Erro em UTI pediátrica - Mão de obra sem treinamento

Não respondida
Rio de Janeiro - RJ
06/06/2026 às 18:04
ID: 250687247
Estou na UTI infantil com minha filha de 9 meses.
Decidi despender energia escrevendo aqui ainda em meio a esse momento por receio de novos erros acontecerem e prejudicarem minha filha ou outras crianças. Aos fatos:
- Dia 1 de internação: a técnica de enfermagem responsável por manusear o equipo do acesso da minha filha não sabia manuseá-lo e chegou a falar que chamaria alguém para verificar (tinha que fazer o soro rolar). Esta mesma técnica não sabia aplicar o Sabultamol (medicamento básico para crises respiratórias - que era 100% dos casos na UTI).
- Dia 2: enquanto a técnica aplicava o Sabultamol na minha filha, a bombinha falhou; como tenho uma segunda filha com asma e faço uso regular do medicamento, questionei se ele não tinha acabado. A resposta foi que não e seguimos; houve troca de plantão, um técnico (soube que era novo) usou o mesmo frasco de Sabultamol, não sabia aplica-lo ao ponto de eu explicar, ele fazer errado novamente e a enfermeira pegar de sua mão e realizar a aplicação. Cerca de 8 horas depois do ocorrido com a falha do medicamento (e de muitas aplicações - que soubemos depois não foram feitas), minha filha teve um bronco espasmo (o primeiro da doença no D+4) acompanhado da primeira febre do quadro. Para a manobra de resgate, a médica, ao pegar o mesmo Sabultamol ,mais cedo usado, verificou que ele estava vazio. Então eu contei o que aconteceu mais cedo, e que acreditava que a piora da ***** se deu devido a falta do medicamento, que estava previsto para acontecer de 2/2h, porém com o frasco vazio. A médica pediu desculpas, disse que conversaria com a equipe e que eu poderia a qualquer momento procurá-los quando visse alguém fazendo algo errado. Soube por um dos profissionais do dia (que não quero expor pois fez um excelente trabalho e não quero prejudicá-lo (a) ) que muitos pediram demissão e o hospital estava aceitando profissionais sem qualquer experiência com infantil. Pedi à médica e enfermeira do dia para que acompanhassem sempre os novatos quando fossem lidar com minha filha, dessem treinamento ou eles mesmos fizessem o necessário.
- Dia 3: minha filha teve febre, acreditei que tivesse tendo bronco espasmo de novo (descobrimos mais tarde que não era, mas sim uma reação à febre) e pedi para a técnica verificar. Enfermeiro sentado em frente ao computador, viu a movimentação mas não se moveu; horário de troca de turno: a técnica falou que chamaria o médico. Passados 5 minutos, nada; perguntei sobre os médicos enquanto minha filha estava com a boca e unhas azuis e frequência respiratória acima de 100. Resposta: estão fazendo troca de plantão. Fui ao extremo de ir atrás da técnica que havia ido novamente até a sala deles chamar um dos dois e falei por trás dela na porta que precisava de um médico e que a troca deles poderiam esperar numa situação de emergência. Não preciso lembrar que médicos não podem se omitir à prestação de socorro, principalmente numa UTI infantil e meramente por conta de uma troca de plantão.
Por fim, minha filha estava sem banho há 24 horas (não por culpa do turno da noite, que teve entubação, extubaçã, internações e bastante movimentação), mas durante o dia a enfermeira passou a orientação de não dar banho nela porque eles não poderiam assumir responsabilidades da equipe da noite (é o procedimento). Falei para ela que era procedimento na UTI ter constante monitoramento da saturação dos pacientes e que minha filha estava, pelo menos, há três horas sem o oxímetro (se fôssemos viver de procedimentos sem exceção isso já seria por si só o maior absurdo). Tentei ser educada explicando a situação movimentada que foi da equipe da noite e que a técnica do dia me informou que ela até podia dar banho, pq não estava pegada, mas não tinha essa autorização.
Concluindo,
Entendo a rotina pesada dos profissionais principalmente de UTI, entendo que muitos profissionais são extremamente proativos e bem qualificados , mas muitos fogem à regra. Pessoas novas devem ter treinamento ANTES (não só durante - quando têm) de lidarem com vidas.
O leito tem câmeras, se duvidarem de qualquer informação peço que as acessem (se tiverem funcionando, pois a campainha de chamar a enfermagem não está operando em nenhum leito segundo os profissionais).
Esse relato começa com intenção do concierge ou direção do hospital comparecer ao ***** (podem procurar *****; nao tenho feito trocas) para uma conversa sobre esses pontos e outros não citados por serem de menor importância ou por não terem relação direta com minha filha, mas com a criança entubada que divide quarto com minha filha.
Assim, termino solicitando por aqui (além de também registrar na ouvidoria e, posteriormente, solicitar também à equipe do horário para chamar o concierge ao quarto na data de 07/06/26 - pois escrevo esse relato já ao final do dia 06/06/26) visita do concierge ou direção de forma a minimizar potenciais riscos à saúde e segurança das crianças.
Aproveito para elogiar os seguintes profissionais por sua capacitação, proatividade e destreza:
- Técnica de enfermagem *****
- Enfermeiro *****
- Fisioterapeuta *****
- Técnica de enfermagem *****
- Enfermeira *****