Falha crítica em Jeep Commander MHEV com menos de 1.200 km e atendimento insatisfatório da Jeep Privilege

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Uberlândia - MG

06/07/2026 às 23:33

ID: 253253955


Escrevo esta reclamação para relatar, com o máximo de detalhe possível, o problema gravíssimo que enfrento com meu Jeep Commander Limited MHEV, veículo híbrido zero quilômetro, adquirido em 20/05/2026 na concessionária Saga Jeep Uberlândia, e a experiência extremamente frustrante que tive com o atendimento da central Jeep Privilege desde então.
Menos de um mês e meio depois de retirar o carro, com apenas 1.136 km rodados, na sexta-feira, 03/07/2026, por volta das 14h, o veículo apresentou uma falha crítica no meio do trajeto. O painel digital exibiu a seguinte mensagem, em destaque vermelho, acompanhada de ícone de bateria com alerta: Sistema híbrido indisponível. Pare com segurança. Veículo se desligará em breve. Ao lado, também surgiu um ícone de anomalia na injeção eletrônica.
Para quem não conhece a tecnologia: o Commander Limited MHEV usa hibridização leve de 48V, com um motor elétrico multifuncional (BSG) que substitui o alternador convencional, alimentado por uma bateria auxiliar de íons de lítio de 48V, um conversor DC/DC de 48V para 12V e a bateria comum de 12V. Quando um desses componentes falha ou perde comunicação com os módulos eletrônicos, o carro entra em modo de proteção e força o desligamento do motor, para evitar curto-circuito, incêndio ou perda de assistência de freios e direção elétrica em movimento. Não é um aviso de conforto ou de multimídia. É um alerta de segurança real.
Imediatamente acionei o SOS/Privilege Service da Jeep. Fui orientado, para agilizar a liberação de um carro reserva, a levar o veículo diretamente à concessionária Saga Jeep Uberlândia, em vez de aguardar guincho no local. Segui a orientação e o carro deu entrada na concessionária na própria sexta-feira, 03/07/2026.
A partir daí, o que se seguiu foi uma sequência de decepções. A equipe técnica e a gerência de pós-venda da concessionária, por meio de Maria Julia e Gabrielly, informaram verbalmente que este era um problema nunca antes visto por elas, e recomendaram que eu não tentasse retirar ou utilizar o veículo, dado o risco à segurança. O problema é que, apesar dessa gravidade reconhecida pela própria equipe, nada foi formalizado por escrito. Solicitei reiteradamente, por telefone e pessoalmente, a Ordem de Serviço detalhada, com data e hora de entrada, quilometragem e defeito relatado, e um laudo técnico com os códigos de falha (DTC) lidos no scanner oficial. Até o momento em que escrevo esta reclamação, nada disso me foi entregue.
O atendimento pela central Jeep Privilege, sob o protocolo 02523840, também não resolveu nada. Falei, em ligações diferentes, com as atendentes Josiane, Maria, Caroline, Mickeson e Andressa. Recebi promessas de retorno em 48 horas, depois em 24 horas, nenhuma cumprida. Ao pedir para escalar o atendimento, fui informado de que a supervisora, identificada como Alice, se recusou a falar diretamente comigo.
O impacto disso na minha vida é enorme. Tenho um filho recém-nascido de 25 dias e, desde a sexta-feira, estou sem qualquer veículo, tendo que me deslocar a pé ou de aplicativo com bebê conforto, carrinho e materiais de trabalho, já que dependo do carro tanto para a família quanto para minha rotina profissional. Já gastei aproximadamente R$ 300,00 somente em corridas de aplicativo desde a pane. Além disso, tinha uma viagem programada para a terça-feira seguinte à pane, com hotel já pago no valor de R$ 1.500,00, que tive que cancelar. Quando relatei esse prejuízo à central Jeep, fui informado, sem qualquer margem de negociação, de que os custos seriam inteiramente meus.
Para agravar a situação, quando finalmente a central se dispôs a oferecer um carro reserva, o veículo oferecido era de categoria muito inferior e menor que o meu Commander, incompatível com minha necessidade já explicitamente informada de espaço para bebê conforto, carrinho e equipamentos de trabalho. Ao contestar, a resposta foi de que essa seria a política da Jeep para reparos em garantia, sem qualquer flexibilidade mesmo diante da justificativa apresentada.
Registro também que, independentemente da pane atual, o consumo de combustível do veículo sempre esteve muito abaixo do prometido. Rodando exclusivamente com gasolina, registro médias abaixo de 8 km/l, valor muito inferior ao esperado de um veículo vendido como híbrido e abaixo dos valores oficiais de homologação divulgados pelo Inmetro para essa versão. Esse ponto, somado à pane grave, contribui para a perda total de confiança que hoje tenho neste veículo. Deixo registrado, em segundo plano frente à gravidade da pane, que o sistema de som vendido como premium (Harman Kardon) entrega qualidade muito inferior à anunciada, o que merece avaliação futura.
Meu caso está longe de ser isolado. Há relatos públicos de outro Commander 2025 com falhas crônicas desde a compra, tendo passado mais de seis vezes por diagnóstico sem solução definitiva, incluindo entrada em modo de segurança durante viagem. Há também o caso de um Commander zero quilômetro que, com apenas 800 km, apresentou pane elétrica e permaneceu 83 dias na concessionária sem identificação do defeito, terminando em processo judicial contra a montadora. E, especificamente sobre falhas em sistemas híbridos leves da própria Stellantis, a Fiat já reconheceu publicamente que a central eletrônica que administra a carga das baterias do Pulse e do Fastback Hybrid pode desabilitar o sistema híbrido, e lançou atualização de software para tentar corrigir o problema. Instabilidade em sistemas híbridos leves da Stellantis não é hipótese isolada, é padrão documentado.
Diante de tudo isso, faço os seguintes pedidos formais à Jeep:
1.Emissão imediata da Ordem de Serviço completa, com data e hora de entrada, quilometragem e descrição técnica do defeito;
2.Laudo técnico formal e por escrito, com os códigos de falha (DTC), o componente responsável pela pane (bateria 12V, bateria de lítio 48V, conversor DC/DC, BSG ou módulo eletrônico), os testes realizados e o risco de recorrência;
3.Confirmação por escrito sobre eventual boletim técnico, atualização de software (TSB) ou recall aplicável ao meu chassi;
4.Disponibilização imediata de veículo reserva de categoria e porte equivalentes ao meu Commander, e não um veículo inferior;
5.Ressarcimento integral dos danos materiais comprovados, R$ 1.800,00 (R$ 1.500,00 de hospedagem não usufruída e R$ 300,00 de deslocamentos);
6.Caso o vício não seja sanado até o prazo de 30 dias corridos do artigo 18 do CDC, contado da entrada do veículo em 03/07/2026 (ou seja, até 02/08/2026), exercerei o direito de exigir a substituição do veículo por outro zero quilômetro da mesma espécie ou, subsidiariamente, a restituição integral do valor pago, corrigido, sem prejuízo de indenização por danos materiais e morais.
Comprei um veículo de altíssimo valor com a expectativa legítima de segurança, confiabilidade e suporte compatível com o nome Privilege que a própria Jeep usa para vender esse serviço. O que recebi foi o oposto: demora, ausência de transparência técnica e um atendimento que, na prática, abandonou um cliente com um recém-nascido em casa e um carro parado por falha de segurança gravíssima.
Aguardo posicionamento formal, por escrito, em até 5 dias úteis. Protocolo Jeep Privilege: 02523840.

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