Cobrança indevida e protesto de nome após desistência de curso EAD

Reclamação não resolvida

Não resolvido

Reclamar dessa empresa

Cruz das Almas - BA

09/04/2026 às 15:19

ID: 245624167

Venho, por meio desta, apresentar reclamação formal em face do Instituto Ethos, pelos fatos a seguir expostos.
Realizei inscrição em uma pós-graduação na modalidade EAD, ofertada por este Instituto, tendo efetuado o pagamento de 5 (cinco) parcelas referentes ao curso.
Ocorre que, por motivos pessoais supervenientes, não consegui dar continuidade ao acesso e à participação no curso, razão pela qual não prossegui nem concluí a pós-graduação, tampouco usufruí integralmente dos serviços educacionais contratados após esse período.
Para minha surpresa, fui indevidamente cobrado por valores que não reconheço como devidos, culminando, de forma ainda mais grave, na lavratura de protesto em cartório, em nome do Instituto Ethos, referente a suposta dívida inexistente.
Ressalto que não recebi qualquer notificação prévia válida, tampouco esclarecimentos adequados acerca dessa cobrança, o que configura prática abusiva, nos termos do Código de Defesa do Consumidor (Lei n 8.078/90).
A dívida objeto do protesto não é reconhecida, uma vez que:

Houve pagamento parcial do curso (5 parcelas);
Não houve continuidade nem conclusão do curso por motivos pessoais;
Não houve prestação integral do serviço correspondente aos valores cobrados;
Não houve transparência, nem formalização adequada da cobrança antes do protesto.

Dessa forma, trata-se de cobrança indevida, sendo ilegítima a inscrição e o protesto do meu nome em cartório.
Diante do exposto, requeiro:

A imediata retirada/baixa do protesto realizado em cartório, referente à suposta dívida;
A exclusão de qualquer cobrança ativa vinculada ao meu nome;
A confirmação por escrito da inexistência do débito;
Caso exista qualquer alegação de saldo devedor, que sejam apresentados documentos comprobatórios detalhados, incluindo contrato, planilha de cálculo e justificativa legal da cobrança.

Ressalto que a manutenção do protesto configura dano ao meu crédito e à minha reputação, ensejando eventual adoção de medidas administrativas e judiciais, incluindo reclamação junto ao PROCON, ação declaratória de inexistência de débito e pedido de indenização por danos morais, caso a situação não seja resolvida prontamente.
Sem mais para o momento, aguardo solução imediata.

Compartilhe

Resposta da empresa

16/07/2026 às 15:05

*Prezada Sra. Sirlei da Conceição Dias

Agradecemos por compartilhar sua manifestação, pois ela nos proporciona a oportunidade de esclarecer os fatos relacionados à contratação e buscar o devido entendimento sobre a situação apresentada. O Instituto Ethos On atua pautado pela boa-fé, transparência e respeito aos seus alunos, priorizando sempre o diálogo e a resolução consensual das demandas. Nesse sentido, apresentamos abaixo os esclarecimentos pertinentes ao seu caso.

Inicialmente, ressaltamos que a contratação do curso ocorreu mediante aceite eletrônico do Contrato de Prestação de Serviços Educacionais, firmado em outubro de 2021, instrumento que estabelece de forma clara os direitos e obrigações de ambas as partes, inclusive quanto às regras de pagamento, desistência, cancelamento e eventual adoção de medidas de cobrança em caso de inadimplemento.

Conforme informado em sua manifestação, houve o pagamento das cinco primeiras parcelas do curso. Entretanto, a interrupção dos estudos por motivos pessoais, embora seja uma situação compreensível, não produz automaticamente o cancelamento do contrato, tampouco extingue as obrigações financeiras assumidas.

O contrato prevê expressamente que eventual desistência deve ser formalizada por requerimento escrito, encaminhado pelos canais oficiais da instituição. Na ausência dessa formalização, o vínculo contratual permanece vigente. Da mesma forma, o contrato estabelece que o não acesso ao Ambiente Virtual de Aprendizagem não desobriga o aluno do pagamento das parcelas contratadas, uma vez que toda a estrutura acadêmica, tecnológica, administrativa, pedagógica e de suporte permanece disponibilizada durante toda a vigência contratual.

Esclarecemos ainda que, diferentemente do alegado, não houve ausência de comunicação por parte da instituição. Durante o período de inadimplência foram realizadas diversas tentativas de contato para regularização da situação financeira, bem como contatos da equipe de tutoria, colocando-se à disposição para oferecer suporte acadêmico e auxiliar na continuidade dos estudos.

Como demonstração de nossa boa-fé e na busca por uma solução amigável, em 10/02/2026 foi encaminhada à aluna uma última notificação para renegociação do débito, concedendo prazo para manifestação antes da adoção das medidas previstas contratualmente. Não havendo qualquer resposta ou manifestação às notificações encaminhadas, o título foi regularmente encaminhado a protesto em 11/02/2026, procedimento expressamente previsto no contrato firmado entre as partes.

