Descontinuação abrupta do Emgality - Desrespeito e falta de responsabilidade com pacientes com enxaqueca crônica

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São Paulo - SP
31/08/2026 às 18:29
ID: 257861611
Prezados,
Venho, por meio deste, manifestar minha profunda indignação e revolta com a decisão da Libbs de descontinuar o medicamento Emgality (galcanezumabe) no Brasil, sem qualquer aviso prévio efetivo aos pacientes e à classe médica.
Sou paciente de enxaqueca crônica há mais de 15 anos. Durante todo esse período, convivi com dores debilitantes que afetavam drasticamente minha qualidade de vida, meu trabalho e minha saúde mental. Até que, finalmente, com o uso do Emgality, alcancei o controle total da doença. Pela primeira vez em uma década e meia, tive paz e qualidade de vida. O medicamento foi, literalmente, um divisor de águas na minha existência.
No entanto, fui surpreendida com a notícia de que o produto seria retirado do mercado, sob a justificativa vaga e inaceitável de "atualização do portfólio da companhia". Essa justificativa, além de vaga, é uma afronta inaceitável a todos nós que dependemos desse tratamento contínuo.
A Libbs alega ter comunicado a Anvisa em 04/05/2026, mas onde fica o compromisso com o paciente? A enxaqueca não é uma dor de cabeça passageira; é uma doença neurológica grave, incapacitante e reconhecida pela OMS como uma das condições mais debilitantes do mundo. Não se interrompe o tratamento de uma doença crônica da noite para o dia, deixando os pacientes sem amparo e sem alternativas.
A substituição sugerida (Ajovy) não está surtindo efeito em mim. Há dois meses troquei para ele e, desde então, minhas enxaquecas recorrentes voltaram com força total. Estou novamente refém das dores, sem saber o que fazer, enquanto a Libbs se omite atrás de um eufemismo comercial para justificar a negligência com a saúde da população.
Essa atitude revela uma total falta de compromisso, transparência e responsabilidade social da empresa com os pacientes brasileiros. O direito à saúde é constitucional, e tratamentos de uso contínuo não podem ser simplesmente descartados como se fossem produtos descartáveis.
Diante do exposto, exijo:
1. Uma posição clara e transparente da Libbs sobre os reais motivos da descontinuação;
2. Informações detalhadas sobre qual será o suporte dado aos pacientes que não se adaptarem aos medicamentos alternativos;
3. Que a empresa reconsidere essa decisão ou, no mínimo, que assuma integralmente a responsabilidade pelos danos causados à saúde e à qualidade de vida dos pacientes que confiaram em seu produto.
Aguardo um retorno urgente e uma solução digna para todos nós que fomos abruptamente desassistidos por esta empresa.