Reclamar dessa empresa

Mogi-Mirim - SP

14/04/2020 às 21:36

ID: 102854169

Essa reclamação possui mais de 3 anos e não está mais sendo contabilizada no índice da empresa

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Em 8 de janeiro de ******* comprei um colchão "Maranelo" da empresa Latex Foam, com garantia de 10 anos. Entendi que, ao menos por 10 anos, eu poderia contar com um colchão que não me fizesse perder o sono, nem acordar com dores principalmente nas costas. Aliás, essa era a promessa do produto tido por "top". E a previsão se confirmou, ao menos de início. É que, cerca de 2 anos após a compra, as dores voltaram e o estado do colchão já denunciava algum tipo de problema ligado à fabricação do produto. Fiz algumas ligações já àquela época, mas diante do não encontro da nota fiscal entre outros problemas, acabei protelando, deixando o tempo passar. Contudo, as dores se intensificaram, assim como o desconforto. Em razão disso, recentemente, procurei novamente a empresa. Desta vez, não exigiram a nota fiscal, tendo pedido que eu fizesse fotografias do colchão. Após eu fazer as imagens e eles constatarem a anormal curvatura, lembraram-se da nota fiscal e então passaram a exigi-la para o prosseguimento das tratativas. Em novas buscas, consegui localizar a nota fiscal. Para meu espanto, porém, após localizada a nota, passaram a exigir que eu resolvesse o problema com a loja que vendeu o produto. Abro parênteses para explicar que adquiri o colchão diretamente da Fábrica, em Santa Catarina, por telefone. Eles indicaram uma conta e eu depositei o valor. Não houve intermediação nenhuma. Insisti então que resolvessem o impasse, pois, como dito, não comprei de um intermediário. Após muita insistência, acabaram por admitir sua responsabilidade, mas para dizer que eu não tinha direito à troca do colchão porque a depressão era inferior a 10% (e isso seria aceitável diante das normas da ABNT). Enfim, a depender da fabricante, devo continuar usando um colchão que não me fornece nenhum conforto e, como corolário, é a causa de minhas dores nas costas.

Em resumo, a fábrica, num primeiro momento, lá em *******, não me atendeu porque eu não tinha nota fiscal. Recentemente, esquecendo-se da nota fiscal, atendeu-me e constatou a curvatura no colchão. E quando constatou o defeito, determinou que eu entrasse em contato com a revendedora. Convencida de que eu comprei diretamente da fábrica e não de revendedora, houve por bem a fabricante atender-me, mas para dizer que eu não fazia jus a um colchão adequado porque 10% de depressão seria aceitável.

Então, pergunto: a) qual a verossimilhança dessa conclusão se nas oportunidades anteriores os vícios tinham sido reconhecidos e a exigência da fabricante é que eu buscasse a solução na revendedora?; b) como acreditar na resposta da fabricante se por várias vezes ela buscou apenas se esquivar de sua responsabilidade?; c) como acreditar no diagnóstico de que a depressão seria inferior a 10% se não houve avaliação física do colchão?; d) por que a depressão era significativa quando a responsabilidade seria cobrada da revendedora e passou a ser insignificante quando a responsabilidade recaiu na fabricante?

Enfim, digo que essas perguntas são retóricas, pois tanto eu como a empresa sabemos as respostas, principalmente porque as imagens do colchão indicam até ao leigo que a curvatura é muito superior a 10%; aliás, acredito que os leitores desta msg também podem tirar suas próprias conclusões (para esse fim, segue fotografia do colchão).

O que sei e posso afirmar é que a compra desse colchão trouxe-me severos aborrecimentos e a ausência de providência por parte da fabricante, aliada às suas evasivas e esquivas, provocam-me dissabores além do razoável, além de me tomarem tempo em demasia de forma inútil, autorizando-me à propositura de ação inclusive para ser indenizada pela Teoria do Desvio Produtivo, no mínimo.

Entendo que seria mais adequado à fabricante e menos prejudicial aos seus próprios interesses resolver a questão extrajudicialmente, mas asseguro que levarei esse caso às últimas consequências se não tratada com o mínimo de respeito e sem atentados a meu discernimento.

