Erro de diagnóstico, morosidade na internação e atendimento ruim

Em réplica
Guarulhos - SP
23/03/2025 às 19:12
ID: 212889501
Essa reclamação foi publicada há mais de 1 ano
Ver todas ReclamaçõesNa data de ***** fui até o pronto-socorro para levar os meus dois filhos que apresentavam sintomas gripais sendo um de 5 anos e uma bebê de 6 meses. A minha bebê havia tido febre na tarde, noite e madrugada anterior sendo que rejeitou todas as medicações para febre. Também foi tratada ainda em casa com lavagem nasal, inalação, bálsamo, xarope natural e Vick baby. Estava com bastante secreção espirrando e tossindo. Na consulta o médico que atendeu disse parecer que a minha filha havia tido alguma doença com vírus e que sua imunidade baixou fazendo com que alguma bactéria causasse alguma doença nela. Diante disso ele solicitou exame de sangue, de cotonete e raio x. Após os exames serem finalizados tive acesso apenas ao exame de sangue e de cotonete, o de raio-x não. Ao retornar ao consultório minha filha passou com uma médica, esta diante dos exames, disse que o diagnóstico era que minha filha estava com bactéria no pulmão e pneumonia. Ao fazer esse diagnóstico ela me perguntou se eu gostaria de tratar em casa onde minha filha tomaria azitromicina, faria inalação com clenil a e algumas outras medicações, ou se eu gostaria que internasse. Como minha filha havia rejeitado e vomitado todas as medicações para febre no dia anterior optei pela internação visto que teria que tomar antibiótico e fiquei com medo de ela rejeitar assim como fez com as outras medicações. Assinei a autorização de internação cerca das 17:30. Pediram para fazer um exame sazonal em minha filha pois fazia parte do protocolo de internação. Sobre esse exame até o ato de subir para o quarto não foi me falado o resultado. Subimos para o quarto após às 20 horas da noite. Nesse intervalo esperei boa parte do tempo na recepção por opção. Enquanto aguardava vi duas funcionárias falando algo na recepção sobre a internação da minha filha e o funcionário respondia que ela já estava internada segundo a solicitação médica. Pela demora e por escutar o nome da minha filha e o assunto ser sobre sua internação, perguntei na recepção se estava tudo bem com a internação dela, e o atendente me respondeu que sim e estavam apenas resolvendo um problema administrativo. Após um tempo pediram para aguardar numa sala no corredor na parte de dentro onde alegaram que eu ia subir para o quarto. Nesse meio tempo diversas vezes perguntei se demoraria muito para subir para o quarto onde falavam que eu saberia rapidamente. Enquanto aguardava nesta sala do corredor perguntei se não poderiam já entrar com a medicação. Ao fazer o acesso me disseram que não tinha medicação prescrito, apenas soro. Questionei como poderia ser prescrito apenas soro para uma bebê que estava com bactéria no pulmão e pneumonia, pois caso o tratamento fosse apenas com soro, este tratamento poderia ser feito em casa. A pessoa que me atendeu disse que conversaria com a médica a respeito da medicação. Depois de esperar tanto para subir ao quarto quando subi fui informada que o diagnóstico da minha filha era outro: bronquiolite. Questionei a médica que me informou esse diagnóstico sobre o outro que havia sido a causa da internação. Ela ligou que baseado no exame de sangue e no último exame do cotonete chegaram à conclusão que ela estava com bronquiolite. Expliquei para ela que havia aceitado a internação, pois até então minha filha teria que tomar antibiótico e como ela havia vomitado todos de febre optei por ficar com ela no hospital para garantir seu tratamento. Solicitei os exames que minha filha fez, inclusive o raio x. A médica disse que ia providenciar e que voltaria. Nesse meio tempo fui informada também que trocaria de quarto. Essa troca levou cerca de duas horas. Tudo foi um verdadeiro transtorno, pois minha filha e eu estávamos sem tomar banho, e eu ainda não havia comido. Foi autorizado que eu fosse para o outro quarto depois das 22h. Depois de um tempo considerável a doutora ***** voltou junto com o doutor ***** e também a chefe de enfermagem do plantão. Nessa conversa me apresentaram os exames, exceto de raio x, inexplicável porque chegaram ao diagnóstico de bronquiolite. Expressei o quanto estava chateada com toda a confusão de diagnóstico (que inclusive é algo grave), bem como toda a morosidade para efetuar a internação, a subida para o quarto, também a troca de quarto e que não me sentia segura de continuar com a internação diante da situação. Nesse intervalo de troca de quartos, pedi para uma pessoa da enfermagem me ajudar a dar banho na minha filha, visto que ela estava com acesso na mão. A mesma providenciou uma banheira, deixou no quarto e se retirou. Para proteger a mão da minha filha e seu acesso, coloquei uma fralda descartável que inclusive foi uma orientação que recebi dos profissionais que fizeram o acesso. Ao ir até o banheiro para encher a banheira, minha filha arrancou a fralda descartável e estava com acesso na boca, iria arrancá-lo mas consegui interromper. Peguei ela e fui até a estação da enfermagem e solicitei ajuda. A mesma pessoa que pegou a banheira olhou para o meu rosto e perguntou você precisa de ajuda com o quê? Disse que por favor ou ela segurava a bebê para mim encher a banheira ou é enchi a banheira e eu segurava a bebê. Ela veio fez somente isso e novamente foi embora. Uma coisa que ocorreu foi que desde que eu subi para o quarto pedi para fazer alguma coisa na mãozinha da minha bebê para o acesso não ficar disponível para ela arrancar, mas não obtive sequer resposta. Esse pedido foi feito algumas vezes. O que ela fez para ajudar na hora do banho foi colocar uma luva na mãozinha do acesso para ela não puxar. Mesmo assim ao acabar o banho ela puxou essa luva e retirou. Após o banho coloquei a fralda novamente. Enquanto guardava as coisas de novo a bebê arrancou a fralda e estava puxando o acesso. Peguei ela e fui novamente até a estação de enfermagem e pedi se tinha como fazer algo para ela não arrancar o acesso. Fui censurada por sair do quarto com a minha bebê e procurar a equipe de enfermagem. Então perguntei como eu fazia ao precisar de ajuda. Me explicaram que tinha que apertar um botão dentro do quarto. Ao fazer em um teste desse botão ele não estava funcionando. A mesma profissional colocou uma espécie de tecido elástico na metade na metade da palma da mão até o início dos dedinhos, de uma maneira em que os dedinhos ficaram apertados mas não ao ponto de interromper a circulação, a colega de trabalho dela ao lado disse vai machucar os dedinhos dela ou pelo menos incomodar, mas ela deixou do mesmo jeito. Cansada fui para o quarto com a mãozinha dela assim mesmo. A bebê sentiu muito incômodo e o acesso continuou à disposição pendurado para fora exposto da mesma maneira, então retirei pois estava incomodando os dedos que estavam apertados e coloquei a fralda novamente. Durante toda a madrugada minha filha não foi assistida. Colocaram apenas o soro, mas em momento algum verificaram se ela estava ou não com febre, nem ao menos fizeram lavagem nasal ou inalação. Por sorte levei o meu termômetro e eu mesma fiquei verificando a madrugada toda se a febre voltava. Ela havia tomado dipirona intramuscular na coxinha e felizmente essa é a única aplicação cortou a febre dela. A equipe médica passou somente no horário de almoço, se não me engano após o meio-dia. Quando a médica entrou junto com um outro médico que estava fazendo estágio, relatei novamente toda a situação e pedir que por favor ela desce alta para minha filha e eu continuar o tratamento em casa. Expliquei tudo o que havia acontecido que nem sequer ela havia feito inalação, que foram feitas na parte da manhã duas lavagens nasais porque eu solicitei, também perguntei a respeito do soro, o porquê que ela estava tomando, já que minha filha estava hidratada e estava mamando a quantidade de vezes que estava acostumada, porém com o fluxo um pouco menor. Não souberam me responder e disseram que interromperiam o soro. A médica foi arrogante em suas expressões, não teve nem um pouco de empatia e humanidade. Me senti ainda pior de que quando comecei a falar. Disse que não daria alta pois a bronquiolite teria uma piora em 5 dias e que se eu quisesse poderia sair do hospital mas ficaria como evasão. Informações essa a respeito da doença que os médicos à noite já haviam me passado. Em todo tempo a médica apenas estava preocupada em dizer que não poderia responder pelos erros que haviam sido cometidos e com relação às situações anteriores não poderia fazer nada. Pedi para ela me escutar para entender a situação