SIMULAÇÃO DE TROCA DE BENDIX E COBRANÇA INDEVIDA

Não respondida
Guarulhos - SP
31/07/2026 às 02:32
ID: 255279779
No domingo, dia 12 de julho de 2026, o autor, na companhia de sua esposa e de outro casal de amigos todos idosos, com 61, 60, 71 e 63 anos de idade , retornava de almoço realizado no Restaurante da Fazenda, em Mogi das Cruzes-SP, quando, ao parar o veículo Jeep Grand Cherokee, ano 2008/2009, e desligar a chave, o automóvel não voltou a ligar, apresentando ruído intenso no motor de arranque.
Em busca na internet por socorro mecânico, localizei a oficina, situada a cerca de 600 metros do local. Por volta das 15h10, contatei por telefone e o mecânico, que se identificou como "JUNIOR" e se comprometeu a realizar o socorro no local pelo valor de R$ 280,00, ressalvando que, caso o problema não fosse resolvido no local, o veículo teria de ser levado à oficina, com cobrança de valor diverso.
Ao chegar ao local, o mecânico, após ouvir o ruído do motor de arranque e olhar por baixo do veículo, foi categórico ao afirmar que o "Bendix" do motor de arranque havia quebrado e que seria necessária a sua troca, serviço que somente poderia ser realizado na oficina, com duração aproximada de 3 horas e custo de R$ 880,00, entre peça e mão de obra.
Diante da situação de evidente vulnerabilidade dois casais de idosos na beira da estrada, com veículo inoperante , aceitei o diagnóstico. O veículo foi rebocado por corda amarrada a um veículo Saveiro até a oficina e estacionado na rua, em frente ao estabelecimento.
Ocorre que o mecânico sequer colocou o veículo dentro da oficina. Entrou embaixo do carro estacionado na via pública, alegou ter removido o "Bendix" e exibiu uma peça usada, apresentando-a como se fosse a peça retirada e substituída do veículo. Ainda embaixo do carro, pediu que desse a partida e o motor funcionou.
Em seguida, orientou a não desligar o veículo, "sob pena de quebrar o Bendix novamente", alegando existir um parafuso com rosca espanada no motor de arranque, cujo reparo ele não conseguiria realizar, recomendando que procurasse outra oficina no dia seguinte para refazer a rosca e trocar o parafuso.
Fiquei próximo do veículo o tempo todo, acompanhando todos os passos do mecânico que, em nenhum momento apresentou o motor de arranque removido do veículo. Ao contrário, informou que fez a troca do bendix, no local.
Pelos "serviços", foi cobrado R$ 280,00 pelo socorro e R$ 880,00 pela suposta peça e mão de obra, totalizando R$ 1.160,00, com desconto de R$ 60,00 para pagamento via Pix, resultando no desembolso total de R$ 1.100,00, pago no mesmo dia, às 18h43, mediante transferência Pix à conta da JUCA AUTO ELÉTRICA. Não foi emitida nota fiscal, nem da peça, nem do serviço, mas apenas um recibo de serviço.
No dia seguinte, ao tentar ligar o veículo, me deparei exatamente com o mesmo problema: o carro não ligava e apresentava o mesmo ruído no motor de arranque.
Levei então o veículo a estabelecimento de auto elétrica de reconhecida reputação em Guarulhos-SP, onde profissional qualificado, após efetiva remoção do motor de arranque, constatou que: (i) é tecnicamente impossível trocar o Bendix sem remover o motor de arranque remoção que comprovadamente não ocorreu no atendimento prestado pelo mecânico; e (ii) o problema real consistia em um parafuso de fixação quebrado e outro com a rosca espanada, condição preexistente que não foi corrigida nem adequadamente informada a mim.
Além das explicações de profissional qualificado, indicando a impossibilidade de troca do bendix sem a remoção do motor de arranque, fiz pesquisa pela internet, e, com ajuda da inteligência artificial, notadamente ChatGPT, confirmou as informações prestadas pelo profissional de ilibada reputação.
Ressalte-se que o bendix supostamente retirado do veículo, contém 9 (nove) dentes, enquanto que o bendix correto do veículo, contém 10 (dez) dentes, corroborando com a tese de que fui vítima de uma [Editado pelo Reclame Aqui] na prestação de serviços.
Conclui-se, portanto, que o mecânico simulou a troca da peça: limitou-se a reencaixar o motor de arranque na posição correta, fazendo o veículo funcionar momentaneamente, exibiu peça velha como se fosse a supostamente substituída e cobrou por peça não fornecida e serviço não prestado.