Uso de má fé na venda com pessoa idosa

Não respondida
Curitiba - PR
27/07/2026 às 15:26
ID: 254935207
No último dia 23/07/2026, minha mãe realizou uma compra nas Lojas Colombo, em Curitiba/PR, CNPJ *****. Os produtos adquiridos foram uma cama box com colchão, um aspirador de pó e um secador de cabelo.
Durante todo o atendimento, a vendedora ressaltou diversas vezes que a cama box e o colchão possuíam seguro incluso, sem qualquer custo adicional para a cliente. Considerando que minha mãe tem 79 anos e estava acompanhada de minha tia, de 74 anos, ambas ouviram essa informação. Para reforçar a negociação, inclusive, o gerente foi chamado pela vendedora e confirmou que o seguro estava incluído, sem qualquer cobrança extra.
Ao chegar em casa, minha mãe conferiu a documentação da compra e constatou uma situação completamente diferente daquela apresentada durante a venda. Verificou que o preço anunciado do colchão era significativamente inferior ao valor efetivamente cobrado. O valor real do produto era de R$ 1.379,50, porém na nota fiscal foi lançado o valor de R$ 1.734,00, ou seja, houve a cobrança de R$ 354,50 referente ao seguro, exatamente o contrário do que havia sido informado pela equipe de vendas.
Fica o questionamento: como é possível afirmar que o seguro está "incluso", sem custo adicional, e posteriormente embutir esse valor no preço do produto? Trata-se de uma prática que demonstra evidente falta de transparência e induz o consumidor ao erro.
Além disso, o colchão (R$ 1.734,00, parcelado em 5 vezes), somado ao secador e ao aspirador (R$ 359,91), totalizava R$ 2.093,91. No entanto, no caixa foi realizada uma cobrança final de R$ 2.259,75, parcelada em cinco vezes, ou seja, R$ 165,84 a mais, valor cuja origem não foi identificada nem esclarecida.
Dessa forma, foram cobrados indevidamente:
R$ 354,50 referentes ao seguro do colchão;
R$ 165,84 de cobrança sem identificação.
Total cobrado a mais: R$ 520,34.
Minha mãe é contabilista aposentada, sempre foi extremamente cuidadosa com suas finanças e ficou profundamente abalada ao perceber que foi induzida a contratar um serviço que lhe foi apresentado como gratuito. Sentiu-se desrespeitada e enganada pela vendedora e pelo gerente da loja, que afirmaram expressamente que não haveria qualquer cobrança de seguro sobre os produtos.
É inadmissível que consumidores, especialmente pessoas idosas, sejam submetidos a esse tipo de prática. Além do prejuízo financeiro, houve evidente violação da boa-fé, da transparência e do dever de informação previstos no Código de Defesa do Consumidor, causando constrangimento e sentimento de indignação.