INGERÊNCIA DA GESTAO DE LEITOS HOSPITAL ORIZONTI

Reclamação não resolvida

Não resolvido

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Belo Horizonte - MG

11/06/2026 às 03:29

ID: 251088283

Estamos no Pronto Atendimento do Hospital Orizonti há dois dias aguardando um leito de internação e, até o momento, não há sequer previsão concreta de quando isso ocorrerá.
Minha principal reclamação é a forma como a gestão de leitos tem conduzido a situação e a quantidade de informações desencontradas fornecidas aos pacientes e familiares entre os diferentes setores do hospital.
Na noite de hoje, vieram oferecer à minha mãe a internação em outra instituição hospitalar. Minha mãe é idosa, portadora de mieloma múltiplo, encontra-se em grave quadro de imunossupressão e é acompanhada pela mesma hematologista há aproximadamente cinco anos. Antes de tomar qualquer decisão, entrei em contato com a médica, que não indicou aceitar a transferência, uma vez que a instituição não possuía hematologista, especialista importante para a situação da minha mãe.
Logo após eu informar a motivação da recusa, a profissional da gestão de leitos me disse que não haveria leito disponível nem naquele dia nem no dia seguinte.
Ao mesmo tempo, após essa conversa, observei diversos pacientes sendo encaminhados para leitos de internação, inclusive alguns que chegaram ao Pronto Atendimento depois da minha mãe.
Quando questionei a situação, a primeira resposta que recebi foi: "A senhora recusou a vaga". Confesso que a sensação transmitida foi a de que seguir a orientação da médica que acompanha minha mãe passou a justificar a permanência dela por tempo indeterminado no Pronto Atendimento.
Além disso, ao buscar esclarecimentos, recebi versões diferentes para o mesmo fato. Enquanto uma profissional informou que os pacientes estavam sendo encaminhados para enfermaria, a gestão de leitos informou que se tratava de vagas de CTI. Infelizmente, ao longo desses dois dias, as informações desencontradas têm sido frequentes, gerando insegurança, descrédito e a sensação de que ninguém consegue explicar com clareza o que realmente está acontecendo.
E o pior é que minha mãe continua exatamente no mesmo cenário: sem um leito de internação, sem acesso a banho, sem condições mínimas de privacidade e de higiene compatíveis com uma paciente idosa, oncológica e gravemente imunossuprimida.
A alternativa adotada pela equipe assistencial, diante da existência de apenas um banheiro para todos os pacientes do PA, foi mantê-la de fraldas. Porém, nem isso conseguem dar suporte. A cama molha e permanece assim por horas; a troca não conta sequer com uma limpeza por meio de lenço umedecido. E ainda querem um exame de urina nessas condições. Perguntei se realmente não havia um local para banho, e a resposta foi apenas: "Não".
O mais difícil é perceber que os critérios para encaminhamento dos pacientes aos leitos dentro do Orizonti e para a manutenção da minha mãe nessas condições precárias parecem ter sido centrados na vaga recusada, mesmo que clinicamente fundamentada.

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Resposta da empresa

12/06/2026 às 14:57

Olá, Ana!

Pedimos desculpas pela experiência relatada e pelos transtornos vivenciados durante a permanência de sua mãe em nosso Pronto Atendimento.

Compreendemos a sua preocupação diante do tempo de espera por um leito de internação, especialmente considerando a idade da paciente. Reconhecemos também o impacto causado pelas informações divergentes percebidas ao longo do atendimento, de fato essa não é a experiência que queremos proporcionar aos nossos pacientes.

Informamos que o hospital vem enfrentando uma alta taxa de ocupação, o que tem impactado a disponibilidade de leitos e aumentado o tempo necessário para acomodação dos pacientes que necessitam de internação. Ressaltamos, entretanto, que a definição e liberação dos leitos seguem critérios assistenciais e de segurança, considerando o perfil clínico e a necessidade de cada paciente.

Em relação à proposta de transferência para outra instituição, esclarecemos que essa alternativa é apresentada com o objetivo de possibilitar maior agilidade na continuidade da assistência quando não há disponibilidade imediata de leitos. A eventual recusa da transferência não implica qualquer prejuízo ao paciente, que permanece recebendo acompanhamento e assistência da equipe assistencial enquanto aguarda a disponibilidade de vaga na instituição.

Gostaríamos de reforçar que, durante todo o período de permanência no Pronto Atendimento, a paciente está recebendo os cuidados e a assistência necessários por parte da equipe multiprofissional, que segue monitorando sua condição clínica e adotando as medidas pertinentes ao seu tratamento.

Quanto à estrutura do setor, esclarecemos que o Pronto Atendimento dispõe de um único banheiro com chuveiro para utilização dos pacientes, o que pode gerar limitações operacionais em períodos de maior fluxo. Ainda assim, lamentamos qualquer desconforto vivenciado e ressaltamos que seus apontamentos serão encaminhados às áreas responsáveis para avaliação e aprimoramento dos processos assistenciais e de comunicação.

Agradecemos por compartilhar sua experiência. Seus relatos são importantes para que possamos identificar oportunidades de melhoria e fortalecer a qualidade da assistência prestada aos nossos pacientes.

Permanecemos à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais.

Atenciosamente,

Equipe de Experiência do Paciente.

Consideração final do consumidor

14/06/2026 às 15:54

Pessima conduta dos profissionais da gestão de leito e da estrutura do PA para comportar um paciente de perfil que demanda alto cuidado em um leito precário, sem condiçoes de higiene pessoal e exposta a risco de novas infecções.

O problema foi resolvido?

Reclamação não resolvida

Não resolvido

Voltaria a fazer negócio

Não

Nota do atendimento

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