Consumidora relata pesadelo após compra de carro com defeito e mau atendimento em concessionária

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Belo Horizonte - MG

19/07/2026 às 17:11

ID: 254296207

Um sonho que se transformou em um pesadelo Alerta aos consumidores

No mês de maio, fui realizar um sonho: comprar meu carro. Encontrei um Volkswagen Fox na Lukinha Automóveis localizada no bairro Diamante, região do Barreiro (Belo Horizonte). Durante toda a negociação, fui informada de que o veículo havia sido do próprio gerente da loja, que possuía excelente procedência e estava em perfeito estado de conservação. Acreditei nas garantias que me foram dadas e finalizei a compra.

Infelizmente, a realidade foi completamente diferente.

No mesmo dia em que retirei o veículo, durante o trajeto para minha casa, em Santa Luzia, o carro apresentou falhas mecânicas e elétricas. Ou seja, um veículo vendido como estando em perfeito estado sequer conseguiu completar o primeiro percurso após a venda.

Entrei imediatamente em contato com a agência e fui informada de que deveria levar o veículo de volta, mas que ele só seria encaminhado ao mecânico três dias depois. Depois de muita insistência, consegui que o carro fosse levado para avaliação imediatamente.

Além da enorme frustração com o veículo, passei por outro problema ainda mais grave: o atendimento pós-venda. Fui tratada com ironia, falta de educação e total desrespeito por um funcionário responsável justamente pelo setor que deveria prestar suporte ao cliente. Em toda minha vida profissional trabalhando no comércio, jamais presenciei um pós-venda tão despreparado e hostil.

A única pessoa que tentou minimizar a situação foi a vendedora, que conseguiu a liberação de um carro emprestado,porém depois agiu com o mesmo sinismo sem nem um pouco de empatia.Entretanto, o veículo disponibilizado não tinha qualquer semelhança com o carro adquirido e era totalmente incompatível com minha rotina, principalmente por eu ter uma filha de apenas 3 anos.

Recebi a informação de que o conserto levaria aproximadamente 30 dias, prazo completamente absurdo para um veículo recém-vendido. Também me garantiram que, ao final do reparo, o carro seria entregue na minha residência em razão de todo o transtorno causado.

Nenhuma dessas promessas foi cumprida.

Passei dias sem qualquer atualização e precisei cobrar diversas vezes um posicionamento. Sempre que buscava informações, era novamente tratada com ironia, grosseria e falta de respeito pelo setor de pós-venda.

Após 23 dias, informaram que o veículo estava pronto após retificarem o motor com peças usadas e remarcadas. e que eu deveria buscá-lo pessoalmente, contrariando o compromisso anteriormente assumido de entregá-lo em minha casa. Fui até a agência e, ao chegar lá, descobri que o carro sequer estava pronto. Voltei para casa sem o veículo.

Dessa vez, assim que o veículo foi ligado, apresentou exatamente o mesmo defeito. Mais uma viagem perdida, mais gastos, mais desgaste emocional e novamente voltei para casa sem o carro.

Durante esse período, aconteceu outro problema. Um caminhão colidiu com o veículo emprestado, causando um arranhão no capô. A empresa responsável pelo caminhão se prontificou a custear o reparo. Informei o ocorrido à Lukinha Veículos e fui tranquilizada de que, diante de todos os transtornos que já estavam me causando, eles próprios resolveriam essa questão.

Minha mãe também precisou comparecer à agência para tentar solucionar a situação e igualmente foi tratada com desprezo e falta de respeito.

Após mais alguns dias, informaram novamente que o carro estava liberado. No entanto, quando fui buscá-lo, disseram que ele havia saído da agência para ser entregue. Mais uma vez fui submetida a deslocamentos desnecessários, perda de tempo, gastos e total falta de consideração. E como se não bastasse ao ligar carro novamente apresentou defeito Luz de motor e injeção acesa e fraco, novamente levei de volta para agência. E assim mais alguns dias com o carro em reparo.

Como se tudo isso não bastasse, quando fui informada que estava liberado e finalmente informei que iria retirar o veículo, fui surpreendida com uma nova exigência: somente liberariam meu carro mediante a entrega do documento de transferência do veículo utilizado na negociação. Essa condição jamais havia sido informada anteriormente, nem durante a compra, nem durante os 34 dias em que o carro permaneceu na oficina.

Ao questionar essa exigência e mencionar os direitos garantidos pelo Código de Defesa do Consumidor, fui novamente tratada com extrema grosseria. O funcionário do pós-venda chegou a afirmar que lei é besteira, demonstrando total desprezo pelos direitos do consumidor e pela legislação vigente.

Somente após 39 dias da compra consegui retirar o veículo.

Mesmo nesse momento, enfrentei novos constrangimentos. O proprietário da agência se recusava a fornecer um documento formal detalhando os reparos realizados e a respectiva garantia do serviço. Depois de tantos acordos descumpridos, promessas não cumpridas e informações contraditórias, queriam que eu aceitasse apenas sua palavra. Meu pai, que me acompanhava, precisou insistir firmemente para que o documento fosse finalmente emitido.

Hoje, infelizmente, possuo um veículo no qual não consigo confiar. Não me sinto segura para dirigir com minha filha de apenas 3 anos, pois perdi completamente a confiança tanto na qualidade do carro quanto na credibilidade da empresa que o vendeu.

Minha intenção ao publicar este relato é alertar outros consumidores. Comprar um carro deveria ser a realização de um sonho, não o início de semanas de desgaste, humilhação, promessas descumpridas, falta de respeito e insegurança.

Espero que a empresa finalmente assuma sua responsabilidade, respeite seus clientes e cumpra aquilo que determina o Código de Defesa do Consumidor, para que outras pessoas não passem pela mesma experiência que vivi.

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