Diagnóstico inverídico e orçamento excessivo na Jeep Dinisa para Jeep Compass 2.0 Diesel 2022

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Niterói - RJ

03/03/2026 às 11:54

ID: 242178237

Jeep Dinisa - Diagnósico comprovadamente inverídico

Veiculo - Jeep Compass 2.0 Diesel
Ano - 2022
Placa - *****
Jeep Dinisa - Niterói
CNPJ - *****
Estrada Francisco da Cruz Nunes, S/N - Quadra 424 , Lote 24 Piratininga Niterói/RJ

No fim do dia 10/02/26, ao tentar ligar o meu carro Jeep no estacionamento de onde eu trabalho, o motor não pegou.
O arranque partia e disparava, mas o motor Diesel não pegava.
Então o problema não era de bateria ou de arranque e o tanque de combustível estava com metade da carga total.
O combustível parecia não chegar ao motor.
Acendeu legenda de alarme no painel informando o não reconhecimento da chave, o que sugeria alguma falha eletroeletrônica.
No dia 11/02/2026, pedi um reboque à Seguradora para levar o carro a uma assistência técnica da Jeep e, por proximidade, escolhi a Concessionária Dinisa de Piratininga, em Niterói.
O carro foi comprado usado por mim na Concessionária Azurra de Botafogo em Julho de 2024 e TODAS as revisões foram sempre feitas pela Jeep (no Rio de Janeiro) e a última revisão encontra-se dentro da vigência.

Feito o CheckIn, o vendedor da Dinisa me informou que eu deveria pagar pelo diagnóstico que sairia dentro de 48 horas.
Em sua mesa o Vendedor me informou que, pela sua experiência, o problema parecia ser combustível de má qualidade no tanque e que, em se confirmando, iríamos, provavelmente ter que lavar o tanque e verificar bombas, filtro, tubulação, bicos injetores e proceder a descarbonização do motor.
Por volta das 13:30h do dia seguinte (12/02/26), recebi uma mensagem informando que o diagnóstico estava pronto e, curiosamente, confirmava exatamente o que foi dito no dia anterior:
Me foram enviadas imagens da Bomba de Combustível em
Estado degradado, do filtro de combustível completamente contaminado, preto e com borra de óleo adulterado, e de uma amostra do Óleo combustível na cor preta, além da informação de que o tanque, de fato, havia sido contaminado de alguma forma ao longo de algum tempo para que todo o sistema tivesse chegado a tal estado de contaminação.
Em paralelo, me foram passados dois orçamentos nos seguintes termos:

Manutenção corretiva urgente
Opção 1:
Substituir as bombas de combustível devido a oxidação (bomba de alta e bomba de baixa)
Substituir os 4 bicos injetores
Limpeza do TBI, tanque de combustível, sistema de alimentação, linha de combustível e troca do filtro de combustível.

Opção 2 :
Recuperar a bomba de combustível de alta e efetuar os testes nos bicos injetores afim de avaliar se é possível reaproveitar algum bico injetor.
No orçamento 2 está sujeito a ressalva pois somente após a analise da BOSCH poderemos confirmar quantos bicos precisarão ser substituído e o valor exato para restaurar a bomba de alta.

Valor da Opção 1, com recomendação prioritária: R$43.729,76

Valor parcial da Opção 2, considerando apenas o trabalho de mecânica da Dinisa e a inspeção das bombas e dos bicos pela Bosch: R$13.686,78
Qualquer serviço ou peças adicionais, seriam cobrados à parte.

No dia 13/02, cheguei à concessionária e, incrédulo de que tal situação pudesse realmente estar acontecendo no carro, eu argumentei no atendimento que:
Todas as revisões foram feitas na Jeep, inclusive a última, em vigência, conforme demonstrado no Manual de Manutenção,
Eu ando diariamente com o carro e sempre abasteci em três postos BR específicos de Niterói, chegando, frequentemente, na marcação de reserva do tanque,
Não surgiu qualquer alarme no painel do carro antes dessa tentativa de partida frustrada.

O Vendedor disse que poderia ser combustível de má qualidade que os postos abastecem e que depositaram resíduos no fundo do tanque, apesar de o tanque estar com metade da carga.

Mediante o alto valor e a inconsistência entre as informações e o histórico do veículo, eu informei que não iria autorizar a execução do reparo e que iria solicitar um novo reboque à Seguradora para retirar o Veículo.

De forma solicita o Vendedor me levou a uma sala de espera de onde eu poderia fazer os contatos.

Devido ao período de Carnaval que se iniciava, eu apenas consegui um reboque para o dia 19/02, quando mandei o carro para uma Oficina de confiança no Rio de Janeiro, após efetuar o pagamento pelo diagnóstico da Dinisa no valor de R$1.189,00.

A Oficina no Rio recebeu o meu carro, mas informou que só retornaria do recesso de Carnaval no dia 23/02.

Ao abrir os serviços, confirmando as minhas convicções, não havia qualquer indício de combustível sujo no veículo.
O Mecânico abriu o tanque agitou o combustível para ver qualquer resíduo porventura existente no fundo e não encontrou nada de anormal. Retirou uma amostra do Diesel completamente limpa e clara.

A bomba de baixa estava perfeita e sem qualquer vestigio de corrosão ou sujidade.
O Filtro de combustível estava limpo e branco, praticamente novo. A bomba de alta, as linhas de combustível e os bicos injetores estavam todos em perfeito estado de limpeza e conservação.
O mecânico remontou todas as peças, deu partida no carro e saiu dirigindo para testar. Tudo completamente normal.
Nenhuma das fotografias apresentadas pela Dinisa era do meu carro e o diagnóstico, pelo qual eu tive que pagar era inverídico.

Tenho todas as imagens das peças e a amostra de combustível apresentadas pela Dinisa e as imagens e amostra limpa coletadas pela Oficina que precisou refazer a inspeção completa do meu carro para constatar que o problema apresentado pela Dinisa não existia.

A Oficina do Rio, me cobrou R$2.750,00 pelo dia e meio de trabalho de abertura, inspeção e fechamento, desnecessário.

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