Irregularidades no concurso da Secretaria de Educação de Petrolina: Falhas na segurança e fiscalização.

Não respondida
Petrolina - PE
03/03/2026 às 09:32
ID: 242156961
Título: Denúncia de irregularidades no concurso público da Secretaria de Educação de Petrolina: Falhas na segurança e fiscalização comprometem a lisura do certame.
Reclamação: Venho, por meio desta, apresentar DENÚNCIA acerca de indícios de graves falhas na segurança e na fiscalização do concurso público da Secretaria de Educação de Petrolina, realizado no dia 08 de fevereiro, fatos que comprometem a lisura, a isonomia e a legalidade do certame.
Inicialmente, esclareço que não disponho de provas materiais, como fotografias ou vídeos, em razão da expressa proibição do uso de aparelhos celulares durante a prova, conforme previsto no edital. Assim, os fatos aqui narrados baseiam-se em relato direto de acontecimentos presenciados, os quais, inclusive, foram observados por diversos candidatos, o que demonstra que não se tratam de fatos isolados.
Durante a aplicação da prova, foram constatadas diversas irregularidades em diferentes locais, especialmente no prédio da Universidade de Pernambuco (UPE), na Uninassau e na Escola Anete Rolin, evidenciando falhas na fiscalização e ausência de padronização dos procedimentos.
Dentre as irregularidades observadas, destacam-se:
1. Presença de candidato portando aparelho celular dentro da sala de prova, foi visto por outro candidato e ele saiu do local para guardar o celular, já na hora de aplicar a prova, explica como ele desceu escadas foi do lado de fora? Ha indícios que ele era conhecido de alguém que estava como fiscais e esses guardaram o celular dele, onde na verdade era para desclassificar. sem que houvesse a devida desclassificação;
2. Candidatos ingressando nas salas com sacolas de supermercados de material e cor não transparente, contendo lanches e objetos diversos;
3. Mais grave Ausência de coleta de assinatura dos candidatos, tanto na lista de presença na entrada quanto no momento da entrega dos cartões-resposta, em algumas salas;
4.Utilização de garrafas não transparentes (tipo Tupperware), sem qualquer impedimento pela fiscalização;
5.Existência de rascunhos e materiais impressos contendo tabuadas e anotações nas dependências e folgas dos locais de prova, ao ser questionado se podia o fiscal disse que sim, o rascunho era na filha de confirmação do local de prova. o que levanta questionamentos quanto ao controle do ambiente;
6.Uso de canetas de material e cor não transparentes, em desacordo com as regras do certame.
Ressalta-se, ainda, que na Escola Anete Rolin houve atraso na abertura dos portões, causando transtornos, insegurança e tratamento desigual entre os candidatos.
Os fatos relatados indicam que as normas do edital não foram aplicadas de forma uniforme, ferindo os princípios constitucionais da legalidade, isonomia, impessoalidade e moralidade administrativa, além de comprometer a credibilidade do concurso público.
Diante do exposto, requer-se a apuração dos fatos pelo Ministério Público, inclusive quanto à conduta da banca organizadora e da fiscalização, com a adoção das providências cabíveis para resguardar o interesse público.