Dificuldade em reaver valor pago após desistência de consórcio disfarçado de crédito imobiliário.

Reclamação não resolvida

Não resolvido

Reclamar dessa empresa

São Paulo - SP

03/03/2026 às 18:06

ID: 242226235

Após meu marido desistir de um credito imobiliário, que na verdade era um consórcio disfarçado, ficamos ao aguardo da devolução do valor pago.
O cancelamento foi feito no período de sete dias, o que está no direito de consumidor.
Pela segunda tentativa do ressarcimento que venceu exatamente hj 03/03/2026
Empresa que vende consórcio, não sonho da casa própria como dizem.
E infelizmente percebo que só através da justiça irei reaver meu dinheiro.
Deixa aqui meu total descontentamento, minha insatisfação, fiz uma reclamação no procon, rapidamente entraram em contato para reclamar da minha reclamação já que me fizeram assinar uma folha onde eu não deveria de maneira nenhuma fazer reclamações, mas já q não cumpriram o acordo, não serei eu q vou deixar de reclamar.
Tomem cuidado com o
Consórcio invertir, antes de assinar qualquer contrato análisem bem, se possível procurem um advogado antes

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Resposta da empresa

23/03/2026 às 14:08

Prezado(a),

A empresa esclarece que a presente demanda já foi objeto de tratativas diretas entre as partes, tendo sido celebrado acordo para solução integral da questão.

Nos termos ajustados, restou expressamente estabelecido que a retirada de todas as reclamações formuladas pelo(a) consumidor(a), inclusive nesta plataforma, constituía condição essencial para a continuidade do cumprimento do acordo.

Em observância à boa-fé objetiva e ao pactuado, a empresa efetuou 50% do pagamento em cumprimento ao acordo firmado entre as partes.

Entretanto, o(a) reclamante permanece em inequívoco descumprimento da obrigação assumida, uma vez que mantém ativas as reclamações, inclusive nesta plataforma, em afronta direta ao que foi acordado entre as partes.

Diante do inadimplemento do(a) consumidor(a), a empresa informa que a continuidade do acordo encontra-se suspensa, sem prejuízo da adoção das medidas legais cabíveis, inclusive para rescisão do ajuste e restituição dos valores já pagos.

A empresa reitera que permanece aberta à resolução da questão, desde que haja o cumprimento integral das obrigações assumidas pelo(a) reclamante.

Atenciosamente,
Equipe Investir Consórcios.

Réplica do consumidor

23/03/2026 às 16:02

boa tarde,
Acordo esse que consta um termo estrajudical , onde eu como consumidora sou obrigada a retirar toda e qualquer reclamação, inclusive no procon, redes sociais, etc.
A empresa realmente entrou em contato, e após me dar três datas ,uma após a outra e não cumprir nenhuma das promessas de devolução, o que só veio ocorrer apenas na quarta tentativa , ficou combinado de me devolverem a metade do valor, o q realmente ocorreu e a outra metade apenas no dia 17/04/26.
Não assinei nenhum acordo, pois sou totalmente contra coação, e meus direitos de consumidor ire fazer se cumprir .
Pra isso existe as leis
Como deixei em conversas com o Sr Thiago da investir, só assino o termo se corrigirem as cláusulas.
caso contrário posso aguardar a justiça para ter a outra parte que faltam me devolverem RS 12,500.
faço questão de deixar aqui o acordo q me enviara.

Réplica do consumidor

24/03/2026 às 09:03

Bom dia!
Prezados,

Acuso o recebimento do Termo de Acordo Extrajudicial encaminhado, o qual foi devidamente analisado.

Contudo, verifico a existência de cláusulas que afrontam diretamente a legislação consumerista e civil vigente, o que inviabiliza sua assinatura nos termos apresentados, conforme apontado anteriormente via WhatsApp, ao Thiago, que se apresenta como sendo do financeiro.

Inicialmente, causa estranheza a previsão de condicionamento do pagamento à retirada de reclamações e à ausência de manifestações, inclusive em esfera administrativa ou judicial. Tal disposição viola frontalmente o disposto no art. 5, inciso XXXV, da Constituição Federal, que assegura o livre acesso ao Poder Judiciário, bem como o art. 39, incisos IV e V, e art. 51, incisos IV e XV, do Código de Defesa do Consumidor, por configurar vantagem manifestamente excessiva e restrição indevida de direitos.

Adicionalmente, a cláusula que impõe quitação ampla, geral, irrestrita e irrevogável, inclusive em relação a direitos futuros e eventuais danos ainda não conhecidos, mostra-se abusiva, nos termos do art. 51, inciso I, do CDC, bem como incompatível com o disposto no art. 840 do Código Civil, que limita a transação aos direitos efetivamente conhecidos no momento da pactuação.

Outro ponto relevante refere-se à previsão de suspensão do pagamento em caso de eventual manifestação ou reclamação por parte do consumidor, o que configura medida coercitiva vedada pelo art. 39, inciso IV, do CDC, além de caracterizar abuso de direito, nos termos do art. 187 do Código Civil.
Ainda, o prazo de pagamento estipulado, além de condicionado a requisitos ilegais, apresenta-se impreciso e sem qualquer previsão de penalidade em caso de inadimplemento, o que gera desequilíbrio contratual e desvantagem excessiva ao consumidor, em afronta ao art. 51, inciso IV, do CDC.

Diante do exposto, manifesto minha impossibilidade de assinatura do referido instrumento nos termos atuais.

Permaneço, contudo, aberta à formalização de acordo, desde que observados os parâmetros legais, especialmente com:
retirada de condicionamento do pagamento à exclusão de manifestações ou reclamações;
exclusão de cláusula de renúncia ampla e irrestrita a direitos futuros;
definição de prazo certo para pagamento, com previsão de multa e encargos em caso de atraso;
adequação das cláusulas aos princípios da boa-fé objetiva e do equilíbrio contratual.

Aguardo o envio de nova minuta ajustada, para que possamos dar seguimento à composição de forma regular e juridicamente válida.

Atenciosamente,
Jivanilda Correia dos Santos

Consideração final do consumidor

24/03/2026 às 16:22

Empresa só procurou resolver a questão após reclamação no procon e aqui, no reclame aqui.
Inúmeras tentativas para receber um valor que me pertence, como provo em transferência via Pix.
E mesmo assim fui tratada como se a empresa estivessem a me pagar por algo.
Termo estrajudicial que não assinei, extremamente abusivo, onde sou obrigada a deixar meus direitos de lado, o que vejo como ilegal perante nossas leis de consumidor.
Até umas notificação recebi, onde fui informada que a investir se inseta de me devolver o restante do dinheiro que é 12,500.
Mas eu confio na justiça!!

O problema foi resolvido?

Reclamação não resolvida

Não resolvido

Voltaria a fazer negócio

Não

Nota do atendimento

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