Sofá entregue é diferente do modelo exposto na loja

Reclamação não resolvida

Não resolvido

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São Paulo - SP

28/09/2020 às 20:43

ID: 112717131

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Em 28/Dez/******* comprei um sofá retrátil, com encosto rebatível e sob medida na loja Luana Estofados da Rua Teodoro Sampaio, cidade de São Paulo. O pagamento foi efetuado à vista, no cartão de crédito, mediante concessão de desconto de 22% frente o preço inicial: preço base de R$9.******* e preço final de R$7.*******. O sofá que comprei tinha encosto para cabeça e o modelo experimentado na loja apresentava um conforto sensacional. Foi esse conforto que me fez fechar a compra sem sair da loja, sem pesquisar em outras lojas e sem avaliar outros modelos. Fui literalmente conquistado pelo conforto de ter um apoio para acomodar minha cabeça como aquele modelo exposto na loja me proporcionava. Pedi para a loja promover uma troca do braço do sofá, colocando o braço de outro modelo que eles já produziam, ou seja, uma alteração simples.

A entrega ocorreu no dia 29/Jan/*******, antes do prazo informado no ato da compra (05/Fev/*******). Os problemas começaram já NA PRIMEIRA VEZ que me sentei no sofá... Ficou absolutamente evidente que o conforto EM NADA se assemelhava ao modelo que eu havia experimentado na loja. Minha cabeça não ficava acomodada como no modelo exposto na loja, sem "empurrada" para frente ao invés de repousada no encosto. Era tanto desconforto que eu não conseguia usar o sofá por mais de 15 minutos sem ficar com dor no pescoço... Cheguei a pensar que o problema era pelo fato do couro estar muito novo e ainda não ter laceado. Eu sempre tento encontrar as diferentes possíveis causas dos problemas e atacar as mais fáceis primeiro... Por isso, decidi "usar" o sofá por aprox. 3 semanas e ver no que daria. Resultado: não mudou nada. Após esse período de teste, voltei na loja e comuniquei que havia algum problema no sofá que eu tinha recebido, pois o conforto não era o mesmo do modelo exposto na loja. Aproveitando a ida à loja, experimentei o modelo exposto mais uma vez e confirmei que o modelo da loja realmente era diferente, parecia mais baixo e certamente era muito, muito mais confortável se comparado com o sofá que eu recebi... Não sabia exatamente a causa da diferença de conforto, mas era evidente que esse ponto não era igual ao da loja... Comentei com o dono da loja, Sr. Armando, e combinamos que meu sofá seria levado à fábrica para revisão técnica. Mesmo com o transtorno que isso provocaria, aceitei a recomendação com o intuito de ter meu problema resolvido. Combinei que me prontificaria a ir na fábrica para experimentar o sofá após a revisão, mais uma vez demonstrando meu intuito de facilitar a resolução do problema.

Após mais de uma semana na fábrica, fui avaliar o conforto do sofá e percebi que tinham retirado bastante enchimento do estofado. Ou seja, aparentemente, meu sofá saiu da fábrica com uma quantidade demasiada de enchimento e ninguém percebeu... Ou eles não têm um padrão de quantidade de enchimento, ou não verificaram após a realização do trabalho... Enfim, verifiquei que estava menos desconfortável do que antes, mas ficou claro que não estava igual ao modelo de exposição da loja, pois minha cabeça continuava sendo empurrada para frente. Conversei com os técnicos da fábrica e eles disseram que iriam fazer mais alguns ajustes na tentativa de deixar igual ao da loja em termos de conforto.

Após mais alguns dias, recebi meu sofá de volta e pude perceber que não haviam solucionado o problema. Mesmo tendo retirado enchimento do encosto e, em teoria, feito mais alguns ajustes após a minha visita à fábrica, minha cabeça continuava sendo empurrada para frente, não sendo acomodada confortavelmente no encosto como acontecia no modelo exposto na loja.

Após uma semana, retornei na loja para comunicar que não haviam resolvido o problema e para buscar uma nova avaliação. Mais uma vez experimentei o modelo exposto na loja, ficando novamente evidente que se tratava de um encosto muito mais confortável e que acomodava minha cabeça. O dono da loja me comunicou que iria solicitar uma visita do técnico responsável pelo desenho do sofá, com o objetivo de ele verificar se havia alguma solução para meu problema. Esse técnico já havia avaliado meu sofá na primeira ida à fábrica e não tinha sido capaz de solucionar meu problema... Mesmo desconfiando de que essa nova visita não seria capaz de solucionar meu problema, resolvi aceitar a proposta do dono da loja, sempre mantendo uma boa comunicação e ações que visavam a dar chance para a loja resolver o problema.

O técnico realizou a visita a minha residência e constatou minha desconfiança: não havia nada de novo que ele conseguiria propor para resolver meu problema. Ele ligou para a fábrica na minha frente e chegou a comentar que a recomendação seria receber o sofá de volta para venda na loja, haja vista que o revestimento de couro está em perfeitas condições devido ao pouco uso.

Com base nesse novo laudo, retornei à loja e falei novamente com o dono. O mesmo me sugeriu, como alternativa, que eu visitasse uma outra unidade da Luana Estofados para experimentar um modelo similar o que eu havia comprado, também com encosto de cabeça, para estudar a troca. Mais uma vez, com o intuito de tentar resolver o problema, aceitei a proposta, mesmo sendo um transtorno pelo qual eu não queria ter que passar... Nesta visita, pela primeira vez desde que comuniquei o problema, foi preciso ter uma discussão mais séria e dura com o dono da loja, o qual ousou dizer que eu não tinha me adaptado ao sofá... Deixei claro que não se tratava de adaptação, mas sim a uma clara e evidente diferença do produto entregue versus o produto exposto na loja.

