Home Care Lar e Saúde: Falhas no atendimento, materiais inadequados e falta de profissionais afetam a saúde do paciente.

Não respondida
São Luís - MA
01/10/2025 às 18:53
ID: 228299807
O Home Care Lar e Saúde presta atendimento ao meu filho desde o fim de maio deste ano. Desde então, temos enfrentado inúmeros transtornos relacionados a profissionais, fornecimento de materiais e remoções. Tentarei sintetizar, pois foram muitas ocorrências que só conseguimos resolver junto ao plano de saúde ou após muita insistência e desgaste emocional.
Comunicação:
O contato com a equipe é extremamente difícil. As mensagens enviadas aos responsáveis por cada segmento (materiais, equipe multiprofissional etc.) são respondidas de forma precária, com extrema demora, alguns nem respondem (principalmente o setor de materiais, cuja responsável é a funcionária Jéssica), geralmente respondem quando envolvemos gestores. Muitas vezes somos direcionados ao atendimento de emergência, que por sua vez devolve a demanda, em uma clara estratégia para dificultar a resolução dos problemas. Tenho fotos e conversas de WhatsApp que comprovam isso.
Remoções (Ambulância):
Já houve situações em que meu filho foi esquecido em uma clínica, após um procedimento, porque os profissionais se ausentaram sem avisar e não retornaram. Em outras ocasiões, sequer compareceram para a remoção, obrigando-nos a utilizar transporte particular para que o meu filho não perdesse consultas.
Materiais:
As sondas para aspiração da TQT, essenciais para meu filho, frequentemente chegavam em quantidade insuficiente. Recentemente, recebemos algumas sondas de péssima qualidade, algumas com nós e com risco de rebentarem no momento da aspiração, visto a fragilidade em alguns pontos da sonda que existem alguns orifícios que são muito irregulares (maiores que o normal) e a sonda corre risco de rebentar nos respectivos pontos. Devolvemos o material, mas não querem realizar a troca. Inicialmente, quando as sondas eram de qualidade melhor enviavam quantidades inferiores ao que meu filho costuma usar e tínhamos que implorar para enviarem mais. Já agora com as sondas de má qualidade estão enviando uma quantidade excessiva. Na última remessa devolvemos as 930 (novecentos e trinta) sondas e não querem de maneira nenhuma realizar a troca. Ressaltando: as sondas de qualidade melhor eles utilizam na ambulância para expressar cuidado responsável com os pacientes, entretanto para as residências enviam sondas que podem causar sérios riscos aos pacientes.
As gazes também são de qualidade inferior, desfiam e deixam pequenos pedaços de fios no osteo e a dificuldade é muito grande para remover os fios (e causando muita dor ao meu filho).
As luvas estéreis enviadas na remessa do mês passado possuem excesso de pó, causando alergias confirmadas pela médica do home care e pela gastropediatra que acompanha o meu filho. Como são utilizadas na assepsia do osteo, existe um contato maior na região do tórax, onde ocorre a incidência de alergia. O episódio se tornou ainda mais grave quando uma enfermeira, sem minha autorização, levantou a camisa do meu filho para fotografar a alergia, mesmo após já haver avaliação médica, como se fosse necessário provar a veracidade da situação. Com muita relutância, foi uma das poucas reclamações de material que conseguimos resolver, tendo em vista que tive que ir pessoalmente aqui na Sede da Lar e Saúde, para que o problema fosse resolvido.
Também solicitamos desde a semana passada o curativo de proteção usado na traquestomia para manter a assepsia do osteo, e pasmem, encaminharam somente uma unidade, sendo que ele necessita de um por dia no que seria a remessa do mês, com a promessa de chegar na sexta e se não chegar, provavelmente somente na segunda.
Diversos materiais chegam com embalagens violadas, mascaras colocadas em sacos plásticos que não são as embalagens originais e embalagens remendadas com fita adesiva (como luvas de procedimento, p.ex.), o que coloca em dúvida sua procedência e representa sério risco de contaminação, especialmente considerando que meu filho é um paciente traqueostomizado, altamente vulnerável a infecções.
Atendimentos multiprofissionais:
Meu filho precisa de cinco sessões semanais de fonoaudiologia, mas em agosto foram realizados apenas cinco atendimentos no mês (de um total de vinte) e no mês de setembro somente quatro. A justificativa é sempre a mesma: falta de profissionais. A primeira fonoaudióloga, que realizava um trabalho de excelência, deixou de atender devido à baixa remuneração paga pela prestadora (conforme informações prestadas pela profissional). Outras também saíram pelo mesmo motivo. Bem recentemente, conseguimos apenas duas sessões semanais, com a promessa de capitar outro profissional para completar o atendimento das sessões restantes, contudo sem previsão. O resultado disso são as consequências negativas à saúde do meu filho, como engasgos e outras particularidades relacionadas a falta do quantitativo de atendimento necessários desse profissional.
Outros problemas recorrentes:
- Fraldas entregues somente após insistência.
- Equipamentos defeituosos ou adaptados de forma precária (ex.: oxímetro).
- Falta de envio de relatórios e informações ao plano de saúde, atrasando autorizações de materiais e procedimentos.
- Não enviam profissionais e materiais (p.ex. coletores) para realizar exames, como aconteceu recentemente.
Essas falhas constantes demonstram descaso e desinteresse da prestadora em resolver as demandas de um paciente que tem apenas um ano e três meses, é hipersecretivo e depende integralmente desses cuidados para manter sua saúde regular.
Quero relembrar a situação das sondas que podem causar um sério problema de saúde ao meu filho e eles não querem substituir pelas sondas de melhor qualidade que ele usava.
Faço este relato público para alertar outras famílias sobre as práticas da empresa, a fim de que não passem pelas mesmas dificuldades e desgastes que vivemos diariamente, bem como, de minha parte, uma tentativa de conscientização, um tratamento humanitário e melhoria dos serviços prestados.