Negligência médica e falta de especialista em Hospital Dona Balbina

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Osasco - SP

08/07/2025 às 11:51

ID: 221555341

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Em 19/06/2025 - Meu pai procurou o Hospital Dona Balbina, de Porto Ferreira SP, porque sentia falta de ar, não comia e confusão mental. As 14h fez exame de sangue e RX e, aproximadamente 12 horas depois, foi internado com o diagnostico de Pneumonia.
Meu pai ficou internado nos dias 20, 21, 22, 23, 24, 25, 26 e no dia 27/06, faleceu.
A reclamação com o hospital é a seguinte:
Entre a internação e o falecimento, pedimos por várias vezes uma tomografia e a presença de um pneumologista ou a transferência a um hospital que tivesse tal profissional. Falamos com atendente ***** do Convenio Dona Balbina que dizia que ia falar com o seu supervisor, mas nunca tivemos o pleito atendido ou tampouco seu retorno. Chegamos a ligar pra alguns médicos de fora, e todos diziam que essa solicitação tinha que vir do próprio hospital. O Dr. ***** ***** ***** *****, Clinico Geral que o atendia e aparecia no hospital de 24 em 24h pra olhar meu pai e, clinicamente, por olhos, dizia sua evolução ou não.
24/06 - Depois de perceber que meu pai estava com falta de ar, supliquei as enfermeiras que fizesse algo. ele gemia de dor. Como o Dr. Rodrigo so apareceria de tarde, um outro medico da UTI (não me lembro ao certo, mas acho que era Bruno), sem seu histórico médico e sem uma tomografia disse. "seu pai está bronco aspirando, está com dificuldades para respirar, ele não vai resistir". Vejam só, é como uma pessoa estar enfartando, precisar de uma massagem cardíaca e o médico dizer: Ele vai morrer do coração... É claro que vai morrer, se nada for feito. Meu pai [Editado pelo Reclame Aqui], e nunca foi visitado por um pneumologista...
25/06, depois de muita insistência de minha família e eu, resolveram colocar uma sonda para alimentá-lo. Pasmem, ele estava sem alimento desde o dia 19/06, e apenas no soro. Consultamos uma médica de fora, que era Geriatra, ela achou um absurdo essa alimentação ter vindo tão tardia. Meu pai se enfraqueceu por conta disso.
25/06 - Depois de dias de insistência, fizeram a tal tomografia no meu pai.
26/06 - Meu pai gemendo de dor e esticando seu corpo com uma agonia que era escutada por todo o corredor do hospital, não tinha médico pra atendê-lo. Por volta das 9h da manhã fui aos enfermeiros pedir pra fazer algo e perguntaram pra mim: "podemos dar a ele morfina"? Ora, se é pra ele parar de gemer, claro, quero, mas foi eu quem decidiu isso. Vejam só o nível da coisa. Nesse mesmo dia, depois de muita, mas muita insistência, uma enfermeira me entregou o resultado da tomografia dele e o resultado era estarrecedor.
Resultado: Derrame Pleural Bilateral. Atelectasia segmentar dos lobos inferiores. Áreas de infiltrado reticular subpleural de predomínio periférico nos lobos superiores. Enfissema centrolobular e parasseptal. Diagnostico grave que evoluiu para sua [Editado pelo Reclame Aqui] e sendo tratado apenas com antibióticos e um soro na veia. Vejam só. Que triste!!!!
26/06 - por volta das 13h, meu pai ainda gemendo e sem efeito da morfina, estávamos chegando a um nível critico de uma situação clara de descaso e desumanidade a uma pessoa que gemia de dor. Então, o Dr. ***** ***** ***** *****, apareceu. Eu perguntei a ele, Dr., o Sr. viu o resultado da tomografia do meu pai? Ele disse "não vi". Então peguei o exame e lhe mostrei.. aí, depois de 24h de exame feito sem ele ter lido ele chegou em mim e disse. Seu pai precisa ser sedado, ele sente muita dor e falta de ar. Eu ainda insisti, ele precisa de um pneumologista ou um hospital que o tenha, mas fui desencorajado porque ele disse "seu pai não suporta uma transferência, a cidade de Porto Ferreira não tem pneumologistas" Vejam só, não havia engajamento para salvar a vida de uma pessoa que poderia ser salva, ou não, o fato é que nem tudo que poderia ser feito, foi feito. Meu pai veio falecer por volta das 6h da manhã do dia 27/06/2025. Após ser sedado, ele nunca mais acordou, sua respiração foi indo embora lentamente numa cama sem equipamentos adequados. A reclamação com o Hospital e Convenio Dona Balbina, de Porto Ferreira e com o médico que o atendeu é que eles não fizeram tudo que estava ao alcance de fazer, não tivemos um pneumologista nem o transferiram a um hospital que o tivesse. Foi negligenciado em todos os aspectos, sua doença evoluiu por falta de tratamento adequado e o tempo que foi perdido pode ter sido determinante para esse final.

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