Cobrança indevida por quebra de peça em máquina de leite vegetal após uso de coco, sem aviso prévio no manual

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Belo Horizonte - MG

05/06/2026 às 13:46

ID: 250601639

Adquiri uma máquina de suco e leite vegetal em novembro de 2025 por mais de R$ 5.000, acreditando estar comprando um equipamento de alta qualidade e durabilidade.
Recentemente, durante a preparação de leite de coco, uma peça da bobina quebrou e fui surpreendida com a cobrança de aproximadamente R$ 800 pela troca da peça, sob a alegação de que o uso do coco teria causado o dano.

No entanto, ao consultar o manual do produto, verifiquei que não existe qualquer informação expressa proibindo o uso de coco ou alertando que esse ingrediente poderia causar danos ao equipamento. Pelo contrário, o manual apresenta orientações específicas para diversos ingredientes, como romã, uvas, gengibre, cúrcuma, amêndoas, feijões, nozes e pinhões, demonstrando que o fabricante sabe da importância de informar claramente os cuidados necessários para cada tipo de alimento.

O coco, um dos ingredientes mais comuns na produção de leite vegetal, não é mencionado em nenhum momento como ingrediente proibido ou capaz de danificar o equipamento. Como consumidora, segui as orientações disponíveis no manual e preparava o coco previamente, fervendo-o e deixando-o de molho para amolecimento.

Entendo que, se o coco realmente apresenta risco ao funcionamento da máquina, essa informação deveria constar de forma clara e ostensiva no manual. Não considero razoável que o consumidor seja responsabilizado por uma restrição que não foi informada pelo fabricante.
Por esse motivo, solicito a revisão da cobrança, bem como a apresentação de justificativa técnica detalhada e da indicação exata de onde consta, na documentação oficial do produto, a proibição ou restrição ao uso de coco.

Estou extremamente decepcionada com a situação, especialmente por se tratar de um equipamento de alto valor agregado, do qual se espera qualidade, transparência e suporte adequado ao consumidor.

Eu acrescentaria, se for verdade, que a máquina é divulgada como apta para produção de leites vegetais. Isso reforça a expectativa legítima do consumidor de que o coco, um dos ingredientes mais utilizados para esse fim, pudesse ser processado sem risco ou, no mínimo, que qualquer restrição estivesse claramente informada.

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