Divergência na Compensação de Energia Elétrica: Alexandria Cobra Baseado em 712 kWh Compensados, Mas Energisa Registra Apenas 43 kWh na Fatura de Abril

Não resolvido
Pimenta Bueno - RO
24/04/2026 às 20:35
ID: 246905997
Alexandria cobrou 712 kWh de energia compensada, mas a Energisa registrou apenas 43 kWh na fatura de abril.
Contratei a Alexandria Tecnologia e Desenvolvimento / Alexandria Energia para participar do sistema de compensação de energia elétrica, com promessa comercial de economia na conta de luz, desconto de 10%, ausência de taxas e cobrança vinculada ao consumo reduzido por créditos de energia.
**Dados do titular e da unidade consumidora:**
Titular: *********
CPF: *********
Concessionária: **Energisa Mato Grosso do Sul**
Código do Cliente: *********
Código da Instalação: *********
Unidade vinculada no contrato/proposta Alexandria: *********
Código Alexandria: *********
O contrato/proposta foi assinado em 31/01/2025, dentro do prazo de validade da proposta comercial, que constava até 07/02/2025. Portanto, a reclamação não é sobre a validade do contrato, mas sim sobre a execução do serviço, a cobrança realizada e a ausência de correspondência entre o que a Alexandria afirma ter entregue e o que efetivamente aparece compensado na fatura da Energisa.
Na proposta comercial, foi ofertado **10% de desconto**. O próprio contrato também estabelece que a contribuição mensal deve ser apurada com base nos créditos de energia efetivamente compensados/consumidos pela unidade consumidora.
O problema principal ocorreu na fatura de **abril/2026**.
Na fatura real da Energisa MS referente a **abril/2026**, constam os seguintes dados técnicos:
* Referência: **abril/2026**
* Vencimento: **16/04/2026**
* Código do Cliente: *********
* Código da Instalação: *********
* Consumo registrado: **1.450 kWh**
* Total a pagar na Energisa: **R$ 1.712,12**
* Energia Ativa Injetada GDI registrada: **apenas 43 kWh**
* Valor compensado pela energia injetada: **R$ 37,75**
* Leitura anterior: **06/03/2026**
* Leitura atual: **06/04/2026**
* Período de faturamento: **31 dias**
* Próxima leitura: **07/05/2026**
Ou seja, na fatura real da concessionária, a compensação de energia foi de apenas **43 kWh** sobre um consumo total de **1.450 kWh**.
Isso representa somente aproximadamente **2,97%** do consumo em kWh.
Em valor, a compensação foi de apenas **R$ 37,75** sobre uma fatura de **R$ 1.712,12**, o que representa cerca de **2,20%** do valor total da fatura, muito abaixo da economia/desconto de 10% prometida comercialmente.
Ocorre que a fatura emitida pela Alexandria informa algo completamente diferente.
Na fatura da Alexandria, constam os seguintes dados:
* Código Alexandria: *********
* UC/Cód. Instalação informado pela Alexandria: *********
* Vencimento da fatura Alexandria: **07/04/2026**
* Mês de referência informado: **02/2026**
* Data de emissão: **25/03/2026**
* Somente com a Energisa MS você gastaria: **R$ 625,20**
* Com a Lex você economizou: **R$ 62,52**
* Total a pagar à Alexandria: **R$ 562,68**
* Informação exibida pela Alexandria: **Você consumiu 712 kWh de energia limpa**
* Informação adicional: **Seu consumo mensal aumentou em 106 kWh**
O cálculo da Alexandria aparenta ser:
**712 kWh x R$ 0,878100 = R$ 625,20**
**10% de desconto = R$ 62,52**
**Total cobrado = R$ 562,68**
Entretanto, a fatura real da Energisa de abril/2026 não demonstra compensação de 712 kWh. Ela demonstra apenas **43 kWh** de energia injetada/compensada.
