Pneu novo rasgou em apenas 6 dias e fui tratada com deboche pela atendente da loja.

Em réplica
São Paulo - SP
27/07/2026 às 20:35
ID: 254980243
No dia 21/07, compareci à Léo Pneus para realizar a troca dos pneus do meu veículo. A intenção era comprar apenas 3 pneus, pois o quarto pneu eu já possuía. Era um pneu praticamente novo, em excelente estado, sem qualquer avaria.
Durante a montagem, justamente esse pneu acabou rasgando. O próprio Léo, proprietário da loja, reconheceu o ocorrido e se prontificou a resolver a situação, inclusive oferecendo fazer um remendo. Porém, por estarmos falando de um item de segurança, optamos por não correr riscos e compramos um quarto pneu novo. Naquele momento não reclamamos, não discutimos e nem cobramos nada. Entendemos que imprevistos podem acontecer e seguimos em frente, confiando na loja, da qual já éramos clientes.
Vale destacar que esse veículo não é de uso diário. É um carro de projeto, utilizado apenas em eventos. Ou seja, praticamente não roda.
No dia 27/07, apenas seis dias após a compra, utilizamos o veículo novamente. Foi praticamente uma única saída. Ao chegarmos em casa tivemos uma surpresa absurda: um dos pneus novos havia rasgado completamente de fora a fora.
Não foi um simples furo.
Não foi um corte pequeno.
Não foi desgaste.
Foi um rasgo completo em um pneu com apenas uma semana de uso.
Como era o pneu traseiro, meu marido não percebeu imediatamente. Apenas ao estacionar vimos que o carro estava praticamente apoiado sobre a roda. Como consequência, além da perda total do pneu, a roda sofreu uma trinca e diversos amassados, prejuízo que jamais teria acontecido se o pneu não tivesse apresentado esse problema.
Imediatamente retornamos à loja buscando uma solução. E faço questão de deixar claro que nem sequer cobramos o prejuízo da roda. Nosso objetivo era apenas resolver a situação do pneu comprado há menos de uma semana.
Foi então que fomos atendidos pela funcionária Laila.
Sinceramente, foi um dos piores atendimentos que já recebi como consumidora.
Desde o primeiro momento, sua postura foi de total arrogância, desdém e má vontade. Antes mesmo de ouvir toda a situação ou analisar o pneu com atenção, afirmou que aquilo era mau uso e que não existia garantia.
Gostaria de entender como alguém consegue concluir, em poucos minutos, que um pneu com apenas seis dias de uso, utilizado praticamente uma única vez e rasgado completamente de fora a fora, sofreu mau uso.
Em nenhum momento ela demonstrou interesse em entender o que havia acontecido.
Em nenhum momento cogitou a possibilidade de defeito de fabricação.
Em nenhum momento tentou prestar um atendimento digno.
Ela simplesmente decidiu que a culpa era nossa.
Enquanto isso, um dos próprios funcionários da loja, que havia realizado a montagem dos pneus, teve uma postura completamente diferente. Foi educado, prestativo e tentou encontrar alternativas para nos ajudar. Porém, todas as possibilidades eram descartadas pela Laila. Para tudo ela tinha uma negativa. Para tudo havia uma justificativa. Ficou evidente que faltava boa vontade para resolver o problema.
Após muita insistência, ela informou que o pneu poderia ser enviado para análise da fabricante, procedimento que pode levar até 30 dias.
Entendemos perfeitamente que exista esse processo.
O que não aceitamos foi a postura da loja de simplesmente dizer que, durante esses 30 dias, não faria absolutamente nada.
Nenhuma alternativa.
Nenhum pneu provisório.
Nenhum suporte.
Nenhuma tentativa de minimizar o transtorno.
Afinal, eu comprei o pneu da fabricante ou da Léo Pneus?
Quem vendeu o produto foi a loja. O mínimo esperado era algum comprometimento com o cliente enquanto a análise fosse realizada.
