Laudo neuropsicológico com informações fabricadas e cobrança indevida para conclusão

Não resolvido
Porto Alegre - RS
10/03/2026 às 23:22
ID: 242921923
Realizei um processo de avaliação neuropsicodiagnóstica no Instituto de Neuropsicologia do Rio Grande do Sul (INRS) visando investigação de TEA, AH/SD e Burnout. O serviço, vendido como 'atendimento popular', entregou um laudo tecnicamente nulo e eticamente inaceitável.
A profissional (*****) e sua supervisora (*****, CRP *****) ignoraram deliberadamente a oitiva de meus pais, etapa essencial para o diagnóstico de neurodesenvolvimento. Pior: o laudo entregue contém informações fabricadas. Atribuíram a mim comportamentos e sentimentos que jamais relatei (e que neguei expressamente em consulta gravada), como 'medo de exposição', 'medo de abandono' e 'passividade', ignorando meu histórico real de professora e palestrante.
Utilizaram diagnósticos de 'falta de manejo de AH/SD' e 'Transtorno de Personalidade' para invalidar a investigação de TEA, baseando-se em dados inventados pela própria equipe técnica. Ao questionar as falhas, a clínica afirmou que o processo estava 'em aberto' e exigiu nova cobrança para concluir o diagnóstico já pago ou o retorno em dois anos para repetir todo o processo (mediante novo pagamento de avaliação integral).
Informo que já protocolei Ação Judicial (Juizado Especial Cível de Porto Alegre), reclamação no PROCON e Representação Ética no Conselho Regional de Psicologia. Este relato serve como alerta para que outros pacientes em situação de vulnerabilidade não passem pelo descaso e pela violência simbólica que sofri neste Instituto. Não busco acordo por esta via, apenas o registro público da má prestação de serviço.
Ressalto que a gravidade do caso foi reportada ao Conselho Regional de Psicologia (CRP-07) em janeiro de 2026. Contudo, diante da inércia e da falta de transparência do órgão regional, que não forneceu sequer número de protocolo e mantém-se omisso quanto à denúncia de falsidade ideológica em laudo técnico, vi-me compelida a elevar a representação ao Conselho Federal de Psicologia (CFP). A ausência de fiscalização efetiva sobre o Instituto de Neuropsicologia do RS permite que práticas negligentes e diagnósticos fabricados continuem vitimando pacientes em estado de vulnerabilidade financeira e psíquica.
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Resposta da empresa
11/03/2026 às 07:26
Prezada Sra. Julhana,
Recebemos seu relato com atenção e lamentamos sinceramente que sua experiência com o processo de avaliação não tenha correspondido às suas expectativas.
Ao longo de seus 10 anos de existÊncia, o Instituto de Neuropsicologia do Rio Grande do Sul conduz seus processos avaliativos seguindo rigorosamente os parâmetros técnicos da avaliação neuropsicológica, as diretrizes éticas da profissão e as normativas do Conselho Federal de Psicologia. Os procedimentos adotados em cada avaliação incluindo a definição das fontes de informação clínicas, entrevistas e instrumentos utilizados são estabelecidos de acordo com critérios técnicos e com as particularidades de cada caso.
Por respeito ao sigilo profissional e à confidencialidade que regem a prática psicológica, não é possível discutir ou esclarecer publicamente aspectos específicos de um processo avaliativo individual.
O INRS se coloca à disposição das instâncias competentes para quaisquer esclarecimentos que se façam necessários no âmbito de eventuais procedimentos administrativos ou judiciais.
Atenciosamente,
Instituto de Neuropsicologia do Rio Grande do Sul
Consideração final do consumidor
11/03/2026 às 10:53
Nada mais a declarar por aqui
O problema foi resolvido?

Não resolvido
Voltaria a fazer negócio
Não
Nota do atendimento
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