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Resposta da empresa

27/04/2020 às 09:49

Prezada Sra. Patricía, conforme seu relato desde o começo a Sra. está insistindo que comprou o produto diretamente na fábrica em Santa Catarina, porém não apresentou a nota fiscal de compra na época, motivo este de não termos dado seguimento a sua assistência conforme a Sra mesmo mencionou. Em ******* transcrevo suas palavras Convencida de que eu comprei diretamente da fábrica e não de revendedora nos apresentou posteriormente uma nota fiscal de venda de uma empresa de São Paulo cito NF ******* emitida por Colchão Center, razão social Pompilio Comércio de Colchões Ltda ME. O seu próprio histórico está controverso, alega que comprou da fábrica e apresenta nota fiscal de compra em outra loja. A loja ao qual a Sra. apresentou a nota fiscal de venda posterior nunca adquiriu nossos produtos.
Nós pedimos desculpa, mas a garantia é clara , somente será coberta por produto ao qual tenha nota fiscal que comprove a origem da venda, caso contrário poderá ser negada por não preencher os requisitos legais para assegurar-lhe a garantia. Sendo assim, a origem da compra não foi comprovada.
Espero que possamos encerrar este assunto, pois seus próprios comentários se contradizem e estão prejudicando a seriedade de nossa empresa.
Att. Colchões Latex Foam

Réplica do consumidor

15/05/2020 às 02:58

Recentemente, apresentei reclamação contra LATEX FOAM porque, a princípio, recusaram cobertura da garantia porque eu não tinha a nota fiscal; ao localizar a nota fiscal, recusaram a cobertura porque teria de resolver o problema com uma INTERMEDIÁRIA; superado isso, disseram que não poderiam dar garantia porque a deformação era inferior a 10%.

É um breve resumo.

Nesse breve resumo, veem-se claramente 3 evasivas contraditórias da empresa: 1) não tem garantia porque não tem nota fiscal; 2) encontrada a nota fiscal não atem garantia porque tem de resolver com intermediário; 3) superado isso não tem garantia porque não tem defeito...

E o mais curioso, em sua resposta, a empresa diz: Espero que possamos encerrar este assunto, pois seus próprios comentários se contradizem e estão prejudicando a seriedade de nossa empresa.

A contradição, para o bom leitor, não está no relato da reclamante. A contradição está no comportamento claudicante da empresa. Sempre que superado um óbice, a empresa apresenta outro para evitar o cumprimento de sua obrigação.

Isso claramente vai ter de ser resolvido no Poder Judiciário.

Mas a empresa não pode acreditar que respostas toscas como essas podem ficar impunes.

A CONTRADIÇÃO está no comportamento da empresa.

A reclamante comprou o colchão através da internet. No site da empresa, a autora teve acesso ao formulário respectivo e o preencheu, tendo depositado o valor correspondente na conta indicada. A reclamante recebeu o colchão fabricado pela empresa após esse procedimento E JAMAIS PODERIA SER RESPONSABILIZADA PELO QUE ESTÁ ESCRITO NA NOTA FISCAL. Não foi a reclamante quem redigiu a nota fiscal e se lá consta como vendedora empresa diversa da fabricante isso não pode eximir a fabricante de sua responsabilidade, pois além de TER FABRICADO O COLCHÃO FOI ELA TAMBÉM QUE FABRICOU A NOTA FISCAL!

Portanto, sendo evidente a responsabilidade da fabricante pelo defeito e não tendo interesse em resolver o impasse através do RECLAME AQUI, deverá então se preparar para o processo, infelizmente.

Réplica da empresa

14/07/2020 às 09:56

Olá, bom dia. Entendo todo seu transtorno e infelicidade, todavia temos regras quanto a reclamação da garantia.
1 - A primeira é que ela deve ser solicitada pela revenda em que comprou o colchão, com a nota fiscal de compra, assim a revenda pode validar que não foi um venda de showroom ou outro caso que poderia descaracterizar o direito a garantia.
2 - O produto deve respeitar as condições para ter o direito da garantia, segundo o certificado e as normas da ABNT, e ser verificado presencialmente para averiguação da situação.

Todavia, devo esclarecer uma questão: Nós nunca tivemos venda online até 10/04/******* (que no caso ainda não efetivou nenhuma venda de colchões online ou via internet até 15/05/*******), nossas vendas eram somente para lojistas via representante, nunca para cliente final.

Outra situação seria que em nossos registros não constam sua compra, por isso não foi feita conosco no dia 12/12/******* como relata em seu e-mail. Todavia foi analisado pela sua nota fiscal de 08/01/******* enviada posteriormente, divergindo da data informada, que comprou em outro estabelecimento.

Também nunca permitimos nossos lojistas fazerem venda online até esse o ano de *******, que resolvemos ampliar nosso mercado e modificamos nosso política, por motivos de garantir qualidade na entrega aos clientes pessoa física.

No mais, esperamos que de alguma forma possamos resolver essa questão.
att

Réplica do consumidor

19/07/2020 às 00:45

A LATEX FOAM entende que o consumidor deve procurar um intermediário para resolver o problema de um colchão que ela produziu; refere que ela não vendeu o colchão, pois na época não fazia venda direta.

Como se vê, a LATEX FOAM, que se diz uma empresa séria, tenta ESQUIVAR-SE de sua obrigação de reparar defeito de fabricação com alegações que contrariam o Código de Defesa do Consumidor.

Essa questão que poderia ser resolvida facilmente na via administrativa, infelizmente será mais uma causa a abarrotar o Judiciário...