Falha grave no atendimento domiciliar de vacinação, perda de confiança e nenhum reparo pelo transtorno

Não respondida
Rio de Janeiro - RJ
16/04/2026 às 16:21
ID: 246252551
Contratei um pacote completo de vacinação com a Imunizar, incluindo como benefício o atendimento domiciliar. A proposta era justamente trazer comodidade e segurança para minha família.
Na primeira visita domiciliar, realizada em 14/04/2026, para vacinação do meu filho de 3 meses e de outros membros da família, pedi para verificar a temperatura da caixa de transporte das vacinas. O termômetro estava em Fahrenheit e, após a conversão, a leitura indicava cerca de 24C, muito acima da faixa que eu conheço como adequada para conservação.
Ao questionar a profissional que estava no local, fui informado de que o termômetro possivelmente estava com problema, pois havia caído no dia anterior. Diante disso, me recusei a aplicar qualquer vacina em casa, por não me sentir seguro.
O mais grave é que eu precisei me deslocar até a unidade presencialmente no mesmo dia para conseguir vacinar parte da família. Além disso, relatei o ocorrido na unidade e tive a percepção de que a situação não recebeu a devida preocupação nem registro adequado.
Em e-mail posterior, a empresa informou que o termômetro realmente estava desregulado, que foi substituído no mesmo dia e que a equipe foi reorientada. Ou seja: houve sim uma falha operacional relevante no atendimento domiciliar.
Depois disso, expliquei que havia perdido a confiança no serviço domiciliar e questionei qual benefício seria oferecido para substituir algo que, por erro da própria empresa, deixou de ter utilidade para mim. A resposta foi que não haveria substituição, conversão ou qualquer compensação, e que o benefício permaneceria disponível caso eu quisesse voltar a usar.
O problema é simples: depois de uma situação dessas, o benefício deixou de existir na prática. Não faz sentido dizer que ele continua disponível quando a própria falha no atendimento destruiu a confiança necessária para utilizá-lo.
O transtorno foi grande. Na visita domiciliar estavam programadas 7 vacinas e nenhuma foi aplicada. Depois disso, precisei reorganizar toda a rotina da família com múltiplos deslocamentos à unidade para resolver o que deveria ter sido feito em casa.
Minha insatisfação não é apenas pelo erro inicial, mas principalmente pela forma como a empresa tratou o caso: reconheceu internamente a falha do equipamento, mas não ofereceu solução proporcional ao transtorno causado e ainda manteve como benefício algo que se tornou inviável por culpa deles mesmos.
Fica aqui meu registro para alertar outros consumidores, especialmente pais de bebês, sobre a importância de exigir transparência, segurança e responsabilidade em um serviço tão sensível quanto vacinação domiciliar.
Não estou reclamando por um mero aborrecimento. Estou falando de vacinação domiciliar de bebê e família, um serviço que exige confiança absoluta. Se no primeiro atendimento já há problema no instrumento de verificação e resposta insuficiente depois, o mínimo esperado seria reparação compatível com o transtorno e com a perda da confiança no serviço.