Abordagem racista e falta de preparo da equipe na loja Teddy

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São Paulo - SP

22/03/2026 às 15:05

ID: 243982443

No dia 21 de março de 2026, fui vítima de uma abordagem racista nas dependências da loja Teddy, em Caraguatatuba (SP). Esta não foi uma situação isolada, mas o ápice de um comportamento reiterado: em visitas anteriores, já havia notado a vigilância seletiva e os olhares desconfiados da segurança, sempre direcionados a mim.Desta vez, a perseguição foi ostensiva. O segurança da unidade me seguiu por todos os corredores, ignorando o fato de que eu portava uma cesta e selecionava produtos como qualquer outro cliente. Ao questioná-lo diretamente sobre a perseguição, recebi uma resposta evasiva que tentava reduzir um fato concreto a uma "sensação" subjetiva.A situação agravou-se ao solicitar a presença da gerente, Júlia. Em vez de acolher a denúncia e agir com o profissionalismo esperado, a gestão optou pela invalidação, afirmando que eu estava cismada. Tal postura não apenas demonstra o racismo estrutural operante no estabelecimento, como revela a absoluta falta de letramento racial e preparo da equipe para lidar com crises e direitos humanos.Ficou evidente que a empresa não investe em formação antirracista. O padrão de abordagem possui cor, perfil e endereço social bem definidos. É inadmissível que, na posição de consumidora, eu seja tratada como suspeita enquanto utilizo os serviços da loja. Somado a isso, a inexistência de um canal formal de ouvidoria obriga o cliente a expor o caso publicamente para obter qualquer tipo de escuta.Deixo registrado meu profundo repúdio à loja Teddy e à sua conivência com práticas discriminatórias. Situações como esta não são "impressões"; são vivências reais, violentas e passíveis de responsabilização legal. Aguardo um posicionamento oficial da empresa sobre as medidas que serão tomadas em relação ao corpo de funcionários e às suas políticas de abordagem.

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