Vícios ocultos não sanados de forma amigável

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Pedro Leopoldo - MG

31/08/2024 às 17:09

ID: 196410215

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Em 06 de março de ******* adquiri junto a Empresa Leo comércio de Automóveis Eireli (Leo Automóveis) um Jeep Compass Limited diesel *******/*******, com aproximadamente 46 mil quilômetros rodados.

Desde logo, friso que a atenção e disponibilidade do Leo foram ímpares.

Fato é, no entanto, que desde a aquisição do Compass uma série de vícios ocultos se manifestaram e seguem surgindo, todavia, sem que tenhamos conseguido resolver a contenda amigavelmente.

Dentre os vícios, o mais grave encontra-se no câmbio do veículo, o qual, embora desde o início devesse ter sido substituído, uma vez que não se fornecem peças de reposição internas originais, em primazia ao bom senso e com fito a minimizar o prejuízo suportado pelo Leo, o mesmo fora levado a uma oficina determinada por ele, denominada Automática (câmbio automático), a qual deixou claro que utilizaria peças paralelas para efetivar o necessário reparo.

Neste aspecto, cumpre destacar a terrível experiência vivida junto à aludida oficina. Esta entregou-me o veículo completamente desalinhado e sem condições de rodagem segura, de modo que, ao levar ao alinhamento (comprovado mediante relatório), fui indagado se meu veículo havia sofrido alguma colisão, vez que o caster, cambagem, angulação de rodas, enfim, tudo estava fora do padrão minimamente aceitável. Tive, então, de custear o serviço de alinhamento para que fosse sanado o primeiro problema gerado pela oficina referenciada pelo Leo.

Como se não bastasse, embora desconheça a exata causa, acredita-se que o porta-malas tenha sido utilizado para o armazenamento ou transporte de itens que o danificaram substancialmente, ou seja, os acabamentos plásticos encontravam-se severamente avariados. Não bastante, o para-choque dianteiro, pouco abaixo do farol, foi também danificado mediante um arranhão que se estende desde o início do farol até praticamente o término do para-choque.

Ressalta-se, ainda, que foi necessária a intervenção do lojista para que o óleo utilizado no câmbio fosse o original, ainda que estes já tivessem sido adquiridos junto à JEEP Valence por mim e deixados no veículo. Ou seja, note, ainda em se tratando de garantia, cedi itens originais por mim adquiridos com o intuito de reduzir os custos para o Leo.

Fato é que, mesmo após a manutenção, no dia em que busquei o veículo na oficina, senti que o problema persistia, pedi a comprovação de um mecânico de confiança que atestou a supracitada permanência. Ao questioná-los, disseram ser meramente o suporte do câmbio e, mais uma vez, com fito a resolver amigavelmente, aceitei a suposta solução, frisa-se que inclusive na Jeep, foi aventada a hipótese, porém, precisariam realizar a desmontagem para diagnóstico preciso.

Ocorre que, quando questionado sobre a permanência do problema e a resolução dos danos causados em meu veículo, o proprietário da referida oficina (Automática) foi extremamente deselegante, rude e grosseiro, culminando na total quebra de fidúcia em toda e qualquer prestação de serviços por sua parte.

******* que a oficina referenciada pela Automática, a fim de solucionar os danos causados ao porta malas, quando da desmontagem das peças, danificou outro item do veículo, o banco traseiro, rasgando-o e, num primeiro momento, acusando-me de inventar o dano, uma vez que o mesmo já existia (felizmente possuía uma filmagem do dia anterior demonstrando exatamente quais as condições de todos os itens, ainda que periféricos, que poderiam sofrer intervenção), todavia, poucos minutos após, em ligação telefônica, reconheceram ter causado o dano e assumiram a responsabilidade de repará-lo.

Todo este resumo, refere-se apenas ao dano constatado no câmbio, todavia, brevemente, friso que outros itens importantes também apresentaram problemas. Ficando este que narra a situação por longos períodos sem qualquer carro, valendo-me de empréstimos, no que tange ao veículo pertencente aos meus pais, para me locomover, a depender, claro, de sua disponibilidade.

Ocorre que, assim como na primeira vez em que o câmbio apresentou problemas, em uma viagem a trabalho de Belo Horizonte a Goiânia, indicando tratar-se da falha P1DB7-00, novamente e, coincidentemente, em nova viagem a trabalho, com mesmo itinerário, apenas 3 meses após o reparo realizado na oficina indicada pelo Leo, o câmbio sinalizou novo problema, desta vez, entrando o veículo em modo de segurança e me deixando exposto a um curto acostamento na estrada. Ao proceder a novo escâner, a fim de verificar a falha, eis a surpresa, P1DB7-00, note, exatamente a mesma falha rastreada inicialmente.

Ou seja, por consectário lógico, a suspeita, evidenciada e documentada desde a retirada do veículo da oficina referenciada pelo Leo, verificou-se verdadeira, logo, o vício oculto persistiu, submetendo-me a uma situação, além de desconfortável e desagradável, perigosa, vez que vi-me impedido de trafegar em rodovia movimentada.

Diversas foram as tentativas de solução consensual para a questão, as quais elenco abaixo:

1) Recompra do Compass acrescida de perdas e danos;
2) Troca do Compass por outro veículo pertencente ao estoque da loja, com volta monetária minha (se o veículo possuísse valor superior) ou dele (caso possuísse valor inferior);
3) Que o Compass fosse levado a Jeep para que assim fossem TODOS os vícios sanados;
4) Que o veículo fosse levado à minha oficina de confiança para substituição do câmbio, o qual seria feito a base de troca com valor consideravelmente inferior a um 0km;
5) Propus ainda assumir, ou seja, rasgar os R$ 7.*******,00 pagos a Automática a fim de que este prejuízo não recaísse sobre o Leo, uma vez que foi este o argumento usado para declinar as demais propostas.

Ainda assim, todas as propostas foram recusadas, não restando a mim, outra alternativa senão a judicialização da celeuma.

Friso, por transparência, que o Leo se dispôs a novamente levar o veículo à Automotiva (oficina que, além de não resolver o problema, me causou diversos outros), todavia, tal sugestão não foi aceita, uma vez que inexiste fidúcia e credibilidade no serviço prestado, além do constrangimento psicológico e emocional quando e pela forma hostil pela qual fui tratado.

Devo ainda mencionar que todas as manutenções foram feitas de forma preventiva no veículo, a exemplo, mas não se limitando a: troca da bomba dágua, kit de correias e tensores, óleos, fluidos, filtros, até mesmo os limpadores de para-brisa, enfim, incontestavelmente tudo foi feito de forma a zelar pelo bom cuidado ao bem adquirido. Todas as referidas peças, dentre outras não mencionadas, foram compradas na Jeep Valence, ou seja, absolutamente todas as peças mecânicas são originais (comprovadas mediante notas).

Infelizmente, esta foi a minha experiência ao realizar um sonho junto ao Leo Automóveis, transmutando-se em verdadeiro pesadelo. Por diversos momentos fiquei sem meu veículo, entre um reparo e outro, vi-me frustrado com os sucessivos problemas e consequentes gastos, etc. Todavia, por sensatez e justiça, renovo meu apreço e respeito pessoal pelo Leo, entretanto, vejo como desarrazoada e, de certa feita, egoísta sua postura ao não se sensibilizar com meu caso, com a forma como agi a todo momento e não aceitar uma das plausíveis alternativas propostas, forçando-me a judicializar a questão.


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