e o porquê que eu queria interromper a internação, também disse que já havia feito o relato de toda essa situação e que nenhuma providência havia sido tomada. Além dessa médica e desse médico estagiário também estavam mais duas funcionárias responsáveis pela enfermagem. Disseram que a partir daquele momento iam acertar os procedimentos com relação ao tratamento da minha filha. Após às 14 horas uma pessoa da equipe de enfermagem administrou um cortisoide e fez uma lavagem nasal. Resumindo após todas essa situações de todos os setores do hospital, mas principalmente diante do tratamento dado à minha filha, onde em todas as horas que fiquei internada com ela foi administrado uma bolsa de soro glicosado e foram feitas três lavagens nasais, eu decidi continuar o tratamento em casa, pois lá farei lavagens nasais com mais frequência, farei inalação, darei continuidade a sua introdução alimentar (sobre esse assunto informei ao entrar no quarto que ela estava tomando leite do peito e também estava fazendo a introdução alimentar, mas ela não recebeu a alimentação alguma do hospital, ficou apenas com leite do peito). Esses foram todos os motivos que me levaram a optar pelo tratamento na minha casa e o hospital não alegar simplesmente que eu me evadi do hospital e abandonei o tratamento da minha filha, pois foi isso que a médica que passou no plantão de hoje afirmou a respeito da minha decisão. Deixo claro que minha filha já havia ficado internada nesse mesmo hospital quando tinha apenas 2 meses de vida. Ela estava com H1N1 influenza A, e nesta vez ela foi muito bem atendida. Infelizmente dessa vez a experiência foi péssima. Com erro de diagnóstico, morosidade na internação e deixando muito a desejar na questão do tratamento da pequena paciente. Ressalto ainda que se for necessário utilizar novamente os serviços deste hospital que não me tratem de maneira diferente por estar trazendo à tona o que passei. Quando uma mãe procura um hospital para seu filho é porque ela esgotou todas as opções que tinha para tratar dentro de casa ou porque estava fora do seu alcance utilizar de procedimentos e medicações que dizem apenas respeito a área médica e hospitalar. Jamais uma mãe irá procurar um hospital simplesmente para passar o seu tempo. Entre cuidar de um filho em casa e numa internação no hospital, sempre será para mim uma preferência tratar em minha casa. Se procurei o hospital foi porque existia uma necessidade real conforme os exames apresentaram. Diante de uma opção entre tratar em minha casa e uma internação eu escolhi o hospital e a internação pensando estar escolhendo o melhor tratamento para minha filha. Chegar ao ponto de abandonar a internação é infelizmente uma decisão triste que tenho que tomar, me sentindo extremamente decepcionada e preocupada com a saúde da minha filha, é uma vida, não só mais uma vida, mas a vida da minha filha. Agora fica a pergunta no ar e se eu tivesse aceitado o tratamento em casa e comprado as medicações e feito a administração? Qual o diagnóstico está correto? Não era o caso da minha filha, mas toda a morosidade para a internação e troca de quarto e tudo que ocorreu, se fosse caso de vida ou [Editado pelo Reclame Aqui], será que a pessoa haveria resistido? E quanto a humanidade nos tratos dos médicos com o paciente e seus familiares, aonde fica isso? Ao receber uma situação como essa qual deveria ser a atitude dos funcionários, simplesmente escutar e fingir que nada foi exposto ou passar para frente e mudar as atitudes? Vim procurar atendimento por meio de um convênio, independente de convênio o SUS, está ficando cada vez mais difícil de encontrar atendimento humanizado em uma área que isto deveria ser primordial. Enquanto escrevia esse texto chegou uma fruta para minha filha.
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Resposta da empresa
27/03/2025 às 11:03
Bom dia Sra Michele!
Primeiramente pedimos desculpas pela demora no retorno!
Esperamos que o seu caso tenha sido resolvido. De qualquer forma, solicitamos que envie o nome da sua filha e os dados para o e-mail ******* para que possamos verificar o ocorrido e tomar as medidas cabíveis.
Réplica do consumidor
27/03/2025 às 12:34
Gostaria de saber quais providências serão tomadas diante da situação que eu e minha filha passamos. Somente nós não, minha família.