Diagnóstico impreciso e serviço inadequado em oficina especializada resulta em motor condenado e alto prejuízo

Respondida
Florianópolis - SC
17/10/2025 às 11:50
ID: 229591795
Comprei um Renault Clio 2003 de repasse, ciente de que estava longe do ideal e precisaria de uma revisão completa. Logo após a compra, levei o carro a uma oficina, que apresentou um orçamento de cerca de R$9.400,00. Apesar do bom atendimento, decidi buscar uma segunda opinião, já que cada oficina pode enxergar o veículo de maneira diferente principalmente um carro de repasse.
Fui até a KLERING, que se apresenta como especialista em diagnóstico avançado de motores, cobrando uma das horas mais caras da região (R$175). Isso me deu confiança de que o serviço seria realmente técnico e preciso.
Assim que avaliaram o carro, me aconselharam a devolvê-lo no repasse e buscar outro veículo. Voltei à loja, mas me ofereceram cerca de 20% a menos do que paguei, e apenas se eu fizesse troca por outro carro. Trouxe esse outro veículo à Klering, e me disseram que o estado era ainda pior. Mostrando boa vontade, recomendaram que eu ficasse com o Clio e investisse na manutenção com eles. Essa postura de boa fé acabou me convencendo de que seria o certo a fazer. Após analisarem, me disseram que o estado do veículo "não era tão ruim e que podia ser pior", onde iriam trocar diversas peças periféricas do motor e do conjunto do carro.
Autorizei o serviço e o orçamento passou de R$12 mil, sem discriminar o valor de cada peça apenas os totais de peças e mão de obra. Mesmo assim, confiando na reputação da oficina, aprovei. O carro ficou 14 dias lá, e durante esse tempo o atendimento foi cordial e o ambiente agradável. Mas, no dia da entrega, após todo o serviço concluído e o valor já fechado, realizaram uma simples medição de pressão de óleo e descobriram baixa pressão em marcha lenta, indicando que o motor estava rodando metal com metal. Ou seja, o motor estava comprometido e precisaria de retífica completa algo que deveria ter sido diagnosticado logo no início, antes de qualquer investimento desse tamanho.
Para o caso acima, alegam que não era possível medir antes devido a marcha lenta do meu carro estar instável. Mas para piorar, também me informaram sobre possível saia de pistão danificada e junta de cabeçote queimada ou empenada. Na prática, gastei uma fortuna e o motor está completamente condenado, sem poder usar. Em menos de 40km rodados com o carro (apenas para emergências), precisei voltar na oficina para acionar a garantia porquê o liquido de arrefecimento está vazando e o carro está fumando muito.
Quando expressei minha insatisfação, a resposta foi de que não havia como prever e que haviam feito o contratado. E que se eu quisesse um diagnóstico mais preciso do motor, eu deveria ter pedido. Como cliente, qual minha obrigação em saber o que precisa ser diagnosticado com mais precisão no carro? Se fosse assim eu não precisava contratar o serviço.
Dada minha insatisfação, pedi meu dinheiro de volta, mas recusaram. Ofereceram verificar a parte de baixo do motor sem cobrar, ai perceberam que o motor estava condenado, e fizeram um novo orçamento de retífica de mais de R$13 mil, oferecendo 20% de desconto como compensação. Durante essa análise, drenaram o óleo do motor, mas mantiveram o filtro de óleo antigo, prática absurdamente incorreta e extremamente prejudicial ao motor, isso é básico.
Resumo: gastei mais de R$14 mil acreditando na promessa de diagnóstico avançado e transparência técnica, mas recebi um resultado frustrante um motor condenado e um diagnóstico tardio de um problema extremamente básico. Além disso, vale mencionar que me cobraram O DOBRO do valor das peças em média, sem oferecer garantia adicional, sem uso de peças originais Renault e sem qualquer justificativa. Um serviço caro, impreciso e decepcionante, que me deixou com prejuízo alto.
No momento, estou buscando um processo e uma ação com o PROCON municipal já está em andamento. Não recomendo a oficina de "diagnóstico avançados".
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Resposta da empresa
26/03/2026 às 11:40
Olá, Diego. Entendemos a frustração de lidar com um carro de repasse e ir descobrindo problemas que não apareciam no início. Quem já pegou um veículo com mais de 20 anos de uso sabe que esse tipo de situação acontece com mais frequência do que parece.
Quando o Clio chegou até nós, 2 dias após a compra, ele já vinha de uma avaliação anterior com orçamento alto. Na nossa análise inicial, vimos o mesmo cenário: o carro apresentava falhas críticas em vários sistemas. Por isso, fomos diretos e sinceros desde o começo, recomendamos não seguir com a compra veículo justamente para evitar um investimento alto em um carro com alto nível de desgaste. O segundo veículo que você trouxe para nossa avaliação (sem custo) também não tinha condições, devido alto estado de deterioração.
Mesmo assim, você decidiu seguir com o Clio, e a partir daí seguimos com o processo técnico necessário para esse tipo de situação: diagnóstico e reparos por etapas.
Esse ponto é importante ressalta que em veículos antigos, com falhas elétricas e funcionamento instável do motor, o mesmo simplesmente não permite testes profundos logo no início. Primeiro é preciso estabilizar o funcionamento básico. Só depois disso os defeitos internos começam a aparecer.
Foi exatamente o que aconteceu. Durante os dias de trabalho, boa parte do tempo foi dedicada a estabilizar o funcionamento do motor. Quando conseguimos essa condição mínima, a medição de pressão de óleo revelou o desgaste interno e baixa pressão de óleo. Esse tipo de problema não surge depois da intervenção, ele já estava lá, apenas não aparecia enquanto o motor estava instável.
Esse cenário, inclusive, é um dos exemplos mais clássicos que mostramos nos treinamentos:
carros de repasse com múltiplas falhas, onde o diagnóstico acontece em camadas e exige método, critério e interpretação correta dos sinais do veículo.
Todos os orçamentos foram apresentados e aprovados antes da execução, e as peças substituídas foram todas mostradas a você no momento da entrega. Quando você retornou com preocupação em relação ao sistema de arrefecimento, fizemos a limpeza completa sem custo, justamente porque nossa postura é olhar e orientar sempre que o cliente retorna.
Ao longo de todo o processo, nosso objetivo foi o mesmo: ser transparente, trabalhar com método e explicar cada etapa conforme ela se tornava possível tecnicamente.
Nem sempre o resultado final de um carro muito comprometido corresponde à expectativa inicial, e entendemos isso. Mas o que ensinamos nos treinamentos, e aplicamos na prática, é exatamente isso: diagnóstico não é adivinhação, é processo.
Para quem está lendo esta página avaliando nossos treinamentos, esse caso mostra na prática o tipo de situação que o mecânico enfrenta no dia a dia, e por que um método correto faz diferença.
Seguimos à disposição para esclarecimentos. Att.