Desorganização, demora, descaso e cobrança abusiva no serviço de Ferry Boat

Respondida
Guarulhos - SP
14/01/2026 às 02:14
ID: 237608809
Registro reclamação contra o serviço de transporte público Ferry Boat, em razão de falha grave e reiterada na prestação do serviço, caracterizada por desorganização no embarque, desrespeito ao atendimento prioritário, conduta inadequada de funcionários, ausência de transparência e cobrança abusiva por um serviço precário, em desacordo com o Código de Defesa do Consumidor (Lei n 8.078/1990).
No dia 13/01/2026, ingressei na fila destinada ao atendimento prioritário às 9h, conforme regras do próprio sistema, porém somente consegui comprar o bilhete às 11h04 (em anexo) e embarcar às 14h30, totalizando 5 horas e 30 minutos de espera. Tal situação, por si só, já configura violação ao direito à prioridade e prestação inadequada do serviço.
Durante todo esse período, observei reiteradas situações de motoristas furando a fila de veículos, sem qualquer fiscalização ou intervenção da empresa. Um desses motoristas, em flagrante desrespeito à ordem da fila, embarcou às 13h45, uma hora antes, evidenciando ausência de controle, organização e isonomia no atendimento.
Nos termos do art. 6, inciso X, do CDC, é direito básico do consumidor a adequada e eficaz prestação dos serviços públicos. O art. 22 do mesmo diploma legal impõe aos fornecedores o dever de prestar serviços adequados, eficientes, seguros e contínuos, respondendo pela má prestação. Esperas excessivas, falta de fiscalização e desorganização violam frontalmente tais dispositivos.
A situação também configura prática abusiva, conforme art. 39, inciso V, do CDC, uma vez que o consumidor é submetido a vantagem manifestamente excessiva, pagando valores elevados por um serviço imprevisível, precário e de baixa qualidade, em afronta à boa-fé objetiva.
Há ainda violação ao direito à informação (art. 6, inciso III, do CDC), pois não há orientação clara sobre o funcionamento da fila prioritária, inexistem funcionários identificados para esclarecimentos, e os funcionários não utilizam crachá, sendo que um deles recusou-se a informar o próprio nome.
Registra-se, ainda, tratamento desrespeitoso por parte de funcionários, inclusive de um gerente, que soube dos fatos e limitou-se a simular providências, sem qualquer ação efetiva, reforçando o descaso institucional.
Ressalto que esta é a quarta vez que vivencio situação semelhante, demonstrando tratar-se de falha estrutural e reiterada na prestação do serviço.
Diante do exposto, solicito:
1. reconhecimento formal da falha na prestação do serviço;
2. revisão imediata da gestão das filas, com fiscalização efetiva;
3. cumprimento rigoroso do atendimento prioritário;
4. identificação e capacitação dos funcionários;
5. revisão das cobranças praticadas;
6. posicionamento claro da empresa sobre as medidas corretivas adotadas;
7. devolução do valor pago de R$ 86,70 e do prejuízo por perder a diária paga na pousada no valor de R$ 198,00.
Trata-se de serviço público essencial, que deve ser prestado com eficiência, legalidade, respeito e dignidade, conforme determina o Código de Defesa do Consumidor.
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Resposta da empresa
05/02/2026 às 16:28
Boa tarde, Sra. Rosemary!
Agradecemos o contato e lamentamos a experiência relatada.
Informamos que o atendimento prioritário segue a legislação vigente e o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que estabelece o limite mínimo de vagas (10%) por embarcação. No entanto, é importante ressaltar que situações especiais, como alta demanda ou operações intensificadas durante feriados, podem ocasionar um tempo de espera maior.
Caso tenha desistido da viagem, é possível encaminhar o pedido para análise para o endereço: [email protected].
Entendemos que os nossos colaboradores devam prestar um atendimento cortês, gentil e educado junto aos nossos clientes e para isso são realizados treinamentos de atendimento a clientes periodicamente. Seguiremos com as tratativas que o assunto requer.
Permanecemos à disposição.
Atenciosamente,