaríamos de iogurte no café da manhã, porém também não havia no hospital, sendo necessário aguardar que fossem comprar. Nem mesmo gelatina havia disponível para pacientes em recuperação cirúrgica, o que demonstra um despreparo absurdo para lidar com o pós-operatório.
Desde a cirurgia, venho sofrendo fortes dores de cabeça constantes, que persistem até o momento, sem melhora significativa, dor no nariz, dificuldade de respirar. Ate desconfio de um quadro de sinusite relatei isso ao hospital também.
Outro ponto extremamente grave é que estou com as placas (splints) no nariz há quase 20 dias, sendo que o prazo normal para retirada já foi ultrapassado, que até então era para agendar o retorno após 7 dias de cirurgia e foi o que eu tentei fazer. Desde a semana passada estou tentando agendar o retorno para retirada das placas, porém a única informação que recebo é que estão aguardando a médica agendar, sem qualquer prazo ou posição concreta.
Tive uma secreção forte semana fui na UPA e eles medicação e mandaram embora,pois não poderia mexer.
A médica responsável pelo procedimento, Dra. *****, está viajando e só retornará no mês de abril, segundo informações do próprio hospital e da própria médica que eu tive contato. O mais absurdo é que o hospital afirma que ela não avisou sobre a viagem, e que ela é a única médica otorrinolaringologista disponível, portanto eu deveria simplesmente aguardar.
Isso levanta um questionamento extremamente sério: como uma médica realiza uma cirurgia que exige acompanhamento pós-operatório e se ausenta sem garantir a continuidade do atendimento aos pacientes? E mais grave ainda: como um hospital realiza esse tipo de procedimento tendo apenas um profissional responsável pela especialidade?
Ontem, 10/03, tive um sangramento intenso pela boca e pelo nariz, o que me causou grande preocupação. Procurei atendimento na UPA, porém informaram que não poderiam intervir porque o hospital responsável pela cirurgia deveria dar continuidade ao atendimento. Também fui ao Hospital Gov. Celso Ramos de Florianópolis SC hoje 11/03/2026 na espectativa de resolverem o meu problemas já que lá tem otorrinolaringologia, novamente, ninguém resolveu a situação, pois alegaram que o hospital que fez a cirurgia que tem wie mexer,pois tem risco de piorar caso eles mexerem.
No meio disso tudo, ontem 10/03/2026 fui orientada pela médica Letícia para comparecer ao hospital ao qual eu fiz a cirurgia para retirar as placas com outro medico otorrinolaringologia Dr. Gabriel, ( até então não tinha outro médico, ai do nada surgiu um médico). Moro longe, gastei dinheiro com Uber e precisei faltar ao trabalho, acreditando que finalmente resolveriam o problema.
Para minha surpresa e indignação, ao chegar fui informada, depois de horas esperando, que o atendimento na verdade seria no ambulatório do hospital que fica algumas quadras depois do hospital, algo que ninguém havia me informado previamente. Após todo esse tempo aguardando, simplesmente disseram que o médico já não poderia mais me atender. Pois marcaram comigo às 10h, mas na verdade era às 10h30, lá no ambulatório e ninguém me falou nada, a recepção lá do hospital totalmente perdida até então nem sabiam quem era o médico.
Essa situação demonstra total desorganização e descaso com o paciente.
Além disso, sempre que tento buscar informações, falo com a atendente Vitória e outras que se identificaram, que nunca sabem informar nada, apenas repetem que estão aguardando retorno da médica, sem fornecer qualquer solução.
Neste momento, continuo com as placas no nariz além do prazo recomendado, com dificuldade intensa para respirar, dores de cabeça constantes e medo de desenvolver alguma infecção ou complicação mais grave, pois ninguém fornece orientação clara sobre quanto tempo ainda posso permanecer nessa condição.
É inadmissível que um hospital realize um procedimento cirúrgico e abandone o paciente no pós-operatório, principalmente quando se trata de um procedimento realizado pelo SUS, o que não deveria, em hipótese alguma, significar um atendimento de menor qualidade ou descaso.
Aguardo retorno com urgência.