Quanto à alegação de inexistência da dívida, esclarecemos que a obrigação contratual decorre da contratação regularmente celebrada e da efetiva disponibilização dos serviços educacionais durante todo o período contratado. Assim, a ausência de utilização da plataforma ou a não conclusão do curso, por decisão pessoal do aluno, não afasta as obrigações financeiras assumidas, conforme previsão contratual.

Em relação ao pedido de apresentação de documentos, informamos que a instituição mantém arquivados o contrato eletrônico firmado pelas partes, o histórico financeiro, os registros das comunicações realizadas e toda a documentação pertinente ao caso. Em observância à Lei Geral de Proteção de Dados (Lei n 13.709/2018 LGPD), tais documentos não podem ser disponibilizados em ambiente público, permanecendo à disposição da consumidora pelos canais oficiais de atendimento ou, se necessário, perante os órgãos competentes.

Reiteramos que o Instituto Ethos On permanece aberto ao diálogo e à construção de uma solução consensual. Nossa equipe continua à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários, analisar eventuais possibilidades de regularização e orientar quanto aos procedimentos relacionados ao protesto. Caso deseje, a consumidora também poderá obter informações diretamente junto ao Cartório de Protesto competente de sua localidade.

Nosso compromisso permanece pautado pela boa-fé, transparência, respeito aos nossos alunos e pelo fiel cumprimento das obrigações legais e contratuais assumidas por ambas as partes.

Assessoria Jurídica
Instituto Ethos On

Réplica do consumidor

15/08/2026 às 11:37

Não concordo, de forma alguma, com a resposta apresentada pelo Instituto Ethos, pois ela não resolve a reclamação e, principalmente, tenta transferir integralmente ao consumidor as consequências de uma situação que também decorre da própria conduta da empresa.

É importante esclarecer, novamente, os fatos.

Realizei a contratação de uma pós-graduação na modalidade EAD e paguei regularmente as cinco primeiras parcelas do curso. Posteriormente, por motivos pessoais supervenientes e alheios à minha vontade, não consegui continuar acompanhando o curso.

A partir desse momento, deixei de acessar a plataforma e, posteriormente, meu acesso ao ambiente virtual foi cancelado pela própria instituição em razão da inadimplência.

Portanto, é absolutamente incoerente que a empresa pretenda cobrar indefinidamente por um serviço que eu não estava utilizando e ao qual, inclusive, não possuía mais acesso.

A Ethos afirma que o contrato previa a necessidade de formalização escrita da desistência e que a ausência de acesso à plataforma não afastaria a obrigação de pagamento.

Entretanto, essa afirmação, por si só, não resolve a questão.

Se essa é realmente a cláusula contratual utilizada para justificar a cobrança, a empresa deve apresentar a íntegra do contrato firmado, a cláusula específica, a forma como essa obrigação foi destacada ao consumidor e demonstrar que eu tive efetivo conhecimento dessa condição no momento da contratação.

A empresa afirma que toda a estrutura acadêmica, tecnológica, administrativa, pedagógica e de suporte permaneceu disponível durante a vigência contratual.

Essa afirmação também não pode ser aceita apenas porque foi escrita na resposta.

Quero que a empresa demonstre documentalmente:

quais serviços efetivamente permaneceram disponíveis para mim após a interrupção dos pagamentos;
durante qual período esses serviços permaneceram disponíveis;
se meu acesso à plataforma continuava efetivamente ativo;
quando meu acesso foi bloqueado ou cancelado;
quais atividades acadêmicas poderiam ser realizadas por mim após esse bloqueio;
quais serviços educacionais foram efetivamente prestados no período em que estão sendo cobradas as parcelas;
qual é o valor original de cada parcela;
quais parcelas estão sendo cobradas;
quais juros, multas, encargos e demais valores foram acrescentados;
Não se pode transformar uma plataforma de ensino em uma espécie de obrigação financeira perpétua, na qual o consumidor fica obrigado a pagar mesmo sem poder utilizar o serviço.

Não reconheço, contudo, como legítimo o débito que posteriormente foi constituído pela empresa sem que sejam apresentados de forma clara e documental os fundamentos da cobrança.

A própria reclamação original já solicitava contrato, planilha detalhada e justificativa legal para eventual saldo devedor.

A resposta da empresa afirma que esses documentos existem, mas não os apresenta na reclamação pública, alegando que não poderiam ser disponibilizados nesse ambiente por questões relacionadas à LGPD.

Não estou solicitando dados pessoais de terceiros. Estou solicitando os meus próprios dados, o contrato que eu teria firmado, meu histórico financeiro e os registros das comunicações realizadas comigo.

