Atendimento discriminatório e informações contraditórias para exame de polissonografia

Não respondida
São Paulo - SP
06/02/2026 às 12:50
ID: 239975343
Fiz um agendamento de polissonografia para ser realizado hoje, dia 06/02, no Instituto do Sono, pelo meu plano de saúde. No ato do agendamento, perguntei a respeito de levar acompanhante e me informaram que isso ficaria ao meu critério.
Hoje, recebi um PDF no meu WhatsApp com orientações de preparação para o exame, no qual consta que o acompanhante é opcional e que haveria cobrança de uma taxa em caso de acompanhante. Diante dessa informação, entrei em contato novamente para comunicar que eu estaria levando meu noivo como acompanhante para o exame de hoje, pois moramos juntos e ele é autista (TEA), não sendo recomendado que passe a noite sozinho em casa.
Fui atendida por Raiane que, após uma longa espera, afirmou que eu não poderia levá-lo e que eu teria que reagendar o exame ou procurar alguém que possa ficar com ele. Questionei o motivo e ela alegou que acompanhantes não podem ser menores de 18 anos. A partir daí, a conduta passou a ser claramente discriminatória, porque em momento algum eu havia informado a idade do meu acompanhante, e ainda assim a negativa foi construída com base em uma suposição indevida.
Quando informei que ele tem 23 anos, Raiane disse que compreendeu, mas afirmou que foi informado a ela que não poderia. Solicitei, então, que confirmasse novamente, reforçando que se trata de pessoa maior de idade.
Após nova longa espera, ela retornou questionando qual o grau de autismo dele. Além de inadequada, a pergunta é tecnicamente equivocada: fala-se em Transtorno do Espectro Autista (TEA) e em níveis de suporte (1, 2 ou 3), não em grau de autismo, e esses níveis servem para fins clínicos, não como critério social para permitir ou impedir acompanhante. Ainda assim, para não inviabilizar o atendimento, expliquei que ele é nível 1 de suporte e, em seguida, questionei a razão de tanta dificuldade para apenas confirmarem a possibilidade prevista no próprio PDF sobretudo porque o entrave passou a existir justamente após eu informar que meu acompanhante é autista. A atendente não soube responder e disse que retornaria depois.
Ressalto, ainda, que gravei toda a ligação, justamente para resguardar a fidelidade do ocorrido e a sequência das informações prestadas durante o atendimento.
Registro minha indignação com a postura do Instituto do Sono, tanto pela contradição de informações (no agendamento, a seu critério; no PDF, opcional com taxa; no atendimento, não pode), quanto pelo constrangimento e pelo direcionamento discriminatório do atendimento, com questionamentos indevidos sobre condição de saúde do meu acompanhante.
Diante do ocorrido, não realizarei mais o exame nessa instituição, por ir contra meus princípios profissionais e por quebra de confiança mínima esperada de um prestador de saúde. Procurarei os meios necessários para a solução do caso pelas vias extrajudiciais cabíveis, inclusive junto aos canais adequados do próprio Instituto e do plano de saúde, além de outros meios competentes, caso necessário.