Visitei a outra unidade e verifiquei que o modelo indicado pelo dono não me atendia. Aproveitando que já estava na unidade, experimentei outros modelos de sofá. Na minha cabeça, seria mais fácil e uma saída "menos pior para todo mundo" se eu encontrasse, dentre os modelos oferecidos pela Luana Estofados, um produto que me atendesse minimamente minhas expectativas. Acabei não encontrando nenhum modelo com encosto para cabeça... Mais uma vez nutrindo o intuito de resolver o problema da melhor forma, experimentei um modelo que não tinha encosto para cabeça, mas que poderia me atender. Mesmo não tendo encosto, que seria minha primeira opção por conta do conforto, eu aceitaria fazer a troca por esse modelo para, enfim, dar cabo a essa saga arrastada por vários meses e repleta de dissabores...

Retornei à loja da Teodoro Sampaio e conversei novamente com o dono. Comuniquei que não havia gostado do modelo recomendado por ele, mas que aceitaria a troca pelo outro modelo que experimentei. Minha única solicitação seria ter a mesma negociação que fiz em Dez/19: obter, no novo sofá, o mesmo desconto de 22% que eu tive na compra do sofá original e a diferença versus o valor pago em Dez/******* ser creditado na minha conta. Isso significaria, de fato, que a compra original seria estornada e eu estaria fazendo uma nova compra com eles, nova compra esta que não seria nenhuma obrigação minha, mas que eu aceitaria por ter encontrado um modelo que minimamente me atendia e, mais uma vez, nutrindo o intuito de facilitar a vida de todo mundo. Chegamos, inclusive, a falar de data de entrega do sofá novo e de opção de tecidos. O dono da loja até me ofereceu café e água... No fim, ele pediu uma semana para falar com o irmão/sócio e combinamos de nos reunirmos novamente, pela enésima vez, hoje, dia 28/Set/*******.

Cheguei na loja no horário combinado e o dono não estava. Quando o mesmo chegou, já não demonstrou a mesma cordialidade de antes. Puxou uma calculadora e apresentou a proposta: o que ele julga ser "justo" é NÃO dar nenhum desconto no sofá novo (no sofá original eu tive um desconto de 22% sobre o preço base). Como ele pode achar justo não praticar nenhum desconto no modelo novo eu não sei... O preço do sofá novo, sem desconto, seria comparado com o valor pago no sofá original (esse, sim, com 22% de desconto...) e a diferença eu teria de CRÉDITO para comprar algum produto deles... Ou seja, no final das contas, eu passei 7 meses dando chance atrás de chance deles resolverem meu problema e, não sendo capazes de resolver, o justo para eles é que eu arque com todas as consequências da ineficiência da loja. Eu tentei argumentar que seria mais justo manter a mesma negociação original (22% de desconto sobre o preço base) e que a loja ainda obteria lucro com a venda do sofá novo, mesmo não sendo minha obrigação fazer nova compra na loja. Ao ouvir por 3 vezes seguidas que eu não havia me adaptado ao sofá, demonstrando claramente um intencional viés na leitura da situação, encerrei a conversa por entender que não estavam respeitando meus direitos como consumidor, nem respeitando minha postura proativa na busca pela resolução do problema ao longo de todo tempo.

No site da empresa lê-se que o principal objetivo da Luana Estofados é atender e superar as expectativas e necessidades dos clientes em relação aos nossos produtos. Parece que o sr. Armando, dono da Luana Estofados, não acredita e não pratica esse lema...

A abertura deste processo no Procon e no Reclame Aqui é a última oportunidade para resolverem meu caso sem que eu vá reclamar meus direitos na Justiça.

Obrigado.

São Paulo, 28 de Setembro de *******.

João Leitão

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Resposta da empresa

15/03/2021 às 13:48

Prezado Sr. João Leitão,

Jamais nos furtamos em atender com muita atenção toda demanda de clientes, e com o Sr. João Leitão não poderia ser diferente.

Evoluímos na questão quando oferecemos a troca do sofá, sendo escolhido pelo cliente produto de valor menor que o adquirido, entretanto a questão retrocedeu quanto ao crédito restante, com o Sr. João pedindo a devolução da diferença em dinheiro, e a loja disponibilizando o montante para utilização em compras.

Queremos reforçar nosso compromisso com o melhor atendimento e o respeito às suas necessidades. Por isso, caso você tenha alguma ******* à sua disposição


Atenciosamente,
Luana Estofados

Réplica do consumidor

15/03/2021 às 13:57

Dado o recorrente descaso da empresa, já estou buscando meus direitos nos meios devidos.

Consideração final do consumidor

15/03/2021 às 14:06

Empresa demonstrou comportamentos vergonhosos e só fez me enganar ao se apresentar como benevolente e disposta a resolver o problema causado por ela. Na hora da decisão, porém, se revelou maldosa e fugiu de responder pela responsabilidade óbvia sobre o erro por ela gerado. Se eu pudesse voltar ao passado, fugiria na hora dessa gente.

O problema foi resolvido?

Reclamação não resolvida

Não resolvido

Voltaria a fazer negócio

Não

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