A LGPD não pode ser utilizada como justificativa genérica para impedir o próprio consumidor de ter acesso aos seus dados e documentos contratuais.

Não estou sustentando que todo aluno possa simplesmente deixar de pagar um contrato sem qualquer consequência.

O que estou sustentando é algo muito mais simples:

a instituição não pode presumir que toda e qualquer parcela posterior seja automaticamente devida sem demonstrar concretamente a prestação do serviço, a vigência efetiva da obrigação, a ciência inequívoca do consumidor e a base contratual específica da cobrança.

A relação de consumo deve observar boa-fé, transparência e equilíbrio.

O que considero especialmente injusto nesta situação é o seguinte:

Eu paguei cinco parcelas.

Por circunstâncias pessoais, deixei de continuar no curso.

Não fui devidamente informado, de maneira clara e inequívoca, de que deveria formalizar uma desistência para impedir a continuidade das cobranças.

O acesso à plataforma foi posteriormente cancelado pela própria empresa.

Mesmo assim, a empresa pretende sustentar que as parcelas continuaram sendo devidas porque o contrato permaneceu vigente.

Isso coloca o consumidor em uma situação extremamente desfavorável: não utiliza o serviço, não possui acesso à plataforma e, ainda assim, continua acumulando uma dívida.

A empresa tenta fazer parecer que toda a responsabilidade pela situação foi minha, simplesmente porque não encaminhei um requerimento formal de desistência.

Entretanto, uma relação de consumo não pode ser analisada dessa maneira simplista.

Se a instituição percebeu que o aluno deixou de acessar a plataforma, deixou de pagar e deixou de participar das atividades acadêmicas, deveria possuir mecanismos claros de comunicação e orientação sobre as consequências dessa situação.

O fornecedor é justamente a parte profissional da relação, que detém os sistemas, os registros, os canais de comunicação e o conhecimento técnico sobre o contrato.

Não é razoável que o consumidor seja tratado como se tivesse conhecimento jurídico e contratual equivalente ao da empresa.

Diante de tudo isso, não aceito a justificativa apresentada pelo Instituto Ethos e não reconheço a dívida nos termos em que está sendo cobrada.

Solicito novamente:

a apresentação integral do contrato eletrônico supostamente firmado em outubro de 2021;
a indicação precisa da cláusula que, segundo a empresa, obriga o consumidor a continuar pagando mesmo após deixar de frequentar o curso e sem acesso à plataforma;
a apresentação do histórico financeiro completo;
a apresentação de planilha discriminada do suposto débito, parcela por parcela;
a comprovação documental de todas as comunicações que a empresa afirma ter realizado;
a comprovação da efetiva disponibilização dos serviços educacionais durante todo o período cobrado;
a comprovação da data em que meu acesso à plataforma foi cancelado;
a comprovação da notificação que teria sido encaminhada em 10/02/2026;
a revisão integral da cobrança;
a retirada/cancelamento do protesto, caso reconhecida a inexigibilidade do débito;
a exclusão de eventual cobrança indevida decorrente de parcelas posteriores ao período em que não houve efetiva prestação/disponibilização do serviço em condições de utilização pelo consumidor.

É importante deixar registrado que não estou me recusando simplesmente a cumprir uma obrigação legítima.

O que estou fazendo é contestar uma cobrança que considero indevida e exigir que a empresa demonstre, de maneira transparente e documental, por que entende que sou obrigado a pagar por um serviço que deixei de utilizar e ao qual posteriormente não tive mais acesso.

Uma empresa que atua no segmento educacional deveria ter como prioridade a transparência, a boa-fé e o respeito aos seus alunos, especialmente quando existe uma situação de desistência, inadimplência e interrupção do acesso ao serviço.

Não considero razoável que, depois de anos, a solução apresentada seja simplesmente: "o contrato previa, portanto pague".

Se a empresa realmente entende que a cobrança é legítima, que apresente os documentos, demonstre os fatos e explique de forma clara a origem de cada centavo cobrado.

Por fim, deixo aqui um alerta aos demais consumidores: antes de contratar qualquer produto ou serviço educacional dessa empresa, é fundamental conhecer detalhadamente as regras de cancelamento e as consequências financeiras da interrupção do curso.

Minha experiência demonstra que uma contratação aparentemente simples pode resultar em uma cobrança que o consumidor não esperava, mesmo após deixar de utilizar o serviço e ter seu acesso à plataforma interrompido.

Espero sinceramente que nenhuma outra pessoa passe pela mesma situação.

Consideração final do consumidor

15/08/2026 às 11:40

Espero sinceramente que nenhuma outra pessoa passe pela mesma situação.

O problema foi resolvido?

Reclamação não resolvida

Não resolvido

Voltaria a fazer negócio

Não

Nota do atendimento

1