Corretor de Imóveis da URBS Cerrado Coage e Ameaça Cliente Exigindo Pagamento à Vista

Não resolvido
Gurupi - TO
10/07/2026 às 18:38
ID: 253616845
Comprei imóvel com intermediação de corretor da imobiliária URBS
que representava o vendedor. Desde o início a conduta foi estranha e abusiva.
O concordou com um acordo específico sobre a
forma de pagamento: eu pagaria o valor restante de forma parcelada
em 6 parcelas mensais, começando 30 dias APÓS a posse
do imóvel. Enviou mensagens via WhatsApp confirmando
"vai dar certo" e "isso num vai ser empasse não".
Mas quando já estava prestes de pegar a chave do imóvel, o corretor
mudou completamente de postura. Começou a me pressionar agressivamente
dizendo que queria TUDO pago à vista na hora, ameaçando que "o negócio
não pode fechar" se eu não cumprisse. Quando expliquei que não tinha
todo o dinheiro disponível, sugeriu de forma irresponsável que eu
"tirasse um empréstimo". Confessou em áudio que o vendedor tinha
"compromissos com outras contas" ou
seja, tentava me forçar a pagar a dívida de terceiro usando ameaças.
Quando finalmente consegui o imóvel, nem entregou a chave em mãos
como deveria. Deixou o apartamento completamente aberto com a chave
dentro, sem qualquer profissionalismo. Péssimo atendimento, falta de
respeito e irresponsabilidade do início ao fim.
A experiência de compra foi traumatizante. Fui coagida, ameaçada,
desrespeitada, violada em um acordo que o próprio corretor tinha feito.
Não recomendo a URBS Cerrado nem esse corretor.
Compartilhe
Resposta da empresa
11/07/2026 às 10:55
Olá, Anna Karla.
Agradecemos por compartilhar sua experiência. Lamentamos que a negociação tenha lhe causado esse sentimento e levamos toda manifestação de nossos clientes muito a sério.
Gostaríamos de esclarecer alguns pontos sobre a negociação.
Trata-se de uma venda realizada em parceria entre imobiliárias, na qual a URBS representava o proprietário do imóvel (vendedor), enquanto você era cliente de uma imobiliária parceira, responsável pelo seu atendimento durante a aquisição. Dessa forma, o corretor da URBS não teve contato direto com a compradora durante e negociação.
Conforme pactuado inicialmente entre as partes, a operação seria concluída por meio de entrada e financiamento bancário. Entretanto, durante o processo, a instituição financeira não aprovou o valor integral necessário para a compra, restando um saldo residual que, contratualmente, seria de responsabilidade da compradora.
Compreendemos que, diante dessa situação, você buscou uma alternativa para quitar esse valor de forma parcelada. Contudo, essa condição dependia exclusivamente da concordância do vendedor, que optou por manter as condições previstas em contrato, não aceitando o parcelamento solicitado.
A URBS atuou durante todo o processo buscando intermediar a negociação de forma equilibrada, respeitando os interesses de ambas as partes e procurando construir uma solução viável. No entanto, nossa atuação sempre ocorre dentro dos limites contratuais e legais, não sendo possível impor ao vendedor condições diferentes daquelas por ele aceitas.
Quanto às observações relacionadas à condução da negociação, ao atendimento e à entrega do imóvel, elas foram recebidas com a devida atenção e serão analisadas internamente, pois prezamos por um atendimento pautado no respeito, na ética e no profissionalismo.
Lamentamos sinceramente que sua percepção sobre a experiência tenha sido negativa e permanecemos à disposição para quaisquer esclarecimentos.
Atenciosamente,
Equipe URBS Cerrado
Réplica do consumidor
11/07/2026 às 11:35
Respondendo ponto a ponto:
Vocês dizem que "o corretor não teve contato direto com a compradora". Ele se comunicava através da corretora intermediária, sim, mas as mensagens, áudios e combinados eram para mim. Havia contato, era indireto, mas direcionado. E mais importante: ele tentou acessar o contrato no cartório que no momento estava sob minha responsabilidade sem minha autorização. Isso é interferência direta.