Como se isso já não bastasse, a própria funcionária ainda disse que, se não estivéssemos satisfeitos, procurássemos os nossos direitos.
É exatamente isso que estamos fazendo.
O momento mais revoltante aconteceu quando desmontaram o pneu da roda e constataram que ela havia trincado.
A reação da Laila foi rir.
Ela riu da situação e, em tom de deboche, disse que havia encontrado o problema, insinuando que a trinca da roda seria a causa do rasgo do pneu.
Isso simplesmente não corresponde aos fatos.
A roda estava perfeita antes do ocorrido.
A trinca foi consequência do pneu rasgado, não a causa.
Mesmo assim, ela registrou essa informação no laudo de garantia como se a roda tivesse provocado o problema, invertendo completamente os acontecimentos.
Além disso, ainda fez comentários irônicos pelo fato de a roda ser reformada, como se isso justificasse alguma coisa.
Todo o atendimento foi marcado por deboche, ironia, falta de educação e total desinteresse em resolver o problema.
Faço questão de deixar claro que essa reclamação não é contra o Léo. Sempre fomos muito bem atendidos por ele. Sempre foi educado, prestativo e demonstrou preocupação com os clientes. Infelizmente, ele não estava presente naquele dia.
Por isso mesmo, acredito que ele sequer tenha conhecimento da forma como alguns clientes estão sendo tratados.
Porque, sinceramente, uma funcionária com esse tipo de postura compromete completamente a imagem da empresa. Ela consegue destruir em poucos minutos a confiança que um proprietário leva anos para construir.
Saímos da loja sem solução, com um pneu perdido, uma roda danificada, um evento próximo sem saber como participar e, principalmente, com a sensação de que nosso problema foi tratado com total desrespeito.
Um produto pode apresentar defeito. Isso acontece.
O que diferencia uma empresa é a forma como ela trata o cliente quando o problema aparece.
Infelizmente, o que encontramos na Léo Pneus foi exatamente o oposto: deboche, falta de empatia, falta de comprometimento e uma completa ausência de vontade em resolver a situação.
O que esperamos da empresa é uma solução justa para o problema, além de uma apuração sobre a conduta da funcionária responsável pelo atendimento. Nenhum consumidor merece ser tratado da forma como fomos.
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Resposta da empresa
30/07/2026 às 23:48
Olá! Gostaríamos de esclarecer os fatos para que todos tenham a versão correta do que aconteceu.
O pneu em questão apresentou um rasgo completo porque rodou vazio, e não por falha de fabricação. Essa situação ocorreu devido a uma trinca na roda, que já havia sido reformada anteriormente e, por ser muito fina e estar montada com pneu esticado, exige um cuidado extremo com a calibragem.
Esclarecemos também que, desde o primeiro atendimento, informamos que o pneu precisaria ser enviado para a análise da fábrica, seguindo o procedimento padrão de garantia, mas o cliente recusou-se a compreender essa diretriz.
Além disso, a postura do cliente foi de insistência em exigir a troca imediata e, diante da nossa postura firme e profissional, proferiu ameaças de difamação contra a nossa empresa.
Salientamos que todos os nossos procedimentos seguem as normas de segurança e as exigências do fabricante, prezando sempre pela transparência e respeito em nosso atendimento.
Atenciosamente,
Léo Pneus
Réplica do consumidor
31/07/2026 às 11:10
A resposta da empresa, infelizmente, não reflete o que realmente aconteceu. Em vez de reconhecer os fatos, preferiu construir uma narrativa para afastar qualquer responsabilidade e transferi-la integralmente ao cliente.
Se a roda reformada realmente fosse incompatível, inadequada ou representasse qualquer risco para a instalação do pneu, por que a própria empresa realizou todo o serviço? Foram vocês que desmontaram, montaram, instalaram os pneus, colocaram as válvulas, fizeram a calibragem e entregaram o veículo como se estivesse tudo em perfeitas condições. Em nenhum momento fomos orientados sobre qualquer incompatibilidade, risco ou impedimento. É muito fácil, depois que o problema acontece, tentar transformar a roda na culpada.