A diferença é de:
**712 kWh informados/cobrados pela Alexandria**
menos
**43 kWh efetivamente compensados na Energisa**
= **669 kWh de divergência**
Em valores aproximados:
**669 kWh x R$ 0,878100 = R$ 587,45**
Portanto, a Alexandria cobrou como se tivesse entregue/compensado aproximadamente **712 kWh**, mas a fatura da Energisa demonstra apenas **43 kWh** compensados. Isso significa que cerca de **94% dos créditos considerados pela Alexandria não aparecem refletidos na fatura real da concessionária**.
Se a cobrança fosse proporcional aos créditos efetivamente compensados na Energisa, considerando os mesmos critérios da própria Alexandria, o cálculo seria aproximadamente:
**43 kWh x R$ 0,878100 = R$ 37,75**
Aplicando 10% de desconto:
**R$ 37,75 - 10% = R$ 33,98**
Ou seja, se apenas 43 kWh foram efetivamente compensados, a cobrança proporcional estimada seria de cerca de **R$ 33,98**, e não **R$ 562,68**.
A diferença aproximada entre o valor cobrado pela Alexandria e o valor proporcional aos créditos efetivamente identificados na fatura da Energisa é de:
**R$ 562,68 - R$ 33,98 = R$ 528,70**
A situação fica ainda mais grave porque, na fatura de **março/2026**, a Energisa registrou compensações relevantes de energia injetada GDI, incluindo **652 kWh** e **736 kWh**, totalizando **1.388 kWh** compensados. Isso demonstra que o sistema já estava ativo e funcionando. Portanto, a falha de abril/2026 não pode ser tratada como simples fase inicial de homologação ou adaptação.
A inconsistência é objetiva:
A Alexandria afirma/cobra como se eu tivesse recebido **712 kWh** de energia limpa/compensada, mas a fatura real da Energisa de abril/2026 registra somente **43 kWh** de energia injetada/compensada.
Além disso, a fatura da Alexandria possui vencimento em abril/2026, mas informa mês de referência **02/2026**, enquanto a fatura real da Energisa questionada é de **abril/2026**. Caso a Alexandria alegue que a cobrança de R$ 562,68 se refere a outra competência, solicito que apresente a conciliação completa, demonstrando exatamente em qual fatura da Energisa os 712 kWh foram efetivamente compensados, com data, competência, quantidade de kWh, valor, saldo anterior e saldo final.
O consumidor não pode ser cobrado com base em uma economia declarada unilateralmente pela Alexandria se os créditos não aparecem efetivamente compensados na fatura da concessionária.
Diante disso, solicito:
1. Explicação formal sobre a divergência entre os **712 kWh** informados pela Alexandria e os **43 kWh** efetivamente compensados na fatura Energisa de abril/2026.
2. Apresentação da memória de cálculo completa da fatura Alexandria no valor de **R$ 562,68**, indicando competência, consumo considerado, tarifa aplicada, créditos enviados, créditos compensados, desconto aplicado e economia real.
3. Apresentação do extrato completo de créditos enviados à Energisa MS, contendo data de envio, mês de referência, quantidade de kWh, data de compensação, saldo anterior e saldo final.
4. Comprovação documental de que os **712 kWh** informados pela Alexandria foram efetivamente compensados em alguma fatura da Energisa.
5. Caso a empresa não comprove a compensação dos 712 kWh, solicito estorno, abatimento ou compensação da diferença cobrada indevidamente, estimada inicialmente em **R$ 528,70**, sem prejuízo de recálculo técnico.
6. Correção das próximas faturas para que a cobrança seja feita apenas sobre créditos efetivamente compensados, conforme previsto no contrato.
7. Suspensão de novas cobranças até que a empresa apresente conciliação clara entre fatura Alexandria e fatura Energisa.
8. Cancelamento sem multa, sem aviso prévio oneroso e sem novas cobranças, caso a empresa não consiga comprovar a entrega efetiva do benefício contratado.
9. Envio de todos os documentos relacionados à unidade consumidora *********, incluindo protocolos, solicitações à Energisa, extrato de créditos, histórico de compensação e demonstrativos de cálculo.
A reclamação não trata de mera insatisfação com valor de fatura.
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Consideração final do consumidor
29/05/2026 às 14:18
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Não
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