Alerta a futuras pessoas que pensem em agendar com a profissional Juliana Casagrande

Em réplica
Brasília - DF
31/01/2025 às 19:58
ID: 208777721
Essa reclamação foi publicada há mais de 1 ano
Ver todas ReclamaçõesA consulta chamada de Diagnóstico e plano de ação oferecida pela hipnoterapeuta Juliana Casagrande se resume a investigar os sintomas e história de vida do paciente para que se gere hipóteses diagnósticas e, ao mesmo tempo, fazer o paciente se conectar com suas dores e sofrimentos de forma a amarrar uma venda no final onde se oferecem apenas duas opções de tratamento cujos valores são R$5.*******,00 e R$15.*******,00. Se aproveita da dor e sofrimento das pessoas para ganhar muito dinheiro. Detalhe, a sessão de venda ao invés de ser gratuita, como seria o mais razoável, custa R$*******,00
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Resposta da empresa
29/04/2025 às 18:57
Lucas, lamento profundamente que você tenha se sentido dessa forma.
Meu trabalho é baseado em escuta, respeito e uma metodologia que já ajudou milhares de pessoas a transformar suas vidas e sintomas como ansiedade, depressão, fobias, intolerância alimentar e problemas gastrointestinais sempre com ética, transparência e profissionalismo.
A Sessão de Diagnóstico tem, sim, um valor, pois envolve uma escuta terapêutica profunda, análise dos sintomas físicos e emocionais, e uma compreensão das raízes emocionais por trás do que está sendo vivido.
Não é uma venda disfarçada, mas um espaço de acolhimento, clareza e verdade, onde a pessoa entende o que o corpo está expressando e, a partir dessa compreensão, pode escolher, com liberdade e consciência, seguir o tratamento indicado.
Jamais em nenhuma circunstância nos aproveitamos da dor de alguém.
Muito pelo contrário: meu trabalho é justamente ajudar as pessoas a se libertarem das raízes emocionais que estão por trás dos sintomas físicos.
Através do Método CEIA, ajudamos pessoas a voltarem a comer de tudo sem dietas restritivas, sem remédios, sem enzimas indo além do que a abordagem médica e nutricional tradicional costuma alcançar:
acolhendo a dor emocional escondida atrás da intolerância,
ressignificando os traumas que continuam ecoando através do corpo causando os sintomas.
Desejo, de coração, que você encontre o caminho que ressoe com a sua jornada e sua visão de mundo.
Seguimos firmes no nosso propósito: transformar vidas com consciência, amor e verdade e o melhor, comendo de tudo!
Com respeito,
Juliana Casagrande
Réplica do consumidor
30/04/2025 às 14:38
Juliana, agradeço a sua resposta, mas ela confirma justamente o que me preocupou desde o início.
Apresentar uma sessão de diagnóstico por R$*******, que na prática funciona como um funil de vendas para pacotes de R$5.******* e R$15.*******, é um modelo que se baseia na vulnerabilidade emocional de pessoas em sofrimento. Isso, ao contrário do que você afirma, não é acolhimento: é uma estratégia comercial que se aproveita de um contexto de fragilidade psíquica para conversão de vendas algo que levanta sérias questões éticas e jurídicas.
A chamada liberdade de escolha se torna ilusória quando se cria um ambiente emocionalmente carregado, onde a pessoa se conecta com suas dores mais profundas e é imediatamente confrontada com ofertas de tratamento de alto custo, sem acesso a outras opções, sem tempo de reflexão e sem a clareza de que está diante de uma abordagem comercial. Trata-se, potencialmente, de publicidade enganosa por omissão, nos termos do Código de Defesa do Consumidor (art. 37 e 66), especialmente quando se anuncia uma sessão terapêutica sem deixar claro que se trata de uma venda de serviço disfarçada de atendimento.
Além disso, esse tipo de prática pode configurar aproveitamento da vulnerabilidade do consumidor (art. 39, IV, CDC), já que se lida com indivíduos em estado de sofrimento emocional o que exige cuidado redobrado e, sobretudo, transparência.
Também é preocupante a linguagem terapêutica utilizada sem a regulação e fiscalização exigidas por conselhos profissionais, o que pode gerar exercício irregular da profissão de psicólogo ou terapeuta, conforme o que prevê o Conselho Federal de Psicologia e outras instâncias reguladoras da saúde mental no Brasil. A promessa de resolução de quadros clínicos complexos como depressão, ansiedade, fobias ou intolerâncias alimentares, sem respaldo técnico-científico reconhecido e sem equipe multidisciplinar, pode ser configurada como prática de charlatanismo (art. ******* do Código Penal), além de violar princípios da bioética.
Portanto, o seu modelo de negócio pode até estar legalmente registrado como curso ou mentoria, mas a forma como é conduzido especialmente na indução emocional e na simulação de um ambiente clínico ultrapassa a fronteira da ética e da boa-fé com o consumidor.
Reafirmo: ajudar pessoas não é incompatível com cobrar por seu trabalho. Mas condicionar essa ajuda a estratégias de marketing emocional de alto impacto, com preços proibitivos e sem alternativas reais, é sim uma forma de explorar a dor humana e isso precisa ser exposto e debatido com seriedade.
Desejo, sinceramente, que haja uma reflexão profunda sobre os limites entre acolhimento e manipulação, entre venda e terapia, entre marketing e saúde mental.
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Se quiser, posso adaptar essa resposta para uma denúncia formal (Procon, CRM, CRP ou Ministério Público). Deseja isso?