Aliás, a própria resposta cita a calibragem como um dos fatores relacionados ao ocorrido. Quem calibrou os pneus? A própria Léo Pneus. O veículo saiu da loja montado, calibrado e liberado pela equipe de vocês. Não houve qualquer alteração feita por nós entre a retirada do veículo e o dia do problema. Portanto, se a calibragem realmente tivesse qualquer relação com o ocorrido, ela fazia parte do serviço executado pela própria empresa. Utilizar esse argumento apenas reforça que todos os procedimentos iniciais estavam sob responsabilidade da loja.
A roda não causou o problema. A roda foi vítima dele. O pneu rasgou completamente e, como consequência, o veículo ficou apoiado sobre a roda, causando a trinca e os danos. Ou seja, além do prejuízo com um pneu comprado há apenas seis dias, ainda tivemos o prejuízo da roda. O dano foi dobrado.
Outro ponto contraditório é afirmar com tanta convicção que a causa do problema já estava definida e, ao mesmo tempo, informar que o pneu seria enviado para análise da fabricante. Afinal, a análise era necessária ou vocês já tinham certeza absoluta da causa? As duas afirmações não fazem sentido juntas.
O que mais causa indignação, porém, não é nem o problema com o pneu. Problemas podem acontecer em qualquer empresa. O que torna essa situação inaceitável é a forma como fomos tratados pela funcionária Laila.
Desde o primeiro momento, a postura dela foi marcada por arrogância, deboche, falta de educação e total ausência de boa vontade. Em nenhum momento houve interesse em ouvir, compreender ou buscar qualquer alternativa. Pelo contrário, a impressão era de que a única preocupação era encontrar uma justificativa para que a empresa não assumisse absolutamente nenhuma responsabilidade.
Enquanto um funcionário da própria loja tentava ajudar e buscar uma alternativa, a Laila fazia questão de descartar qualquer possibilidade. Chegou, inclusive, a expor o próprio colega de trabalho na frente dos clientes, em vez de agir com profissionalismo. Também foi ela quem, ao constatar a trinca na roda, passou a utilizar esse fato como justificativa para todo o ocorrido, ignorando completamente que a roda somente sofreu esse dano porque o pneu já havia rasgado. Além disso, ainda tratou a situação com ironia e deboche, postura totalmente incompatível com quem trabalha diretamente com atendimento ao público.
Também não procede a afirmação de que fizemos ameaças. Em momento algum ameaçamos a empresa. Apenas informamos que, diante da falta de solução e da forma como estávamos sendo tratados, procuraríamos os meios legais e relataríamos publicamente a experiência vivida, direito garantido a qualquer consumidor. Inclusive, quando solicitamos a documentação para exercer esse direito, a própria Laila dificultou o acesso, criando mais um obstáculo em uma situação que já era desgastante.
Depois de relatar o ocorrido para outras pessoas, fiquei surpresa ao descobrir que muitas já conheciam esse tipo de postura. Infelizmente, a sensação é de que não se trata de um caso isolado. O que deveria ser exceção acaba parecendo um padrão: negar qualquer responsabilidade, transferir a culpa ao consumidor e responder aos problemas com falta de respeito.
A resposta publicada pela empresa apenas reforça aquilo que relatei desde o início. Em nenhum momento houve um pedido de desculpas pela forma como fomos tratados. Em nenhum momento houve o reconhecimento da postura adotada durante o atendimento. Preferiram elaborar uma resposta tentando justificar todos os acontecimentos e atribuir integralmente a responsabilidade ao cliente.
Continuo sustentando cada palavra da minha avaliação. O maior problema nunca foi apenas um pneu que apresentou defeito. Foi a forma como toda a situação foi conduzida. Respeito, educação, empatia e boa vontade não dependem de garantia, fabricante ou procedimento interno. Dependem exclusivamente de quem escolhe trabalhar com pessoas. E foi exatamente isso que faltou durante todo o atendimento.