Madeireira Macal: Divergência entre Paraju vendido e material entregue causa deterioração e transtornos

Respondida
Belo Horizonte - MG
03/06/2026 às 14:15
ID: 250453489
Com os documentos que você anexou, o texto ganha ainda mais força, pois há orçamento e nota fiscal identificando expressamente a madeira como Paraju, além da negociação ter sido conduzida pelo vendedor Marcelo Castro.
Título: Madeira vendida como Paraju apresenta defeitos graves e laudos indicam divergência do produto fornecido
Em março de ******* adquiri junto à Madeireira Macal madeira expressamente comercializada como Paraju, conforme orçamento n ******* e Nota Fiscal n 3.*******, documentos que possuo e que identificam claramente o material adquirido.
A compra foi realizada à vista, de boa-fé, confiando na tradição e credibilidade da empresa. A negociação foi conduzida pelo vendedor e gestor Marcelo Castro, tendo sido adquiridos especificamente produtos descritos como Paraju Aparelhado, destinados à execução de um deck residencial.
Após alguns anos de utilização, a estrutura passou a apresentar deterioração prematura e problemas incompatíveis com a resistência e durabilidade esperadas de uma madeira da espécie Paraju. Em razão da gravidade da situação, foram realizadas avaliações técnicas por profissionais especializados, incluindo engenheiros e peritos, cujas conclusões apontam que a madeira fornecida não corresponde à espécie que foi comercializada e faturada pela empresa.
Hoje me encontro em uma situação extremamente injusta. Além dos prejuízos materiais decorrentes da necessidade de reparação da estrutura, estou sendo alvo de notificações e cobranças relacionadas aos defeitos apresentados, como se eu fosse o responsável pelo problema, quando na realidade fui apenas o consumidor que adquiriu o produto confiando nas informações fornecidas pela Madeireira Macal.
Antes de tornar pública esta reclamação, procurei a empresa para buscar uma solução amigável. Entrei em contato com o vendedor e gestor responsável pela venda, apresentei a situação e os indícios técnicos existentes. A única orientação recebida foi o encaminhamento para preenchimento de um formulário do SAC, sem qualquer iniciativa de análise do caso, da documentação ou dos laudos já produzidos.
Entendo que eventuais divergências técnicas precisam ser apuradas de forma séria e transparente. Entretanto, considero inadmissível que um consumidor que possui orçamento, nota fiscal e documentação comprovando a aquisição de madeira identificada como Paraju seja simplesmente direcionado a um formulário, sem qualquer suporte efetivo diante de um problema de tamanha relevância.
Tenho respeito pela história da Madeireira Macal e acredito que seus proprietários talvez não tenham conhecimento da forma como este caso está sendo conduzido. Por essa razão, espero que a presente reclamação chegue aos responsáveis pela empresa para que os fatos sejam devidamente apurados.
Solicito uma manifestação formal da Madeireira Macal, com a análise da documentação da venda, dos laudos técnicos existentes e dos prejuízos decorrentes da possível divergência entre o produto contratado e o produto efetivamente fornecido.
Como consumidor, espero apenas que a empresa assuma uma postura compatível com sua tradição no mercado e busque uma solução justa, técnica e responsável para o caso.
Documentação disponível: orçamento, nota fiscal, registros da negociação e laudos técnicos emitidos por profissionais habilitados.
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Resposta da empresa
08/06/2026 às 08:04
Prezado,
A Macal Madeiras, após tomar conhecimento da alegação do cliente de que possui laudo técnico sobre o material fornecido, vem reafirmar seu posicionamento quanto à reclamação referente à madeira adquirida para estrutura de deck.
Reconhecimento da boa-fé comercial
A Macal preza pela qualidade dos seus produtos e pela satisfação de seus clientes. Caso a divergência de espécie tivesse sido identificada e comunicada no ato do recebimento ou dentro do prazo legal, a empresa não hesitaria em providenciar a substituição do material, arcando com sua responsabilidade comercial sem qualquer questionamento.
Equivalência técnica entre espécies nobres
Mesmo que o laudo venha a confirmar divergência na espécie, é importante destacar que madeiras como Jatobá, Angelim e Massaranduba possuem características técnicas equivalentes ao Parajú em termos de densidade, durabilidade natural e resistência mecânica, sendo amplamente utilizadas e aceitas para estruturas de deck externo. O cliente, portanto, teria recebido material de igual nobreza e desempenho.
Questionar a espécie cinco anos após a instalação, sem que isso tenha gerado qualquer reclamação anterior, não encontra respaldo técnico nem prático.
Material instalado equivale a material aceito
Conforme os termos e condições de venda da Macal, o recebimento e a instalação do material configuram aceitação formal do produto fornecido. Ao instalar o material sem ressalvas ou comunicação à empresa, o cliente atestou estar de acordo com o que foi entregue. Não é razoável aceitar, instalar e utilizar um produto por anos para somente então questionar sua especificação.
Decurso de mais de cinco anos
A reclamação ocorre mais de 5 (cinco) anos após a venda, prazo muito além dos 90 dias previstos pelo Código de Defesa do Consumidor para vícios em produtos duráveis (art. 26, 3). Nesse intervalo, o material esteve exposto a intempéries, uso contínuo e condições de manutenção desconhecidas pela Macal, tornando impossível atribuir qualquer deterioração exclusivamente à espécie da madeira.
Posicionamento final
A Macal lamenta a situação e reafirma que, caso a divergência tivesse sido apontada antes da instalação, a solução teria sido imediata. No entanto, não é possível aceitar responsabilização com base em alegação não comprovada, sobre um material instalado e utilizado por mais de cinco anos. A empresa aguarda a apresentação formal do laudo e mantém sua posição de não reconhecer qualquer obrigação de ressarcimento ou substituição neste momento.
Atenciosamente,
Equipe Macal Madeiras.