Vocês não mencionam o acordo de fevereiro. Em 02 de fevereiro, seu corretor confirmou através da corretora que eu pagaria em 6 parcelas de R$ 1.500, começando 30 dias após a posse. Tenho os registros. O fato de não estar no contrato original não invalida nada, acordos são válidos quando há convergência de vontades documentada. E houve.
Vocês alegam que "essa condição dependia exclusivamente da concordância do vendedor". Seu corretor era procurador do vendedor. Quando concordou comigo em fevereiro, estava concordando em nome dele. Vocês não podem depois dizer que "o vendedor não aceitou" quando o procurador de vocês já tinha aceitado. Não dá pra fugir da responsabilidade agora botando a culpa no vendedor.
Vocês falam em "intermediar de forma equilibrada", mas concordar com algo em fevereiro e ameaçar unilateralmente em abril não é equilíbrio. Ameaçar que "o negócio não fecharia" se eu não pagasse à vista é pressão. Nem preciso citar novamente a tentativa de acesso aos meu documento no cartório sem autorização. Fui avisada no cartório que havia um rapaz ido lá buscar e não conseguiu, por que não tinha minha autorização.
Vocês mencionam que "a instituição financeira não aprovou o valor integral". Entendo. Mas quando o banco liberou menos, EU MESMA cobri com meus recursos. Paguei a diferença. Isso deixa bem claro que a questão era sobre honrar um acordo feito pelo corretor pelo WhatsApp, que como já falei também, não deixa de ser um acordo.
O problema aqui não é o contrato original. É a conduta do seu corretor. Ele concordou com algo em fevereiro. Mudou de ideia em abril. Ameaçou uma cliente. Isso pra mim é violação de confiança e falta de profissionalismo. E vocês reconhecem que vão "analisar internamente" mas não respondem diretamente sobre nada disso.
Minha reclamação é simples: quando você contrata um serviço imobiliário, espera que o profissional respeite você do começo ao fim. E isso não aconteceu.
Réplica da empresa
13/07/2026 às 10:09
Olá, Sra. Anna Karla.
Agradecemos por compartilhar sua manifestação conosco.
Gostaríamos de esclarecer que sua reclamação foi registrada junto à URBS Aluga, unidade responsável exclusivamente pela administração de locações em Goiânia. Como o ocorrido envolve a unidade de Palmas, que possui diretoria e gestão próprias, sua manifestação já foi encaminhada à equipe responsável para análise.
Nas próximas horas, um representante da unidade de Palmas entrará em contato para prestar os devidos esclarecimentos e buscar a melhor solução para a situação.
Reforçamos que a URBS preza pelo respeito, pela ética e pelo atendimento profissional em todas as suas unidades. A conduta relatada não reflete os valores da empresa, e faremos o possível para que sua demanda seja tratada com a atenção e a seriedade que merece.
Permanecemos à disposição.
Atenciosamente,
URBS Aluga
Réplica do consumidor
13/07/2026 às 22:24
Prezada equipe URBS,
Agradeço o retorno. No entanto, é difícil não notar uma constante tentativa de terceirizar a responsabilidade por tudo o que aconteceu.
Primeiro, tentaram transferir a culpa para o vendedor e para a imobiliária parceira. Agora, depois que relatei toda a situação detalhadamente (que vocês já tinham conhecimento), vocês transferem a responsabilidade para outra unidade (Palmas), alegando que o problema não é com a URBS Aluga.
Para o cliente, a marca URBS é uma só. Se a estrutura interna de vocês é dividida, o consumidor não tem como adivinhar.
Sendo assim, já que vocês afirmam que esta página não é a correta para tratar do assunto, vocês poderiam indicar qual é o perfil correto da URBS responsável no Reclame Aqui para que eu possa direcionar a minha reclamação?
Fico no aguardo dessa indicação para que possamos prosseguir por lá.
Réplica da empresa
14/07/2026 às 08:17
Prezada Anna, bom dia. Por se tratar de uma agencia recente, ainda não possuem uma pagina própria, ja solicitamos a criação.
De qualquer forma, ja ecaminhamos sua reclamação.
Atenciosamente,
URBS Aluga
Consideração final do consumidor
15/07/2026 às 13:05
Em todo momento terceirizaram a situação.
O problema foi resolvido?

Não resolvido
Voltaria a fazer negócio
Não
Nota do atendimento
0