Falta de clareza e detalhamento no IR retido em planos VGBL de beneficiário falecido.

Não resolvido
Rio de Janeiro - RJ
19/01/2026 às 23:50
ID: 238194183
Sou beneficiária de dois planos de previdência privada VGBL contratados por meu esposo junto ao Itaú, falecido em 23/11/2025.
Os planos eram:
Produto 1064 Itaú Absolute Atenas Prev RF CP VGBL
Plano n ***** Saldo bruto em 04/12/2025: R$ 698.663,66
Plano n ***** Saldo bruto em 04/12/2025: R$ 333.874,87
Total bruto: R$ 1.032.538,53
Em 04/12/2025, foi devidamente preenchido e enviado ao banco o Comunicado de Sinistro de Previdência, informando o falecimento e solicitando a liberação dos valores à beneficiária.
Em 18/12/2025, os valores foram depositados diretamente em minha conta corrente, já com desconto de Imposto de Renda, nos seguintes montantes:
R$ 651.508,77 referentes ao plano *****
R$ 310.596,67 referentes ao plano *****
Total líquido recebido: R$ 962.105,44
Isso representa retenção total de R$ 70.433,09 a título de IR.
Nenhum extrato, relatório, demonstrativo de rendimentos ou memória de cálculo foi enviado por e-mail nem disponibilizado no aplicativo ou site do Itaú na data do pagamento, o que considero extremamente grave, tendo em vista o valor expressivo descontado.
No dia 19/12/2025, ao não localizar qualquer documento explicativo no portal do banco, entrei em contato com a Sra. *****, especialista de investimentos do Itaú Íon, que vinha tratando do assunto desde o início do processo. Relatei minha indignação e solicitei expressamente:
extratos completos dos planos,
separação entre principal investido e rendimentos,
base de cálculo do IR,
e memória de cálculo do imposto retido.
Como resposta, recebi apenas:
um texto copiado do site da SUSEP, que não é documento do banco nem explica valores, e
um e-mail padrão do Itaú informando apenas que o processo de previdência havia sido concluído, sem qualquer esclarecimento sobre o IR.
Em 22/12/2025, voltei a cobrar formalmente da Sra. ***** os documentos que justificassem o desconto do imposto.
Somente em 23/12/2025 recebi por e-mail os chamados comprovantes de pagamento ao beneficiário, que apenas informam valores pagos e uma base de cálculo genérica, sem demonstrar como se chegou ao valor tributável, tampouco discriminando principal e rendimentos.
Diante da falta de esclarecimentos e da ausência de documentos adequados, em 23/12/2025 entrei em contato também com o gerente da conta, Sr. *****, relatando todo o ocorrido e solicitando intervenção.
Sem retorno, em 26/12/2025 voltei a contatá-lo, quando então informou que solicitou ao departamento responsável os extratos históricos dos planos. Minutos depois, recebi por e-mail extratos referentes ao período de 2007 a 2025.
Após análise desses extratos, constatei que os documentos são incompletos e confusos, pois:
não apresentam claramente as datas e valores dos aportes,
não indicam migrações entre produtos,
não informam incidências anteriores de IR,
e não permitem identificar qual parte do saldo corresponde a rendimentos.
Em 29/12/2025 respondi o e-mail apontando essas falhas e solicitando esclarecimentos, mas não obtive qualquer retorno.
Em 07/01/2026, a Sra. ***** voltou a fazer contato, reconhecendo minha insatisfação, pediu novo prazo para tentar resolver.
Em 15/01/2026 recebi novos extratos, inclusive específicos dos planos n ***** e *****, que até então sequer haviam sido apresentados, porém ainda sem apresentar memória de cálculo do IR nem a separação clara entre valor investido e rendimentos, mantendo impossível a conferência da legalidade do imposto retido.
Além disso, ao analisar e-mails antigos do meu esposo, identifiquei que ele possuía outros produtos de previdência VGBL que não constavam inicialmente nos documentos apresentados pelo banco, o que demonstra falta de controle, organização e domínio das informações por parte da instituição.
Ressalto que tenho 77 anos, e todo esse acompanhamento está sendo feito com auxílio de meu filho, pois não tenho condições técnicas de lidar com esse nível de complexidade, o que torna ainda mais grave a postura do banco em não fornecer informações claras e completas.
Até a presente data, apesar de inúmeras solicitações, o Itaú não apresentou a memória de cálculo do Imposto de Renda retido, impedindo a verificação da correção do valor de R$ 70.433,09 descontado do meu patrimônio.
O que se busca é simplesmente o cumprimento do dever legal de informação, com a apresentação de:
valor total investido,
valor total de rendimentos,
base de cálculo utilizada,
alíquota aplicada,
e memória de cálculo detalhada do imposto retido.
Diante da persistente omissão, informo que levarei o caso ao Juizado Especial Cível e à SUSEP, órgão responsável pela fiscalização de previdência privada.
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Resposta da empresa
22/01/2026 às 14:19
Solicitamos verificar a caixa de e-mail informada na ocorrência.
Enviamos algumas mensagens, porém não tivemos retorno de nosso posicionamento.
Qualquer dúvida estamos a disposição no e-mail ou através do Reclame Aqui.
Consideração final do consumidor
23/02/2026 às 13:43
Vocês tiveram retorno, entenderam a demanda e, ainda assim, continuaram se omitindo na entrega de relatórios e/ou informações que elucidassem o valor retido a título de IR. Esse assunto já está sendo acompanhado por advogado e vocês serão formalmente notificados.
O problema foi resolvido?

Não resolvido
Voltaria a fazer negócio
Sim
Nota do atendimento
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