Dificuldade em renegociar pacote devido ao desemprego e bloqueio da entrada na academia.

Em réplica
São Paulo - SP
10/12/2025 às 12:42
ID: 234319715
Não estou conseguindo renegociar o meu pacote junto à academia. Estão quebrando a confiança entre Academia e Aluno (empresa e Cliente). O que acontece é que eu fiz um Pacote dentro das minhas possibilidades e aceitei pagar mensal (que é o valor cheio da academia). Mas, para ter um pequeno desconto, assinei um contrato de fidelidade. Até aí tudo bem. Meu interesse é treinar todos os dias. Mas, fiquei desempregada por 05 meses e avisei a academia. Ficaria impossível pagar, visto que o Seguro Desemprego não é nem metade do que ganhava como salário. Infelizmente, precisei me ausentar e tentei negociar. Não existe acordo. Eles bloqueiam sua entrada e fim de papo. Isso é muito constrangedor. Se cheguei até aqui, é porque não estou conseguindo ser ouvida como Cliente e Aluna de tantos anos da academia. Confesso que estou absurdamente decepcionada com o tratamento recebido pelo meu caso. Eu também sou Concierge e já atuei muitos anos na Ouvidoria, Mídias Sociais e Supervisão de Equipes em empresas de muito gabarito no mercado. Sei que este tipo de tratativa não se refere ao gabarito desta Academia. Mas aqui, sou Cliente! E estou sendo muito maltratada. Veja, não estou pedindo desconto ou fugindo da minha responsabilidade. Estou pedindo para pagar o que é justo. Quero pagar pelo serviço que usei. E estender a minha fidelidade (este tipo de concessão é para fidelizar e manter o Cliente). Quando a gente atrasa, existe um bloqueio de catraca que nos impede de entrar. É constrangedor, quando deveria ser algo de fácil acesso e forma de se resolver. Eu poderia continuar treinando e pagar com juros e multa. Mas isso não acontece. Então neste caso, houve o impedimento da minha entrada e agora para que eu possa continuar, tenho que pagar 05 meses que não utilizei. Expliquei que a empresa que eu trabalhava entrou em "Recuperação Judicial" e eu fui desligada com a promessa de retorno em 06 meses. Felizmente, eu consegui me recolocar dentro da minha área e com a maior felicidade estive na academia pra gente retomar o contrato. Mas, não há negociação. Me ofereceram 50% de desconto em 05 parcelas. Desconto? Vou pagar R$ 1.647,50 pra voltar a treinar. Isso são quase 03 meses de academia. Se eu fui obrigada a pausar por estar desempregada, faz sentido pagar esse valor? A proposta é reativar o meu plano, estendendo a fidelidade. Veja, o que toda academia quer é um aluno que venha treinar e proporcione pagamentos mês a mês. As academias vivem disso. Existem pessoas que pagam e não vão treinar. Mas, não é o meu caso. Eu comuniquei a academia que tive esse contratempo. E como consumidora tenho direito a um acordo. Mas, não houve acordo. Não houve nenhum contato comigo para que eu voltasse a treinar. Não houve nenhum agraciamento para me manter como aluna. Fui tratada como um número a menos, não pagou, não treina. E pra voltar tenho que dispor de algo que não tenho por algo que não usei!!!!!!!
Estou pedindo uma atenção para o meu caso, visto que não paguei pouco em todos estes anos. Não nadei e nem treinei um dia de graça. Revejam seus contratos e mantenham quem gosta de treinar, quem fideliza a academia, quem multiplica e indica. Eu estou pedindo humildemente para que revejam o meu contrato e eu possa voltar a ser aluna. Caso não me queiram, cancelem e me enviem o cancelamento sem pendências. Estou pedindo antes de entrar na justiça para resolver isso. E chamar o Celso Russomano pra resolver. Se precisar, mando os prints das conversas. Acho que não preciso chegar a tanto.
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Resposta da empresa
13/01/2026 às 10:01
Agradecemos por compartilhar sua experiência e entendemos que situações pessoais e profissionais difíceis, como o desemprego, geram impactos relevantes. Sentimos muito pelo transtorno vivido nesse período.
No entanto, é importante esclarecer alguns pontos para que as informações fiquem corretas e transparentes para todos.
A aluna optou, de forma consciente, por um plano anual com fidelidade de 12 meses, no qual o valor total do contrato é parcelado mensalmente, justamente em troca de uma vantagem comercial em relação ao plano mensal, que não possui fidelidade e tem valor superior. Essa condição consta de forma clara no contrato assinado.
Ao longo do histórico da aluna conosco, em duas ocasiões anteriores, a academia, agindo com flexibilidade e pensando na manutenção do relacionamento, cancelou contratos vigentes e firmou novos contratos, mesmo sem a quitação integral das parcelas em aberto. Essas concessões foram exceções, não previstas contratualmente.
Nesta terceira ocorrência, diante da recorrência do mesmo comportamento (interrupção do pagamento e posterior solicitação de novo contrato sem quitação dos débitos), a academia precisou seguir o que está estabelecido em contrato, até para garantir isonomia e justiça com todos os demais alunos que cumprem regularmente seus compromissos.
Sobre o bloqueio de acesso: ele ocorre automaticamente em caso de inadimplência, conforme regra padrão do setor e cláusula contratual, não tendo caráter constrangedor, punitivo ou pessoal, mas sim operacional.
Em nenhum momento a academia se recusou a dialogar. Ao contrário, foi apresentada uma proposta de negociação com abatimento de aproximadamente 50% sobre os valores em aberto, mesmo se tratando de parcelas contratualmente devidas, o que demonstra novamente nossa boa-fé e tentativa de conciliação.
Reforçamos que:
Não se trata de cobrança por serviços não utilizados, mas de parcelas de um contrato anual firmado voluntariamente;
A academia não pode reativar ou firmar novo contrato sem tratar os débitos anteriores, sob pena de incentivar inadimplência recorrente;
A proposta apresentada foi uma condição especial, e não uma obrigação legal da empresa.
Seguimos abertos ao diálogo dentro dos limites contratuais e legais.
Nosso compromisso é com a transparência, o respeito e a manutenção de regras claras para todos os alunos.
Atenciosamente,
Inner Choice
Réplica do consumidor
03/02/2026 às 22:02
Como aluna ainda aguardo nova proposta.