Obra parada, má qualidade e sumiço de material

Não respondida
Rio de Janeiro - RJ
19/11/2024 às 17:08
ID: 202395793
Essa reclamação foi publicada há mais de 1 ano
Ver todas ReclamaçõesTive que recomeçar a minha obra praticamente do zero após 4 meses de obra com a Serra Reformas e a Absoluto Engenharia Construções.
Contratei a Absoluto Engenharia Construções LTDA em julho de *******, a partir do João Carlos da Silva Ponde Serra que identifica-se como Engenheiro Sócio diretor da empresa, para realização da obra do meu apartamento que teria previsão de 16 semanas.
Fechei o meu contrato incluindo material de acabamento de alto padrão, mão de obra qualificada, monitoramento de câmeras, gestão, arquitetura, Engenheiro Civil entre outros itens listados no contrato.
O meu contato inicial foi com o João Carlos da Silva Ponde Serra e quando ele foi visitar o meu apartamento, ele levou o Daniel Porto Pereira de Souza, apresentando-o como o seu sócio.
Ele então disse que estava abrindo uma frente de construção e reforma chamado Serra Reformas, mas que o contrato ainda seria realizado pela Absoluto Engenharia Construções LTDA.
Como ele veio de indicação de uma arquiteta conhecida no Rio de Janeiro e essa era a minha primeira obra, eu optei em seguir com ele por ser alguém de confiança. Além disso, eu viajo muito a trabalho e vinha enfrentando problemas com a minha primeira arquiteta, fazer a obra com um engenheiro que me prometeu gestão, acompanhamento técnico e o monitoramento por câmeras foi algo muito importante para a minha tomada de decisão.
A primeira coisa estranha foi que o pagamento da entrada da minha obra, no valor de R$40.******* que foi feito para a conta da mãe do João e não para a conta da empresa. A justificativa dele era que essa era a melhor forma de recebimento e que ele foi orientado por seu contador para assim pagar menos impostos.
Como eu achei isso muito estranho, eu solicitei que ele adicionasse ao contrato os dados da mãe e assim foi feito.
As próximas parcelas, ele já alterou o pagamento colocando como favorecida a JS INCORPORACAO E INVESTIMENTOS LTDA sob CNPJ 42.*******.*******/*******38.
Ao longo do tempo, os problemas foram aparecendo. As câmeras estavam SEMPRE desligadas e eu pedindo para religar durante as minhas viagens. Durante esse tempo, o João e o Daniel afirmavam que a obra estava caminhando e que tudo seria entregue no prazo. Sempre, é claro, me cobrando os pagamentos quinzenais conforme contrato.
A obra simplesmente não andava. Até que eu voltei de uma das viagens, cheguei no apartamento e nem as paredes estavam levantadas. Foi quando eu entrei em choque e descobri que a empresa tinha usado o meu dinheiro como caixa e agora não tinha nem dinheiro para comprar tijolos.
Nesse momento, eu já tinha pagado mais de 70 mil reais e suspendi os pagamentos e entrei no acordo de retornar assim que a obra avançasse até o % pago.
No dia 18 de setembro, o João e o Daniel voltaram a me cobrar pagamentos. Eu disse que não iria retomar e implicitamente, o João deu a entender que a minha obra voltaria a ficar parada. Para não acontecer isso, acordei com o João que eu faria pagamentos referentes exclusivamente a mão de obra e material para obra.
Visando evitar novos atrasos e entendendo que a obra teria um ótimo avanço, concordei em cobrir os custos de material e mão de obra com limite de R$10.*******,00 pagos quinzenalmente, respeitando o valor remanescente do contrato.
Entretanto, para a minha supresa eles me colocaram para pagar mais de R$5.******* de material de elétrica que nunca foi sequer encontrado na minha obra e para pagar a mão de obra que era utilizada em 2 outras obras de acordo com declarações dos próprios funcionários.
A previsão de entrega da minha obra era no dia 27 de outubro de ******* até no máximo final do mês de outubro. No dia 28 de outubro, quando eu retornei de uma viagem de quase 25 dias para o Egito a trabalho, eu retornei no meu apartamento e vi UM pedreiro trabalhando, a maioria do tempo sem ajudante. 90% da hidráulica feita errada e o gás de maneira irregular, nenhum sinal da elétrica (apenas rasgos errados) e grande parte da construção ainda faltando. Fora erros técnicos que se não fosse identificados a tempo, poderiam colocar em risco a minha integridade e a do meu imóvel.
Depois de muito estresse, tentativas de acordo via e-mail nunca respondidas e um desgasta emocional enorme eu suspendi o acesso da empresa a minha casa.