Descumprimento de oferta e desorganização no evento Acorde Aghora/VIP

Não respondida
Rio de Janeiro - RJ
26/05/2026 às 14:16
ID: 249728997
Adquiri ingresso VIP no valor de R$ *******,00 para o evento divulgado como Acorde Agora, motivada principalmente pela proposta anunciada e pelo benefício expresso do ingresso VIP: assento reservado a frente e foto final com a Dra. Ângela Serino, a única opção disponível na data da compra.
Após a compra, a comunicação do evento foi sendo alterada, passando a ser divulgado como Dama da Noite com Acorde Agora, descaracterizando parcialmente a proposta inicialmente apresentada.
No dia do evento, durante a manhã e tarde, a programação transcorreu adequadamente. Entretanto, no último período, houve mudança de condução e prolongamento significativo.
O encerramento estava previsto para 18h30, mas o evento se estendeu até quase 20h, sem organização clara sobre o encerramento oficial e sem orientação objetiva às participantes VIP quanto ao momento da foto prometida.
A condução foi confusa a ponto de muitas participantes entenderem que o evento havia sido encerrado e deixarem o local sem usufruir do benefício VIP pelo qual pagaram valor superior.
Além disso, durante o evento houve sucessivas interrupções externas à programação principal, inclusive com intervenções ao microfone que interrompiam a condução e prejudicavam a experiência para o público presente.
Posteriormente, manifestei minha insatisfação em meu perfil pessoal, relatando minha experiência como consumidora. E após terceiros compartilharem prints desse relato, fui abordada em mensagem privada pelo assessor ligado à organização, que afirmou: que minha manifestação indicaria intenção de difamar o evento, e não buscar solução. Tal abordagem me causou estranheza, pois meu relato descrevia exclusivamente fatos vivenciados por mim enquanto participante e inclusive já havia manifestado a ele anteriormente.
Quando busquei o canal oficial de suporte, fui atendida com cordialidade, recebi pedido de desculpas e o reconhecimento de que pontos da organização precisam ser melhorados, o que demonstra a legitimidade da reclamação apresentada.
Outro ponto importante envolve o grupo Psicanalistas do Norte, administrado por integrantes da própria equipe e amplamente utilizado para divulgação institucional e mobilização para a vinda da Dra. Ângela Serino à região. Na época em que entrei para o grupo, informei que não havia formação pelo instituto, e fui informada por uma das administradoras de que isso não seria impedimento, pois o objetivo era justamente demonstrar ao instituto que havia número expressivo de pessoas interessadas na presença da Dra. Ângela no Norte. Porém, após o evento, ao apresentar uma reclamação sobre a experiência vivida, fui removida do grupo sem tentativa efetiva de diálogo no mesmo. Recebendo mensagens privadas nas quais foi ressaltado que a Dra. Ângela estava feliz por estar em Manaus e que o público local deveria ser grato pelo fato de a igreja ter acolhido o evento e possibilitado sua realização, ainda que em formato reduzido e não comunicado.
A sensação gerada foi a de que minha participação foi relevante enquanto ajudava a demonstrar demanda para a realização do evento, mas deixou de ser necessária quando apresentei uma crítica legítima enquanto consumidora.
Também me causou desconforto a justificativa inicial apresentada pelo assessor, atribuindo dificuldades da experiência à logística e aos altos custos operacionais para realização do evento em Manaus. Compreendo desafios logísticos, mas tais questões são responsabilidade exclusiva da organização e não podem justificar prejuízo na entrega ao público pagante.
Posteriormente, tive conhecimento de que, em outros estados, a programação ocorreu nos períodos manhã, tarde e noite, o que reforça a percepção de que o público de Manaus pode não ter recebido a experiência completa originalmente esperada. O ponto da reclamação sempre foi outro: a experiência efetivamente entregue ao público pagante não correspondeu, ao menos na minha percepção e na de outras participantes, à expectativa construída pela divulgação do evento e ao padrão relatado em outras cidades, onde a programação teria ocorrido de forma mais ampla, incluindo período adicional de interação.
Não faço esta manifestação com foco em reembolso, reagendamento ou benefício pessoal. Meu principal objetivo ao registrar este relato é dar transparência ao ocorrido, contribuir para melhorias reais na condução de próximos eventos e permitir que futuras participantes tenham acesso a relatos legítimos para formar suas próprias percepções.
A crítica apresentada, portanto, NÃO decorre de insatisfação pessoal infundada, tampouco de falta de reconhecimento pelo esforço de realização do evento. Decorre da percepção legítima de que houve diferença entre a experiência promovida, a expectativa gerada e a entrega concreta ao público que investiu financeiramente para estar presente.
A crítica do consumidor NÃO é difamação. É instrumento legítimo de transparência, melhoria e responsabilidade na prestação de serviço.