UNIDADE SJCAMPOS - PESSIMA EXPERIENCIA E TOTAL FALTA DE SUPORTE AO CONSUMIDOR

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São José dos Campos - SP

14/07/2026 às 11:47

ID: 253872095

Minha filha estudou no Colégio Legacy por aproximadamente 45 dias. Foram apenas 45 dias, mas suficientes para transformar o que deveria ser um ambiente de acolhimento e aprendizado em uma experiência extremamente frustrante para toda a nossa família.

Desde os primeiros dias de aula, os problemas começaram a surgir. Em vez de voltar para casa feliz, motivada e contando sobre as descobertas da escola, minha filha retornava frequentemente triste, frustrada e, em diversas ocasiões, chorando (uma menina de 12 anos). Como mãe, era extremamente doloroso perceber que ela estava perdendo o entusiasmo de estudar.

Nossa expectativa ao escolher a instituição era proporcionar um ambiente seguro, organizado e alinhado aos valores que acreditamos. Infelizmente, encontramos uma realidade completamente diferente.

Logo no início enfrentamos atrasos injustificáveis na entrega do material didático. Mudanças e mais mudanças na grade de horários e professores. O mais revoltante é que, mesmo tendo permanecido na escola por um período muito curto, continuo pagando até hoje por materiais que chegaram semanas após o início das aulas e que praticamente não foram utilizados pela minha filha. Pagar por algo que não pôde ser aproveitado aumenta ainda mais a sensação de desrespeito com o consumidor.

Além das falhas administrativas, passamos a observar situações que nos deixaram profundamente preocupados em relação à condução pedagógica.

Um episódio marcante ocorreu durante uma aula de Homework. Segundo o relato da minha filha, a professora iniciou uma conversa sobre sua vida pessoal após utilizar a expressão Nossa, que divo ao elogiar um aluno. A partir desse momento, comentou que morava com três meninas e três homens gays e que todos costumavam se chamar de divo e diva. A conversa evoluiu para perguntas feitas pelos próprios alunos sobre a vida pessoal da professora, incluindo questionamentos sobre orientação sexual de pessoas com quem ela morava. Em determinado momento, um aluno perguntou se uma das meninas era lésbica, recebendo como resposta: Não, ainda não, todo mundo gosta da mesma fruta.

Independentemente da opinião de cada família sobre esse tema, entendo que esse tipo de conversa não fazia parte do conteúdo da aula nem era apropriado para crianças daquela faixa etária. Minha filha chegou em casa assustada com o ocorrido, assim como outros colegas que, segundo ela, preferiram até mudar o foco da atenção enquanto a conversa continuava.

Esse episódio reforçou uma preocupação que já vínhamos tendo em relação ao preparo e ao direcionamento de algumas situações em sala de aula.

O que mais entristece é perceber que nossa insatisfação nunca esteve relacionada a um único fato isolado. Foi o conjunto de acontecimentos, atrasos, falta de organização, dificuldades de comunicação, episódios em sala de aula e a constante sensação de que nossas preocupações não eram acolhidas, que nos levou à difícil decisão de retirar nossa filha da instituição em pouco mais de um mês de aulas.

Mesmo após sua saída, buscamos resolver tudo de maneira respeitosa. Nossa primeira opção nunca foi expor a escola publicamente. Tentamos o diálogo diretamente com a instituição e, posteriormente, constituí um advogado para buscar uma solução extrajudicial, inclusive quanto ao estorno dos valores pagos e não utilizados.

Infelizmente, nem mesmo por intermédio do advogado houve retorno efetivo por parte da instituição, impossibilitando qualquer tentativa concreta de acordo. Diante da ausência de diálogo, restou-nos recorrer aos meios públicos para registrar nossa insatisfação.

Escrevo este relato, pois acredito que outras famílias têm o direito de conhecer a experiência que vivemos antes de tomar uma decisão tão importante quanto escolher o local onde seus filhos passarão boa parte da infância.

Como mãe, deixo este registro com a esperança de que nenhuma outra família precise enfrentar a mesma frustração que enfrentamos.

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Resposta da empresa

20/07/2026 às 09:21

Olá, Michelly! Tudo bem?

Recebemos seu relato com muita atenção e lamentamos sinceramente que a experiência vivida por sua filha e por toda a sua família tenha sido tão difícil. Sabemos o quanto a escolha de uma escola envolve confiança, expectativas e o desejo de proporcionar um ambiente acolhedor, seguro e estimulante para os filhos.

Sua manifestação será tratada com a máxima seriedade. Vamos apurar cuidadosamente todos os pontos apresentados, ouvindo as pessoas envolvidas e analisando cada situação com o rigor e a responsabilidade que o caso exige.

Nosso compromisso é oferecer um ambiente de respeito, aprendizado e desenvolvimento para nossos alunos, e toda manifestação como a sua é considerada uma oportunidade para avaliar nossos processos e buscar melhorias.

Agradecemos por dedicar seu tempo para compartilhar sua experiência. Permanecemos à disposição, por meio de nossos canais oficiais, caso deseje acrescentar mais informações ou esclarecer algum ponto durante o processo de apuração.

Cordialmente,
Flávia Calazans

Réplica da empresa

27/07/2026 às 14:36

Olá, Michelly.

Mais uma vez, peço sinceras desculpas pelo ocorrido. Esse comportamento não reflete o padrão da nossa escola e está totalmente desalinhado da experiência que desejamos proporcionar aos nossos alunos e suas famílias.

A Direção Geral da Franqueadora tomou ciência dos fatos, notificou a unidade de São José dos Campos e teve a informação de que a professora envolvida foi desligada imediatamente após o ocorrido.

Estamos revisando nossos processos internos para garantir que situações como esta jamais se repitam. A Legacy é uma instituição confessional que preza rigorosamente pelos princípios e valores cristãos, pela ética e pelo cuidado integral com cada criança.

Atenciosamente,

Flavia Calazans