Reclamação não respondida

Não respondida

Reclamar dessa empresa

Brasília - DF

30/07/2026 às 14:32

ID: 255232979

Estou registrando esta reclamação para alertar outras pessoas sobre o tratamento que minha família recebeu no Luggo Samambaia.
Entramos no imóvel em 19 de maio. O boleto do aluguel com vencimento em 1 de junho simplesmente não foi disponibilizado. Como consequência dessa falha da própria empresa, os valores vieram acumulados no mês seguinte, causando um grande impacto financeiro e resultando no atraso do pagamento.
Mesmo diante dessa situação, a administração adotou medidas completamente abusivas. Sem qualquer decisão judicial, cortaram nossa água, desligaram nossa energia elétrica, bloquearam nosso acesso facial ao condomínio e impediram que entrássemos na nossa própria residência.
Além disso, também bloquearam nosso acesso à garagem. Com isso, nosso veículo está sendo obrigado a permanecer estacionado na rua, exposto a furtos, [Editado pelo Reclame Aqui], vandalismo e outros riscos, já que não temos autorização para acessar a vaga pela qual pagamos. É inadmissível que uma família seja colocada nessa situação como forma de pressão para quitar um débito.
Como se isso não bastasse, também fomos bloqueados do aplicativo da Luggo, ferramenta essencial para os moradores, utilizada para liberar acessos, visualizar as câmeras do condomínio, solicitar serviços e abrir chamados para resolver problemas relacionados ao imóvel.
Ao entrar em contato com o SAC, descobrimos que o atendimento é realizado exclusivamente por WhatsApp, sem qualquer telefone para contato. O mais absurdo é que fomos informados de que, por conta do atraso no pagamento, nenhum chamado poderia ser aberto até que o boleto fosse quitado. Ou seja, além de restringirem nosso acesso ao imóvel e aos serviços essenciais, ainda impediram qualquer possibilidade de registrar ocorrências ou solicitar suporte.
O mais revoltante é que temos um bebê recém-nascido. Ficamos do lado de fora do condomínio com uma criança de apenas 20 dias de vida, passando por um constrangimento enorme. Além disso, com o corte da energia, nossa geladeira descongelou e perdemos todos os alimentos que estavam armazenados, gerando um prejuízo financeiro significativo. Também fomos obrigados a sair de casa e ficar de favor na casa de familiares.
Esse tipo de cobrança é incompatível com a legislação brasileira. A Constituição Federal assegura a dignidade da pessoa humana (art. 1, III), e o Código de Defesa do Consumidor (Lei n 8.078/1990) proíbe práticas abusivas e a exposição do consumidor ao constrangimento durante a cobrança de dívidas (arts. 6 e 42). Ainda que exista um débito, a empresa deve utilizar os meios legais para cobrança, jamais restringir o acesso do morador à sua residência, à garagem, aos canais de atendimento ou interromper serviços essenciais como forma de coerção.
O sentimento é de total abandono e desrespeito. Em nenhum momento fomos tratados com humanidade ou buscaram uma solução razoável, mesmo sabendo que havia um recém-nascido na residência.
Já consultei um advogado e adotaremos as medidas judiciais cabíveis para buscar a reparação pelos danos materiais e morais sofridos, incluindo os prejuízos decorrentes da perda dos alimentos, da impossibilidade de utilizar a garagem, da exposição do nosso veículo a riscos e de todo o constrangimento causado à nossa família.
Infelizmente, descobri que não somos um caso isolado. Existem outros moradores relatando situações semelhantes, o que demonstra que esse tipo de conduta parece fazer parte da forma como a empresa trata clientes em situação de inadimplência.
Espero que a Luggo se manifeste, assuma a responsabilidade pelos prejuízos causados, reveja imediatamente essas práticas e adote uma postura compatível com a legislação e com o respeito que todo consumidor merece. Nenhuma família, especialmente com um recém-nascido, deveria passar por uma situação tão humilhante.

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