Escapulário com defeito no banho e recusa de estorno do valor pago pela loja KLARIS SEMIJÓIAS

Não respondida
Fortaleza - CE
16/04/2026 às 15:08
ID: 246244265
No dia 06 de setembro de 2025, comprei um escapulário em prata com banho em ouro por R$ 430,00 na loja física da KLARIS SEMIJÓIAS e JOIAS EM PRATA, no shopping Iguatemi em Fortaleza, recebi o certificado de garantia e cupom fiscal, tudo normal até então.
O atendimento por parte das vendedoras perfeito, muito atenciosas e simpáticas para com os clientes.
Mas, 2 meses depois, o escapulário começou a apresentar problemas com o banho, ele ficou perdendo o aspecto dourado e reluzente e ficando prateado com falhas em dourado e sem brilho. Fiquei muito decepcionado com a qualidade do produto. Isso por que foi vendido com a afirmação de um produto banhado a ouro, coisa que até poderia apresentar esse tipo de defeito de fabricação, mas não em 2 meses.
Fui até a loja no mês de dezembro de 2025 aproximadamente para apresentar o produto e acionar a garantia, fui atendido pela própria gerente de loja, muito prestativa. Pegou meus dados e deu um prazo estimado de 30 dias para a resolução do problema.
No dia 25 de janeiro de 2026, fui até a loja para saber se o escapulário já estaria na loja para retirada, fui atendido pela vendedora Gisa, onde procurou com muita atenção os produtos que estavam em garantia para serem devolvidos, mas a minha peça não estava lá ainda.
Ela pegou meus dados de contato para retornar com notícias assim que recebesse informações.
No dia seguinte, 26 de janeiro de 2026, recebi uma mensagem via WhatsApp da loja, quem escrevia era a vendedora Gisa, informando que eu tinha recebido um crédito na loja por causa da minha peça, pois eu poderia trocar este crédito por outra peça ou usar este credito na loja como preferir.
Lendo a mensagem, percebi que a minha peça não teria retorno e isso confirmou a baixa qualidade dos produtos. Então na mesma conversa informei que estaria optando pelo meu direito de receber o valor monetário do produto, pois não queria mais nenhum item da loja Klaris, como cita o Art. 18, 1, II do Código de Defesa do Consumidor.
Art. 18. Os fornecedores de produtos de consumo duráveis ou não duráveis respondem solidariamente pelos vícios de qualidade ou quantidade que os tornem impróprios ou inadequados ao consumo a que se destinam ou lhes diminuam o valor, assim como por aqueles decorrentes da disparidade, com a indicações constantes do recipiente, da embalagem, rotulagem ou mensagem publicitária, respeitadas as variações decorrentes de sua natureza, podendo o consumidor exigir a substituição das partes viciadas.
1 Não sendo o vício sanado no prazo máximo de trinta dias, pode o consumidor exigir, alternativamente e à sua escolha:
II - a restituição imediata da quantia paga, monetariamente atualizada, sem prejuízo de eventuais perdas e danos;
Na mesma noite, me desloquei até a loja para resolver o problema, a Gerente estava na loja com mais duas vendedoras, dentre elas a Gisa. A Gerente me atendeu e afirmou a mesma informação do WhatsApp, informei que eu queria o valor monetário do produto, que eu não queria mais nenhuma peça da loja, por não confiar mais na qualidade dos produtos. Durante a conversa, a gerente foi incisiva em afirmar que a loja não trabalha devolvendo o dinheiro, apenas com as opções de credito na loja ou trocar por outra peça.
Todo o dialogo ficou girando em torno do art. 18, paragrafo 1, inciso II. Onde ela não admitia ou aceitava os meus argumentos e além disso, falou que eu desde o inicio não queria mais a peça de forma leviana.
A postura da gerente foi bastante constrangedora para com o consumidor, as próprias vendedoras presentes estavam constrangidas, desconfortáveis em ver a conversa dela forçando e levantando argumentos mostrando que ela estaria certa e eu errado, mesmo eu lendo o artigo do referido Código Consumerista.
Informei que sou Advogado e queria resolver da melhor maneira para as duas partes. Solicitei o exemplar do CDC da loja e fiz a leitura do artigo 18, mesmo assim, ela teve a audácia de falar que eu queria o valor monetário porquê eu queria, como se fosse uma birra.
Ao final, ela simplesmente falou que eu procurasse o jurídico da loja para resolver e ficou sorrindo de minha cara.