Má fé

Não respondida
São Bernardo do Campo - SP
26/07/2016 às 13:05
ID: 19962571
Essa reclamação possui mais de 3 anos e não está mais sendo contabilizada no índice da empresa
Ver todas ReclamaçõesNo dia 01/06, minha mãe faleceu às 19h40. Como ela não conseguiu esperar sair o resultado do último exame atestando a causa como [Editado pelo Reclame Aqui] cerebral, o médico precisou encaminhá-la ao IML, pois foi encontrada inconsciente dentro de casa, mas ficou 4 dias internada.
Sou filha única, separada e mãe de duas filhas pequenas, por isso minha mãe sempre teve uma preocupação extra por ter idade e resolveu pagar um seguro para que eu não tivesse preocupações na ocasião de seu falecimento. Ela sempre me disse que caso acontecesse algo com ela, que pegasse uma pasta verde dentro de um armário e assim o fiz.
Quando liguei no atendimento do Bradesco, fui muito bem tratada e amparada. Senti, pela primeira vez, que a vida (ou no caso, o falecimento) estava sendo conduzida da forma como todas as pessoas mereciam, com muito respeito. Não absorvi tudo o que a atendente disse, pois minha mãe havia falecido há poucas horas, mas entendi que não precisaria me preocupar com nada, pois a única coisa que não estava inclusa era o jazigo particular. Fiquei tranquila, pois há anos minha mãe havia adquirido um nicho para nós duas em um local maravilhoso, pra onde ela e eu sempre quisemos ir após o nosso falecimento.
Ao chegar no IML. fui atendida cordialmente pelo representante do Bradesco e funcionário do cemitério Jardim da Colina, Alexandre. Logo de cara ele disse que no laudo do IML constava como segunda causa da [Editado pelo Reclame Aqui], traumatismo craniano e que não poderia cremar a minha mãe. Mostrei a ele a carta de próprio punho dela autorizando a cremação e os documentos do Palácio Memorial onde serão depositadas as nossas cinzas. Ele disse que ela não poderia ser cremada e que teria de ver um jazigo para ser sepultada. A princípio, minha preocupação maior era deixar de atender a um pedido da minha mãe e tentei resolver essa questão da cremação.
Eu e meu ex-marido ligamos para um médico e um advogado amigos da família. O médico disse que ela não poderia ser cremada a princípio, mas que depois de 3 anos poderia ser exumada e ter seus restos mortais cremados. O advogado disse que poderíamos entrar com um pedido junto ao juiz para que ele autorizasse sua cremação.
Nesse meio tempo, uma amiga da família me ligou pra saber do velório, expliquei toda a situação pra ela e ela conversou com o seu pai e ele autorizou o empréstimo do jazigo no cemitério São Paulo para a minha mãe.
O Alexandre acompanhou todo o processo e a todo momento dizia que minha mãe não poderia ser cremada, me apressava para passar as informações pra pessoa que iria inserir as informações do óbito, dizia que às 19h00 o caixão precisaria ser lacrado caso eu demorasse e teríamos de velá-la assim e também que as informações que constariam no documento não poderiam ser modificadas, portanto precisava definir local de velório e sepultamento logo.
Informei a ele do meu desejo de velá-la no cemitério Vila Mariana e ele disse que ficaria inviável pela distância e que teria de pagar por fora o transporte do corpo.
Quando decidi aceitar o jazigo emprestado da minha amiga (inclusive ela saiu correndo da Zona Leste de São Paulo pra chegar em sua casa no Centro pra pegar os documentos necessários), ele me colocou a vendedora de jazigos do cemitério Beth na linha por duas vezes, e na última ligação ela disse: Você não está entendendo, o atestado do médico legista é vitalício. Você nunca poderá cremar a sua mãe. Terá de ver um lugar em que ela possa ficar pra sempre.
Em nenhum momento, o Alexandre, como representante do Bradesco, me disse que o cemitério dispunha de um juizado para dar entrada com pedido de cremação durante o velório, não disse que eu teria direito a um aluguel de 3 anos de jazigo caso fosse negado o pedido, que eu poderia sim velar a minha mãe no cemitério Vila Mariana, pois ela tinha direito a um transporte de ******* km ou que depois de 3 anos eu poderia exumar e cremar a minha mãe.
Como havia sido muito bem tratada na ligação do Bradesco e o Alexandre (como representante terceirizado do Bradesco) havia se mostrado uma pessoa que sabia do que estava falando, acabei acreditando nele por teoricamente lidar com a [Editado pelo Reclame Aqui] todos os dias.
Somente depois, quando esfriei a cabeça e fui conversar com diversas pessoas que já haviam passado por isso, com o meu amigo advogado e li o contrato do Bradesco, é que vi o tamanho da cilada que havia caído.
Fui altamente desrespeitada pelo cemitério Jardim da Colina e pelo Bradesco por consequência. Minha mãe pagou durante 5 anos, todos os meses o seguro funeral do Bradesco, contando que na hora em que não mais estivesse presente e não pudesse responder por si, que a sua filha estaria amparada. Ao contrário, o que fizeram foi usar a minha dor e fragilidade do momento pra vender jazigos e num valor bem salgado, que eu não dispunha. Ao todo foram R$ 10.*******,00 + a taxinha de manutenção semestral do cemitério de R$ *******,00 q me informaram na hora em que estava assinando o contrato.