Paciente pós-ablação mantido 24h em cadeira e tratado com desrespeito pericardite aguda

Não respondida
Entre Rios do Sul - RS
01/05/2026 às 11:38
ID: 247461193
Venho por meio desta registrar uma reclamação formal referente ao atendimento prestado ao meu esposo no Instituto do Coração.
Ressalto inicialmente que o atendimento inicial foi ágil. No entanto, após a entrada efetiva na unidade, a situação se tornou um verdadeiro descaso.
Meu esposo deu entrada com quadro cardíaco e, após mais de 24 horas, recebeu diagnóstico de pericardite aguda.
É fundamental destacar que ele havia sido submetido a um procedimento cardíaco de ablação no dia anterior, ou seja, encontrava-se em condição clínica recente e delicada, que exigia monitoramento, cuidado e acomodação adequada.
Mesmo diante desse quadro:
- Ele permaneceu por aproximadamente 24 horas sentado em uma cadeira, sem leito ou estrutura compatível com sua condição pós-procedimento cardíaco.
- Houve demora excessiva na condução do caso e falhas na comunicação entre as equipes.
- Foi negada a presença de acompanhante.
- Parte da equipe apresentou condutas desrespeitosas e incompatíveis com o atendimento em saúde.
Dentre as situações ocorridas, destacam-se as seguintes falas:
Um atendente afirmou que meu esposo tinha que tomar diazepam, de forma inadequada e sem qualquer sensibilidade.
Uma enfermeira afirmou:
Seu *****, o senhor está reclamando de ficar 1 dia na cadeira? Tem gente que ficou oito.
Tais condutas são inaceitáveis e violam diretamente direitos do paciente.
Diante dos fatos, há indícios de descumprimento das seguintes normas legais:
- Constituição Federal Art. 196: garante o direito à saúde com acesso universal e igualitário, incluindo atendimento digno e adequado.
- Código de Defesa do Consumidor (Lei n 8.078/90, arts. 6 e 14): assegura a prestação de serviços adequados, seguros e com responsabilidade por falhas na prestação.
- Carta dos Direitos dos Usuários da Saúde (Portaria n 1.820/2009 do Ministério da Saúde):
- Direito ao atendimento humanizado, digno e respeitoso;
- Direito a condições adequadas de atendimento (incluindo acomodação compatível com o estado clínico);
- Direito à informação clara;
- Direito à presença de acompanhante, especialmente em situações de vulnerabilidade.
- Princípio da dignidade da pessoa humana (Art. 1, III da Constituição Federal), claramente violado diante das condições impostas ao paciente.
Manter um paciente recém-submetido a ablação, com quadro cardíaco, por mais de 24 horas em uma cadeira, além de submetê-lo a tratamento desrespeitoso, não é apenas falha de atendimento é uma situação grave que precisa ser apurada.
Diante disso, solicito:
1. Esclarecimentos formais sobre o ocorrido.
2. Justificativa técnica para ausência de leito adequado após procedimento cardíaco recente.
3. Apuração das condutas dos profissionais envolvidos.
4. Medidas corretivas para garantir atendimento digno e seguro aos pacientes.
Registro esta reclamação para que providências sejam tomadas e outras pessoas não passem pela mesma situação.
Aguardo retorno.
Atenciosamente.