Venda casada embutida, cobrança indevida e grosseria do gerente

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Cachoeiro de Itapemirim - ES
02/06/2026 às 14:38
ID: 250354135
Venda Casada Oculta
1. Da Compra e Venda Casada Oculta
No dia *****, fui à filial da Lojas Sipolatti em Cachoeiro de Itapemirim/ES retirar uma TV de 55" decorrente de sinistro de garantia estendida anterior (crédito de R$ 2.499,00). (Observação: Na vitrine o preço era de 2.600.00 e alguma coisa e foi isso que paguei, mas na nota fiscal colocaram o valor de 2.499.00) A vendedora alegou indisponibilidade da mesma marca e exigiu o pagamento de uma diferença de cento e poucos reais por outro modelo de 55". Mesmo contestando a perda de valor do crédito, devido ao cansaço de viagem e problemas de saúde, aceitei pagar.
Ao passar o cartão, solicitei por curiosidade um orçamento de nova garantia. A vendedora chamou o gerente e ambos, simulando simpatia, usaram de persuasão para me distrair. Fragilizada pelo cansaço, consenti com a nova garantia. O valor total lançado no meu cartão foi de R$ 1.362,00.
Ao analisar os papéis em casa, descobri que fui enganada. A loja embutiu de forma oculta, sem me informar ou entregar os produtos: um seguro contra [Editado pelo Reclame Aqui] e furto de R$ 375,00 (constando R$ 300,00 na apólice interna) e dois e-books digitais nos valores de R$ 125,00 e R$ 99,50. Configura-se Venda Casada Oculta (Art. 39, I, CDC) e [Editado pelo Reclame Aqui] contra as relações de consumo (Art. 66, CDC). Na mesma tarde, em nota de eletros anterior, a vendedora já havia embutido outros e-books sem meu aval.
2. Das Ofensas e Ameaça de Expulsão pela Gerência
No dia *****, retornei à loja indignada para exigir o estorno dos seguros e e-books embutidos. Fui direcionada ao gerente que, diante de outros clientes, me chamou para um canto. Ao sairmos do salão, ele tornou-se grosseiro e arrogante, proferindo ofensas e dizendo que eu estava lhe faltando com o respeito, quando na verdade eu é quem fui desrespeitada desde o início, mas ele tentou do início ao fim inverter os papéis, me colocando como agressora ao invés de vítima: "Gostaria de conversar como adulto" para desqualificar e minimizar a minha indignação por ter sido [Editado pelo Reclame Aqui] dentro daquela loja. Fui lá apenas para pegar uma nova TV e saí com uma dívida de 1.362.00 reais e não tinha o direito de ficar chateada e nervosa, pois isso é falta de respeito com o gerente da loja Sipolatti de Cachoeiro de Itapemirim ES
Na mesa, ele ficou folheando o contrato para enrolar. Informei que não precisava ler nada pois exerceria o Direito de Arrependimento de 7 dias (Art. 49, CDC). Ele ironizou: "Ah, então você conhece os seus direitos, né?". Em seguida, subiu o tom e ameaçou chamar a polícia ou o segurança para me expulsar fisicamente da loja por eu exigir meus direitos.
Após ouvir essa grave ameaça de expulsão, decidi ligar imediatamente o gravador do meu celular para registrar a forma abusiva como estava sendo tratada. O áudio gravado em seguida capturou o gerente fazendo hora, tentando inverter a culpa e dizendo que eu falava "asneiras". Então perguntei se os meus direitos, enquanto consumidora eram asneiras? Ele continuou a me desqualificar, inventando que eu era "docente" e que não podia me ensinar a trabalhar para me desestabilizar, mas o que estava em jogo não era a minha profissão e sim os meus direitos que foram atropelados pela loja. Ao fim, sob forte pressão, ele emitiu um Termo de Acordo em branco nas opções e com estorno parcial de R$ 1.262,00 (omitindo o e-book de R$ 125,00 e os eletros), exigindo um rabisco como assinatura.
DOS PEDIDOS E EXIGÊNCIAS
Diante dos fatos, exijo da Ouvidoria Central da Lojas Sipolatti:
O estorno INTEGRAL e imediato de todos os valores lançados indevidamente no meu cartão de crédito, totalizando os R$ 1.362,00 da nota da TV e os R$ 44,90 dos e-books embutidos na nota dos eletrodomésticos.
A anulação de qualquer efeito do Termo de Acordo que fui coagida a assinar em branco na filial.
A apuração interna sobre a conduta do gerente que, antes de eu acionar o gravador, me ameaçou com força policial. O áudio gravado em seguida comprova o tratamento hostil subsequente.
Caso a empresa não realize o estorno por este canal, as provas e o áudio serão encaminhados imediatamente ao PROCON, à Delegacia de Polícia Civil e ao Juizado Especial Cível para ação de Danos Morais.
DA PRÁTICA SUSPEITA DE ALTERAÇÃO DE VALORES E DENÚNCIA AOS ÓRGÃOS DE FISCALIZAÇÃO
Ressalto que este modus operandi não parece ser um fato isolado, mas uma prática comercial recorrente e altamente suspeita desta filial. Não sou a primeira e nem a única a notar isso. Existe uma clara divergência entre o preço que a loja oferece e anuncia verbalmente na vitrine/salão e o valor que eles efetivamente lançam para o produto eletrodoméstico na Nota Fiscal, reduzindo o preço do aparelho no papel sem qualquer explicação ou consentimento do cliente. Essa distorção evidente demonstra que há uma clara irregularidade na emissão dos documentos e na composição dos valores finais cobrados do consumidor.
Diante da gravidade e da habitualidade dessa conduta contraditória, formalizarei uma denúncia detalhada junto ao PROCON e à SENACON (Secretaria Nacional do Consumidor), exigindo que seja aberta uma investigação fiscalizatória rigorosa para apurar o motivo dessa manipulação de valores nas notas e a inserção de cobranças não autorizadas por esta empresa.