Infiltração, caução retido, boletos atrasados, venda sem aditivo e comunicação falha.

Não respondida
Araçatuba - SP
24/04/2026 às 11:30
ID: 246852699
Caução retido ao final do contrato | Infiltração ignorada | Boletos atrasados | Venda sem aditivo | Mensagens ignoradas | Luz não transferida
Minha mulher e eu alugamos pela Imperio Real State um apartamento entre março/2025 e março/2026. Os episódios abaixo revelam o padrão desta imobiliária:
1. Infiltração estrutural sobre a cama resolvemos por conta própria e não fomos reembolsados
Havia infiltração ativa no teto do quarto, diretamente sobre a cama. Reportamos à imobiliária e a resposta foi empurrar o problema para a construtora, alegando que estava na garantia. A construtora pediu data para visita, informamos disponibilidade, e o silêncio se estendeu por semanas. Mesmo cobrada várias vezes, a imobiliária não deu andamento. Diante da inércia total, tomamos providência por conta própria era urgente. Contratamos, inclusive, o mesmo prestador que atende a própria imobiliária, e arcamos com o custo de R$ 420 por um reparo paliativo. Comunicamos formalmente que o valor seria abatido do aluguel seguinte, já que cabia ao locador resolver e ele se omitiu. A imobiliária se recusou a reconhecer o abatimento sob o argumento de que "o reparo não foi autorizado". Ou seja: não resolveram, não apresentaram alternativa e ainda recusaram o reparo que fizemos para não continuar dormindo debaixo de goteira. Na prática, querem que o inquilino conviva com o problema indefinidamente.
2. Caução não devolvida no prazo contratual
Ao encerrar o contrato, cumprimos todas as obrigações: vistoria realizada e chaves entregues em 23/03/2026. O contrato prevê devolução integral da caução em até 30 dias. No último dia do prazo (23/04/2026), em vez de devolver, a imobiliária enviou uma mensagem no whatsapp alegando que o valor estaria sob posse do antigo proprietário e que não teria "obrigação legal" de restituir com recursos próprios. O caução foi pago ao CNPJ da imobiliária, o contrato é com a imobiliária a obrigação de devolver é dela. O que ela fez com o dinheiro depois é problema interno com o proprietário, não nosso.
3. Boletos de aluguel e condomínio emitidos com atraso durante todo o contrato
Durante os doze meses, os boletos raramente chegavam em tempo hábil. Era necessário cobrá-los praticamente todo mês, e em algumas ocasiões o atraso no envio gerou multa por desídia da imobiliária, não por descuido nosso. Obrigação básica do serviço virou batalha mensal.
4. Venda do imóvel no meio do contrato sem aditivo contratual
No meio do contrato, o proprietário original vendeu o imóvel a um terceiro. A imobiliária em nenhum momento providenciou aditivo para formalizar a troca. Permanecemos meses formalmente vinculados a alguém que nem era mais dono do imóvel inseguro e mal feito. Aditivo é procedimento básico e simplesmente não foi feito.
5. Comunicação seletiva mensagens importantes no WhatsApp eram ignoradas
No WhatsApp canal oficial escolhido pela imobiliária o padrão era claro: mensagens cotidianas eram respondidas, mas quando o assunto exigia ação concreta (como a infiltração do item 1), vinha o silêncio. Só havia retorno quando o tom escalava para firmeza. Forma passivo-agressiva de escapar de responsabilidade.
6. Titularidade da conta de energia não transferida após a saída
Após a entrega das chaves, a imobiliária não providenciou a transferência da titularidade da conta de luz, que seguiu no nome da minha mulher. Uma fatura venceu em seu nome nem a imobiliária nem o novo proprietário pagaram. Teremos que arcar com o valor para não negativar o CPF dela, mesmo já não sendo moradores do imóvel.
Padrão identificado: em todos os episódios, a estratégia foi a mesma empurrar o problema para outro agente ou ignorar até que o inquilino desista. Para quem avalia alugar por aqui: leia o contrato com lupa, documente tudo e considere imobiliárias com reputação consolidada. No nosso caso, partimos agora para Reclame Aqui, PROCON e ação judicial.