Reclamação internação paciente Joanita da Silva Viveiros

Reclamação não resolvida

Não resolvido

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São Bernardo do Campo - SP

10/12/2024 às 09:31

ID: 204188851

Essa reclamação foi publicada há mais de 1 ano

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Minha mãe fez cirurgia de substituição de válvula mitral no dia 07/11/******* e desde então encontra-se internada na UTI do Incor. Teve algumas complicações na cirurgia como infecção, perdeu muito peso, está subnutrida, mal consegue ficar acordada.
Após a cirurgia, vimos a saúde dela deteriorar e em todas as vezes que fomos ao hospital só falamos com médicos estagiários (cada dia um diferente), e nenhum passa uma informação coesa sobre o estado de saúde e evolução da minha mãe, não conseguimos falar com os médicos chefes (são incomunicáveis).
O doutor Romulo me ligou na terça feira (19/11/*******) após eu ligar para a secretaria do Dr. Carlos e disse que falaria comigo na quinta feira (21/11/*******) na hora da visita, o que não ocorreu, segundo a médica plantonista da UTI módulo 3, havia ocorrido um imprevisto e me pediram para que eu comparecesse hoje as 10 horas para uma conversa com os médicos.
Fui ao hospital pela manhã, fiquei esperando das 10hrs até as 11h40 perguntando aos enfermeiros quando me chamariam para a reunião agendada, pasmem, a médica residente nesta manhã me disse que ninguém estava me esperando.
Achei uma tremenda falta de respeito comigo, marcar algo e não me atenderem, não respeitam o meu sofrimento e preocupação com o estado de saúde da minha mãe que evolui muito lentamente, afinal tenho lutado para me manter empregado nesse momento difícil. Pedi saída no trabalho e fiquei sem nenhuma notícia, a médica residente disse que não iria passar informações pois não sabia do quadro da minha mãe, não estava completamente informada. Pelo menos consegui vê-la.
Toda essa agonia e angústia que a minha família está passando é por conta de tudo isso que vem acontecendo, falta de informações coesas, metas, como será o cronograma de recuperação. Os residentes não sabem nada, só passam o prontuário e nada mais, estamos no escuro.
Minha mãe não queria fazer a cirurgia do coração pois tinha medo, receio de ficar jogada, acamada e não sobreviver. É com muita tristeza que vejo isso acontecendo diante dos meus olhos no Incor, hospital referência, mas por conta dessa organização ruim. Não há problemas em falarmos com residentes na semana, mas acho que os médicos chefes deveriam falar com as famílias pelo menos 1 vez na semana. Como está organizado hoje, me parece que o paciente fica jogado e sai por si só da UTI.
Neste período umas das médicas da visita nem sabia que minha mãe estava com infecção, o que nos deixou mais apreensivos ainda, netos e filhos.
Peço encarecidamente ajuda para cuidarem com carinho do caso da minha mãe, pois a amamos muito e continuo tendo fé no Incor e seus médicos competentes.
Continuação.

Bom dia.


Minha mãe tem regredido no tratamento, com muita sonolência, sem energia, diarreia, escara, ontem voltou a usar nora adrenalina para aumentar a pressão.
Os médicos não fazem exames mais efetivos para descobrir o que ela tem, apenas dizem que é no tempo dela, que estão esperando uma reação do corpo, mas não sabem por que ela está tão sem energia, sonolenta, sem falar e o que fazer para resolver logo.
Não fazem exames mais efetivos para saber por que ela não está absorvendo os nutrientes, se ela está com algum problema estomacal, bactéria no intestino, nada. Não dá para ter paciência neste caso, pois trata-se da minha mãe e tudo indica que ela está apenas sendo mantida no hospital, dando medicações para mantê-la viva, ao invés de resolver o problema e realmente descobrir o que é.
Estamos com expectativa de tê-la no Natal, mas agora nem sabemos se estará viva até lá, minha família (filhos, netos, irmãos e irmãs) pararam a vida, trabalho tudo para acompanhá-la desde o dia 06/11/*******. Imaginem como está meu psicológico, ir à visita e ver minha mãe desfalecendo e o médico dizer que ela está bem! Sabemos que não está, ela não consegue ficar acordada, falar, nada. Por que ela não está progredindo, o que pode ser feito para evolução dela? Continuamos sem respostas, ela está ocupando a vaga na UTI, pois só fazem movimentos reativos como : Caiu a pressão? Coloquem na noradrenalina. Não está comendo? Coloca sonda, dieta de 30. Está reclamando de feridas? Dá um analgésico.

Entendo perfeitamente que a Dra. Filomena é extremamente competente, mas ela chefia uma equipe que não acompanha o mesmo ritmo dela, falta proatividade, atitude para descobrir qual o problema e resolver para que o paciente tenha alta e vá para o quarto.

Ontem meu irmão falou com a médica e ela não sabe dizer o porquê minha mãe tem regredido e não fica mais acordada, simplesmente isso

Como disse, estamos desesperados, pois sentimos uma falta de investigação abrangente no caso dela. A cirurgia foi um sucesso, mas o pós-operatório está sendo um desastre. Por que os pacientes do Incor ficam tanto tempo internados se as cirurgias são bem-sucedidas?! Há uma falha clara no pós-operatório.

Ontem suspenderam a dieta oral dela, por medo dela engasgar. Ela já está sem energia? Vai piorar a situação, concordam? O que será feito? A médica gaguejou e não soube dizer. Em várias ocasiões vi minha mãe suja, sem trocar a fralda e com escara, o que pode ocasionar uma infecção e piorar o quadro.

Peço com urgência que seja verificada minha reclamação, tempo e atitude podem salvar a vida minha mãe, Joanita da Silva Viveiros.

No aguardo.

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Consideração final do consumidor

03/06/2025 às 09:38

Infelizmente minha mãe faleceu, faltaram cuidados pós operatórios. Não recomendo o Incor.

O problema foi resolvido?

Reclamação não resolvida

Não resolvido

Voltaria a fazer negócio

Não

Nota do atendimento

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